Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir

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AMOR PERDIDO (DESESPERANÇA)
Meu coração sangra, esvazia-se,
Não desse sangue vermelho
Esse que corre em minhas veias
Sangra amor

Começo a sentir frio
Meu corpo treme
Estou com medo

Meu corpo ainda está de pé
Mas temo não estar vivo
Vegeto a procura do amor perdido
Não adianta

A navalha corta o músculo
Vejo o brilho do aluminio
Dar lugar a um vermelho negro
Agora é certo... ele pára
E eu também...

Ser avó não significa aposentar-se e ser chamada de “vozinha”, e sim voltar à maternidade e viver uma nova fase.

Se quer que algo aconteça, faça acontecer, não culpe o destino pela sua falta de atitude.

O amor é cego,é verdade...
Porém é cego ao seu jeito:
quem ama vê qualidade,
mas não enxerga defeito.

A gente não escolhe o amor, ele acontece. Uns vivem intensamente. Outros, por ironia do destino, vão embora.

O maior de todos os heróis escolheu não ser salvo.
Para que nós pudessemos ter a oportunidade de viver.
Basta acreditar...

Não fique se lamentando pelos os erros do passado, aprenda com eles, viva o presente e continue a batalhar e correr atrás dos seus sonhos para que no seu futuro, todas as decepções virem felicidade, que todas as lágrimas virem sorrisos.

O desprezo é como o corte de um punhal: fere por dentro, mas não sangra!

Comemorem o que têm em comum. Uns não comem porco, outros não comem crustáceos, mas todos adoramos galinha.

"Nossas expectativas e projeções com relação ao outro são somente NOSSAS. O outro não tem nada a ver com isso."

A segunda chance numca é como a primeira, a não ser se ouver mudanças radicais.

‎Houve um momento em que o aperto foi tão extremo e aflitivo que eu imaginei não conseguir suportar. Eu nem sabia que, exatamente naquele ponto, a natureza tecia asas para mim, em silêncio, mas foi lá que senti que eu era feita também para voar. O aperto, entendi somente depois, era uma espécie de morte, um prenúncio da transformação, uma ponte que me levaria a outro modo de ser.

Muitos optam por status e vaidade, e não enxergam que a simplicidade é o que mais sentem falta.

Para o Zé

Eu te amo, homem, hoje como
toda vida quis e não sabia,
eu que já amava de extremoso amor
o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos
de bordado, onde tem
o desenho cômico de um peixe — os
lábios carnudos como os de uma negra.
Divago, quando o que quero é só dizer
te amo. Teço as curvas, as mistas
e as quebradas, industriosa como abelha,
alegrinha como florinha amarela, desejando
as finuras, violoncelo, violino, menestrel
e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito
para escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo
o teu coração, o que é, a carne de que é feito,
amo sua matéria, fauna e flora,
seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas
perdidas nas casas que habitamos, os fios
de tua barba. Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo
pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu
[gosto:
“Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas
o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não
ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”.
Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama
fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Te alinho junto das coisas que falam
uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como
o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me
[guarnece,
tira de mim o ar desnudo, me faz bonita
de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega,
me dá um filho, comida, enche minhas mãos.
Eu te amo, homem, exatamente como amo o que
acontece quando escuto oboé. Meu coração vai
[desdobrando
os panos, se alargando aquecido, dando
a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.
Amo até a barata, quando descubro que assim te amo,
o que não queria dizer amo também, o piolho. Assim,
te amo do modo mais natural, vero-romântico,
homem meu, particular homem universal.
Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.
Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,
a luz na cabeceira, o abajur de prata;
como criada ama, vou te amar, o delicioso amor:
com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso,
me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles
eu beijo.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

Não há roubo, tudo se paga.

Eu amei-te; mesmo agora devo confessar,
Algumas brasas desse amor estão ainda a arder;
Mas não deixes que isso te faça sofrer,
Não quero que nada te possa inquietar.
O meu amor por ti era um amor desesperado,
Tímido, por vezes, e ciumento por fim.
Tão terna, tão sinceramente te amei,
Que peço a Deus que outro te ame assim.

Tudo que eu queria era chegar e tocar outro ser humano, não apenas com as mãos, mas com meu coração.

O amor forçado não é amor.

É melhor não acreditar em Deus do que ser um “falso crente".

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.