Voltamos
Quando estamos em um lugar sentimos saudade de outro. Quando voltamos, percebemos que não somos mais de lugar nenhum.
Algumas coisas estarão no mesmo lugar, nossa visão sobre elas não.
muitas vezes, voltamos para a nossa realidade com marcas que deixam nossos dias de amanhã mais leves.
“Alguém disse que é impossível voltar atrás no tempo. Mas isso é mentira, olha para nós, voltamos a ser estranhos.”
“O Diário Das Minhas Mágoas.”
Se do avesso somos virados é certo que nunca voltamos a ser como antes, assim como a folha amassada não perde as marcas das dobras, temos também as nossas.
Não sei por quê...
Nossas vidas correm neste compasso
Tentando entender coisas e tal
Voltamos na estaca zero
Repetimos nossas façanhas
De acordo com nosso emocional
Quando pararem de dimensionar a existência, me avisem, quem sabe voltamos a nos ater as coisas mais importantes...
O amor transforma os territórios da alma. Quando nos permitimos amar e ser amados raramente voltamos a ser os mesmos. Tudo, absolutamente tudo passa a ter um significado especial, uma cor mais bela. A simplicidade nos encanta, olhamos com outros olhos cada detalhe, pois fomos invadidos por uma sensação gostosa que nos faz ansiar viver cada milissegundo muito mais intensamente. Sem urgências, sem pesos, sem amarras. O amor vem para sarar feridas, impulsionar sonhos, resgatar esperanças e nos ajudar a ser melhor do que somos.
Quando voltamos de lugares tão lindos, nunca imaginamos que quem amamos deixamos para traz por um decisão própria.
A saudade não morre jamais, mas o luto termina quando voltamos a perceber a importância daqueles que ainda estão à nossa volta.
MATURIDADE
Ednaidegp
A gente pensa que quando chegamos a certa idade, não voltamos a passar por certas coisas, que “jamais” voltaremos a cometer os mesmos erros do passado, acreditamos que a experiência de longas datas de vida nos dar essa imunidade. Será?
Seriamente, olhando por outro ângulo vejo o contrário, percebo que é exatamente nesse estágio a permissão de voltar atrás com maior intensidade, nos damos o “luxo” de dizermos e entendermos o quanto vivenciamos várias histórias, fazemos jus de uma caminhada que está numa trajetória para o fim... Mas o fim do que? Certamente por um fim na ilusão da perfeição.
A maturação é a segurança de nossas prioridades, erramos e repetimos quantas vezes for necessário, pois perdemos o medo e a ingenuidade de como somos visto pelo o “outro” para valorizarmos como somos visto por “nós mesmos”. Deixamos de ver como os outros e enxergamos pelos outros... Colocar-se no lugar alheio é no mínimo o respeito às diferenças e é por sermos um ser singular que fortificamos o direito de errar.
Quais nossas limitações? Até onde podemos ir? Vencer nosso ego permitir-se apreciar o que não sabemos por que ainda podemos aprender, não nascemos sabendo de tudo e não vivemos numa ignorância absoluta, todos os dias aprendemos, todos os dias temos a chance de mudar, reconhecer.
Cada aprendizagem, por menor que seja ajuda-nos a ultrapassar o número de páginas de um livro de papel à autenticidade das páginas do livro da vida.
Quando voltamos a rir novamente, principalmente de nós mesmos, é porque estamos novamente de “bem com a vida”. Não devemos carregar, internamente, ancoras que só nos afundam na vida e, assim, precisamos nos perdoar sempre!
Pedro Marcos
