Você Nasceu pra Mim
O tempo não volta atrás.
Nasceu no verão, em um belo dia de sol.
Os dias passaram e começou a notar o que acontecia ao seu redor.
Começou a fazer as suas próprias escolhas
Escolher entre o certo e o errado.
Os dias e a noites passam muito rápido.
Aquela roupa não cabe mais.
A música que você gosta não toca mais.
Quando você nota mais um ano passou.
As pessoas envelhecem.
Seus cabelos começaram a branquear.
Suas pernas já não são tão rápidas.
O tempo não volta atrás.
Está chovendo.
Suas forças estão se indo.
Dos bons amigos vai se despedir.
E os bons rastros de seus passos vão ficar.
O Peso do Silêncio
Na catedral de pedra fria,
onde ecoa o som da devoção,
nasceu uma sombra sombria,
ferida aberta pela ambição.
O pastor, amado pelos seus,
guiava almas pelo caminho,
mas mãos ocultas, cheias de breus,
espreitavam em completo desalinho.
Era noite, um altar sagrado,
um visitante ao fim da missa,
com olhar vazio e passo pesado,
entrou onde a luz se avisa.
Um disparo rompeu o ar,
o rosto sereno ao chão tombou,
a fé tremeu, não pôde evitar,
e o sangue do justo ali jorrou.
O silêncio grita nos muros do templo,
a justiça caminha com passos lentos,
os nomes se perdem, mas não o exemplo,
de um homem que partiu nos ventos.
Clara nasceu numa aldeia onde o céu era sempre azul. Lá, o vento soprava suave, a chuva caía mansa, e nunca se ouviu o eco de um trovão. O frio não cortava, os relâmpagos não riscavam o firmamento, e a noite chegava sempre tranquila, sem ameaças.
Por isso, quando visitou um vilarejo distante e viu o céu escurecer pela primeira vez, sentiu o coração apertar. Os primeiros estrondos pareciam rugidos de feras invisíveis, e os relâmpagos arriscavam o horizonte como garras luminosas. Enquanto todos ao redor admiravam a dança dos relâmpagos, Clara se encolhia, aterrorizada.
Até que, um dia, uma tempestade a surpreendeu longe de casa. Sem refúgio, sem o céu azul de sua aldeia para observar-la, ela decidiu enfrentar o medo. Com a voz trêmula, os olhos às nuvens e singularmente: "Por que me perseguem?"
Para sua surpresa, os trovões responderam, não com um rugido ameaçador, mas com uma voz grave e antiga: "Não temas nossa voz, pequena. Somos mensageiros, não inimigos."
Intrigada, Clara começou a escutar. Descobriu que os trovões não eram ameaças, mas avisos. Aprendeu a decifrar seus sinais: um trovão breve fez calmaria, três seguidos anunciaram tempestades. O que antes era apenas medo de se transformar em compreensão.
Quando voltou para casa, Clara trouxe consigo um novo conhecimento. Sua aldeia, acostumada ao eterno azul do céu, passou a ouvir histórias sobre as tempestades. E, quando um dia as nuvens escuras finalmente chegaram à terra, Clara se apresentou diante delas e sugeriu uma canção suave. Os trovões, confirmando sua coragem, ecoaram em toneladas mais brandas, anunciando a chegada da chuva sem medo, apenas respeito.
Desde então, sua aldeia não teme os trovões — escuta. E Clara, a menina que veio do céu sempre azul, tornou-se guardiã entre a terra e o céu, lembrando a todos que o desconhecido, quando compreendido, transforma-se em poder.
Bom dia, arquiteto do próprio destino!
O sol nasceu outra vez, e com ele vem a chance de construir algo grandioso. A vitória não está no acaso, mas nas pequenas escolhas que você faz ao longo do dia. Hoje, escolha agir, escolher sentir gratidão, escolher crescer.
Não tema os desafios, pois são eles que esculpem os verdadeiros vencedores. A grandeza não nasce no conforto, mas na persistência de quem se recusa a desistir. Você tem dentro de si tudo o que precisa para transformar sonhos em realidade.
Que este dia seja mais do que uma simples repetição da rotina—que seja um passo concreto na direção dos seus maiores objetivos.
Vá e conquiste, porque o palco da vida já está montado para você brilhar!
Sementes do Bem
Plantei um sorriso, nasceu esperança,
Reguei com cuidado, cresceu confiança.
No gesto pequeno, no olhar atento,
Floresce no outro um novo momento.
A vida é um ciclo de dar e receber,
E o bem que se espalha faz tudo crescer.
Que nunca nos falte a força e o querer,
De sermos motivo pra alguém renascer.
Título: Olimpo.
poisé,
você pediu e algo nasceu,
grande presente, né Perseu.
não estou no Olimpo,
mas me sinto filho de Zeus,
não sou forte como Hércules,
mas sou esperto como Hermes.
Abençoado por Apolo,
sempre criando um novo dolo,
não sou ingênuo como Sansão,
por isso ainda estou são.
não sou guerreiro como Atenas
mas luto pelas minhas cenas.
não sou grego como vocês,
mas sigo forjando meu próprio ser.
Quem nasceu ou quem se deu,
como queira,
Nossa incompletude nos faz inteiras,
Ilustres guerreiras,
Desse plano, passageiras.
Salve, salve altaneiras!
O ser humano nasceu para ser feliz; passar fome é clara negação da dignidade humana; ser ludibriado por políticos mentirosos é ser sepultado vivo no seu sagrado sentimento de esperança.
Sempre me perguntei porque o vilão é o errado da história ? Tipo ele não nasceu assim mais alguem decidiu que ele é! o que te faz ser melhor que o vilão?!porque antes dele ter se tornado o odiado ele já foi algum dia amado, o que poderia ter tornado ele o vilão ou talvez quem?! Mais o fato é o vilão tá cansado de ser o errado , talvez o mocinho da história precise de um final infeliz também, quem sabe assim o mocinho entenda a importância do vilão na história!
A pequena República que nasceu canhota, para se tornar leviana foi assassina e fez batota.
Vendeu a vida de milhares aos Bretões, e com dores de crescimento tornou-se autoritária por dois tostões.
Depois de exausta pôs o cravo ao peito para libertar, tornou-se ilusionista e começou a escamotear.
Nos tempos que correm continua latrinária com ar de asseada, usa água-de-colónia para não cheirar a depravada.
Para que ocultar a verdade,
E simular um perdão que jamais nasceu?
Por que buscar a amizade sem mácula,
Quando a emoção há muito pereceu?
Oh, destino caprichoso, chama de amor,
Nossa melodia jamais voltou a soar,
Para que exercer tanta cortesia,
Se o veneno das segundas intenções está a destilar?
Desperdiçando o doce néctar da alma,
Lentamente, de flor em flor, a vagar,
Entre meus adversários, tu, beija-flor,
Teu nome resguardei, por afeto, a velar.
Sob um nome oculto, Beija-flor te chamei,
Para preservar o sentimento que em mim floresceu.
Jamais respondas, meu doce amor,
A qualquer transeunte que o destino nos deu.
Em eufemismo, me escondo e te declaro,
Que a delicadeza do passado persiste em nosso ser,
Mas no silêncio e na distância nos guardamos,
Como um segredo que o vento não pode deter.
Com sofreguidão,
O amor que foi, agora é só recordação.
E o que resta é viver, entre o ser e o nada,
Com a alma partida, mas ainda encantada.
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