Voce vai ser pra Sempre
A nossa própria energia de amor crescendo, vai abrindo caminho. A mágoa e o ódio paralisa-nos, só atrasa o nosso caminho.
Enganas-te quando tentas enganar, não passas dum mágico que ainda vai tendo alguém que não compreendeu os teus truques, muitas vezes repetidos e tontos! Vais ter muito sofrimento pela tua frente, prepara-te! Tudo tem retorno...
Quanto maior é a nossa força e fé, maior é a prova que virá a seguir...Deus vai testando a nossa fé. Precisa de saber se a fé que dizemos ter, tem alicerces seguros.
A máscara quando muito usada, com o tempo vai criando forma e o verdadeiro rosto desaparece, tudo é uma mentira!
Tu não sabes quando a vida te vai chamar para mais uma prova, convém que não te esqueças que Deus sabe que nesse momento estás capaz de a ultrapassar com sabedoria. Sê forte agarra-te à fé e pensa que terás sempre alguém do plano espiritual junto a ti para te ajudar nas tribulações mais complicadas. Deus te abençoe .
Há quem por engano procure fora o que lhe falta dentro e no meio dessa agitação diária vai cavando mais fundo o vazio interior!
Continuar a bater nas teclas do passado, não vai deixar tempo, nem foco no presente, para compor e tocar a música do futuro !
"Tudo o que vem do exterior e que não traz alegria e paz, não é verdadeiro e não te vai acrescentar nada, pelo contrário te desequilibra e te leva para longe da tua essência Divina."
Vai chegar a hora que Deus vai dizer: Basta!
Vai ter a hora que Jesus vai te chamar e vai te perguntar: O que queres que eu te faça? Tu já passaste pelo deserto, pela prova, o que queres mais que eu te faça?!
Demétrio Sena - Magé
Ninguém vai converter a "minh'alma pagã",
porque sei o que fazem do corpo e da mente
dessa gente sem rumo que acredita em céu;
que na fuga do inferno faz qualquer loucura...
Candidatos a "bênçãos" adoram demônios
que se fazem de santos acima do bem
(querem dízimo, amém, todos bens do rebanho
e dominam seus atos; pensamentos; votos)...
Nada vai me levar a ter dono ou senhor,
distorcer meu amor nem dizer a quem dar;
a quem vou odiar, se nem ódio cultivo...
Não serei prisioneiro de templo e partido,
será tempo perdido pregar o seu prego,
seu sermão, a chantagem de Cristo e de cruz...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Um dia
Alguém vai te perguntar
Se soubeste viver a vida
E o que fizeste de teu tempo
Tua senda
Não precisaste
Plantar as flores do campo
Nem pintar estrelas no céu
Ou aquecer o Sol
A tudo encontraste feito
De um jeito tão perfeito
Que a gente o jamais faria
Buscaste sempre
Um defeito ou emenda
Um dia
Alguém há de te perguntar
Por que será que foste tão exigente
No teu dia-a-dia
E ponto
Visto que quando acordavas
Teu dia já estava pronto.
Edson Ricardo Paiva.
Luz do Sol que se vai
E a que veio
As verdades da vida
São imagens disformes
Peças finas, delicadas
Desbotadas, distorcidas
Cristalinas e reais
A que vieram?
Vieram
De um translúcido quebra cabeças
O berço rude do universo
Um peso de papel
E uma tormenta pra se atravessar
A opinião diversa
Ausência de atitude
Mais nada, além do tempo e do lugar
A fala do engano
Se finge calada
E abrange a todas as cadeiras
Da fileira lá da frente.
É se afastar do tempo
Um mantra, uma oração pungente
Um pensamento na hora certa
Pode ser que seja o último
Olhar atento ao destino
Pode ser que dois
Num primeiro momento bate palmas
Pra depois, então, dançar
Um sorriso canino em primeiro plano
Um só momento e a tudo desmancha
Não basta segurar um mar nas mãos
O mundo descontenta
E o medo aflige
E exige a lágrima também
Pra abrir teus olhos
Puros e exigentes
Sempre
A mínima simplicidade
Ausente
O maior enigma da vida
É o que revela a verdade
Guardada em segredo ainda
É uma caixa que já foi aberta
Tanto barulho ela fez
Que quando era a da vez
Ela passou despercebida
A cara calcinada à luz do Sol
Tanto a que foi
Quanto a que veio
E que passou e que se foi
No meio
Entre o começo e o fim.
Edson Ricardo Paiva.
Baila, tempo.
Corre pra longe
Morre em outra dimensão
Vai lá, nos confins da última madrugada
Mostra o nada que são nossas vidas
E depois volta pra cá
Vem mais depressa que a luz
E depois nos entrega
A cada qual nossa cruz
A cada mal que se oculta
Em cada bem que carrega
Vem pra perto e se desfia
Desfila o nada bem diante dos nossos olhos
Nossos duros e imaturos corações
Quem sabe, assim que se enxerga
O quanto é incauto quem te desafia
Cada qual com sua bússola insular
Que faz perder, que desnorteia
Às vezes um soar de sino
Anunciando o sândalo da noite
Tu, que és tão forte, que derrete a neve
De sorte que cada segundo passa a ser tão breve
Leva contigo a marca da idade deste mundo
Só tu tens lugar no sem fim
Desembarca, tempo
Conta pra nós nossas vidas
E baila e dança e não descansa e depois volta
Vai lá, tempo velho e nos desaponta
Desponta lá no longe
Afronta esse universo e cada estrela sem porteira
Sem eira nem beira e tribeira e tão rico e tão leve
Livre, como o sol da primeira manhã
Tão forte, que move o moinho que mata a fome
Não negue que mata o homem que mata a morte
Leva minha vida nas mãos
Vai, que eu fico igual a todos
Entregue à própria sorte.
Edson Ricardo Paiva.
Edson Ricardo Paiva
O pássaro foi preso porque ele tem asas.
A tarde vai
Noite cai depressa
Parece que não faz sentido
Vai-se como o pensamento
Uma vontade que, apesar de enorme
Sucumbiu, perante o tempo
Em frente da verdade
Te vejo chegando e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de desejo tão doce
Quem dera se ao menos tão breve não fosse.
Tudo são peças
De todos os quebra-cabeças
Mas a vida é toda feita tardes e manhãs
E tortas de maçãs
Esfriando, nas janelas do passado
Aquelas que, de vez em quando
A gente se recorda
Nunca ouvi falar de orgulho que não perecesse
No mais, tudo se ajeita
A tarde passa depressa
De maneira que foi só desejo
Que se põe pra sempre
Lá no fim da linha
Todo fim de tarde é uma visão perfeita
Onde um mundo de horizontes
Se enfileira bem diante
de todos os olhos do mundo
Quando finda o dia e a luz do sol se aninha
Mas a vida toda, ela consiste
De manhãs e tardes
Onde existe a pressa e o vice-versa
E nuvens que não passam por aqui
Se uma só, triste, passasse
Juro como eu lhe pedia
Que me ensine levitar
Que eu revelo a ela
O peso de pisar em brasas
O pássaro foi preso porque ele tem asas
Os pássaros são livres por estarem presos...às próprias asas
Eis a nossa natureza
Hoje eu olho para o céu, nada se move
Todo dia é todo feito de manhãs e tardes
E janelas a se abrirem pra jardins de flores mortas
Portas, donde agora estamos. Ah, se elas se abrissem!
Tardes passam, sem fazer sentido
Algodões que não se movem, que não chovem, que não nuvens
que não nevam, que não levam nada
Vão vivendo a vida, sem ligar se faz sentido
São borrões no céu, apesar de parecer felizes
Se passassem por aqui
Pedia pelo menos pra que ouvissem meu pedido.
Edson Ricardo Paiva.
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