Voce Nao Merece Sofrer

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Nós não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito

Desabafo

Francamente não sei como explicar, e tambem nao adiantaria nada se o seu "Para sempre" nao for igual ao meu.
É como se eu não soubesse o porque de estar aqui, é como se eu fechasse os olhos e tudo isso nao passasse de coisas que nao tem o porque de estarem onde estão.
Sabe quando a cabeça luta contra tudo a sua volta e seu coração insiste naquela melâncolia monotôna?
Sabe quando tudo parece real, só que é igual quando se esta dormindo, e quando se toca, estava apenas sonhando?
Se eu pudesse definir o amor, eu diria que é como voce dizer que ama Paris, sem sequer ter ido até lá, é como se voce nao soubesse oque é o amor realmente, mas voce sabe que ele esta ali, voce o sente de alguma forma, já a desilusão não se enquadra em nenhum ritual, ela eu definiria como "imprevisivel".É como se voce ficasse com sono quando nao se pode dormir, e ficar como uma energia e tanto quando a cama esta ao seu lado..Alias, nao sei o porque estou falando isso aqui, sendo que a pergunta que mexe com todos meus intintos é: O porque de tudo isso?
Porque este quarto rosa quando tudo na minha mente esta obscuro? sem respostas?
Porque será que tenho que sorrir quando na verdade eu quero chorar?
Porque arrumar a bagunça do meu quarto quando na verdade a parte mais importante do meu corpo esta confusa, minha cabeça?
Porque existem as estrelas se quando a nuvem chega elas desaparecem?
Será que é para termos a certeza de que ela sempre voltara a brilhar? Mas a questão é...e se não brilhar?
Para que falarmos que algo é Para sempre se nao temos a certeza?
Porque temos que nos preocupar com o final, se o começo nao esta nem começando?
porque acender a luz do quarto quando o resto da casa esta no escuro?
sera que estamos tentando esconder algo?
Pra que as lembranças se elas prejudicam o coração?
Porque as crianças insistem em desenhar casinhas na floresta? Ah, já sei, talvez esses desenhos deram inicio às favelas ou nós que estamos sonhando demais?
Oque estamos tentando disfarçar? O que sera que nos machuca tanto?
As vezes pelo simples fato de citarmos essa palavra ja machuca.
Certamente a melhor forma de viver é olhar para o final para entendermos o começo e o presente, mas como isso é possivel se no final todas nós estaremos mortos?
Pra que criar seu mundo de fantasia se o carnaval já passou?
Pra que se mostrar forte se voce esta acabado por dentro?
Pra que insistir em algo no qual ja nos mostra o final?
Será que ainda temos a esperança de que algo mude a esta altura do campeonato?
As vezes nem eu sei direito quem sou, e falar de amor, já tornou-se algo perigoso...
Porque será que o amor nos faz sofrer sendo que, Poxa, era pra ser a coisa mais bonita do mundo, será que é realmente de amor que estamos falando, ou algo parecido?
Quantas perguntas né?
Mas a questao é : se nao existissem as perguntas, quem precisaria das respostas?
Respostas que ninguem sabe se um dia vai chegar, e se talvez algum dia chegar, certamente sera no final...
Mas, no final nao estariamos Mortos? (risos)

Perdoar uma traição sim. Conviver com o traidor, não.

Aprenda a usar suas emoções para pensar e não pensar com suas emoções.

PASSAGEM DAS HORAS

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde,
O coral das Maldivas em passagem cálida,
Macau à uma hora da noite... Acordo de repente...
Yat-lô--ô-ôôô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-...
E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade...
A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol...
Dar-es-Salaam (a saída é difícil)...
Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagascar...
Tempestades em torno ao Guardafui...
E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada...
E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo...

Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.

A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,
Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias.

Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.

Seja o que for, era melhor não ter nascido,
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.

Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,
É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...
Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,
Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...
Que há de ser de mim? Que há de ser de mim?

(...)

Uma árvore sem raiz, não fica de pé

Os resultados vêm do aproveitamento de oportunidades e não da solução de problemas. A resolução de problemas apenas restaura a normalidade. Oportunidades significam explorar novos caminhos.

As muitas águas não podem apagar o nosso amor, nem os rios afogá-los.

Salomão
Bíblia Sagrada. Cânticos 8:7

Nota: Tradução de João Ferreira de Almeida (Atualizada)

...Mais

“Conhecer o caminho não dispensa o percurso.”

Não conheço paz interior sem tempestade anterior

Muito obrigado, por causa das suas criticas destrutivas, finalmente provei a mim mesmo o que não conseguia (...).

Se não respeitar o que pensa, simplesmente aja conforme sua personalidade. O silêncio é a melhor resposta para aqueles que são incapaz de compreender.

Eu tentei. Só que tentar e esquecer não são duas coisas que funcionam bem juntas. E, mesmo tentando, minhas mãos continuaram buscando teu corpo, em outras pessoas. Meus olhos, desesperados, ainda procuravam pelo teu rosto no meio da multidão. Ouvi mil vozes, procurando o timbre da sua risada. Roubei diversos corações, mas não foi a mesma coisa. E assim eu sigo, só… Tentando. Tentando, andando e continuando. Te aviso quando conseguir.

Eu vejo, e eu não estou só
Enxergo, contemplo
Almejo, e eu não estou só
Eu corro, e eu não estou só
Respiro, e eu não estou só
Eu canto e danço
A certeza que desata o nó
Sentindo que eu não estou só
[...]
Eu penso, e eu não estou só
Reflito e calo
Sorrio, e eu não estou só
Eu choro, e eu não estou só
Viajo, e eu não estou só
Eu erro e aprendo
A água, o fogo, o ar e o pó
Sou tudo, logo não estou só

O que é dito não pode ser apagado. O que não é dito ainda pode ser superado.

Trate bem a terra. Ela não lhe foi doada pelos seus pais. Ela foi-lhe emprestada pelos seus filhos.

No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos.

Eu não quero ser o líder. Eu me recuso a ser o líder. Eu quero viver obscuramente e ricamente em minha feminilidade. Eu quero um homem deitado em cima de mim, sempre em cima de mim. Sua vontade, seu prazer, seu desejo, sua vida, seu trabalho, sua sexualidade a pedra de toque, o comando, meu pivô. Eu não me importo de trabalhar, segurando a minha terra intelectualmente, artisticamente, mas como uma mulher, oh, Deus, como uma mulher que eu quero ser dominada.

O problema não é a saudade bater, o problema é só eu apanhar.

Mudo muito, sei que mudo, mas faço isso na tentativa de me encontrar. E quanto ao amor, não mais o procurarei, vou esperar que ele me encontre.

Quando um sonho dá errado sempre nos restará outro sonho para sonhar.