Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir

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⁠Por que deixar barato aquilo que me custou muito caro?

Inserida por RandersonFigueiredo

É até aceitável que a vida seja comparada a um teatro, mas só é verdadeiramente encenada por aquilo que se passa entre as coxias⁠

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠Lamentar é só reconhecer aquilo que te causa dor
Murmurar é esbravejar com o vento pela desordem que ele provocou
Amar é procurar alçar voo com o impulso que ele te proporcionou

Inserida por RandersonFigueiredo

Aquilo que um bom olhar alcança o coração por si só já semeou

Inserida por RandersonFigueiredo

Perdoar e/ou ser perdoado é procurar tornar mais palatável aquilo que repreendemos no outro e suportamos na gente

Inserida por RandersonFigueiredo

Por mais puro que seja o coração de um homem, sua nobreza jamais resistirá aquilo que lhe falta o ânimo e entorpece o espírito

Inserida por RandersonFigueiredo

A grande peleja da vida é arriscar tudo que se tem, almejar aquilo que deseja em prol de um bem maior a ser conquistado

Inserida por RandersonFigueiredo

Sentimos muito por aquilo que nos falta, mas deveríamos ser eternamente gratos pela parte que nos resta

Inserida por RandersonFigueiredo

O amor pela leitura é mais que enveredar por entre letras, é ter o fascínio de ser aquilo que se deseja tornar: um verdadeiro ser participativo e pensante.

Inserida por RandersonFigueiredo

Aquele que possui alguma desordem mental é exatamente aquilo que é, sem conseguir representar o que de fato não é

Inserida por RandersonFigueiredo

Aquilo que chamas benevolência nada mais é que o desejo de sentir o perfume das rosas; maledicência é querer perfurar o outro com seus espinhos

Inserida por RandersonFigueiredo

Aquilo que idealizamos, por ora nos dá angústia, mas aquilo que enfrentamos nos faz receber o abraço da realidade

Inserida por RandersonFigueiredo

Aquilo que fazemos por intermédio do outro, é o reflexo negativo da participação do outro na vida da gente

Inserida por RandersonFigueiredo

Na verdade temos medo, muito medo de tudo aquilo que poderíamos nos tornar a ponto de abortar o presente, sufocar o inconsciente e ser uma mera representação, uma alegoria vazia que perdeu o desfile pelo simples medo de tentar

Inserida por RandersonFigueiredo

Aquilo que nos molda nos define, mas aquilo que alimenta nosso interior, isso sim, é o baluarte para a eternidade

Inserida por RandersonFigueiredo

Nunca volte para aquilo que te machucou. A dor vem em dobro.

Inserida por droplets

Depois que tudo aquilo acabou, me vi no chão outra vez. Felizmente, me levantei, assim é a vida. Um novo amor me fez superar uma antiga paixão que durou por tanto tempo, mas que infelizmente, foi jogado fora. Sei que a vida está me dando outra oportunidade de amar e ser amada. Por favor, me surpreenda outra vez.

Inserida por droplets

⁠A vida é tudo aquilo que nós arranjamos para fazer antes de morrer.

Inserida por Rogerio727

⁠Os usos da casimira inglesa

Estou lhe escrevendo, Matilda, para lhe transmitir aquilo que a contrariedade (para não falar indignação) me impediu de dizer de viva voz. Note, é a primeira vez que isso acontece nos nossos 35 anos de casados, mas é primeira vez que pode também ser a última. Não é ameaça. É constatação. Estou profundamente magoado com sua atitude e não sei se me recuperarei.

Tudo por causa de sua teimosia. Você insiste, contra todas as minhas ponderações, em dar a seu pai um corte de casimira inglesa como presente de aniversário. Eu já sei o que você vai me dizer: é seu pai, você gosta dele, quer homenageá-lo. Mas, com casimira, Matilda. Com casimira inglesa, Matilda. Que horror, Matilda.

Raciocinemos, Matilda. Casimira inglesa, você sabe o que é isso? A lã dos melhores ovinos, Matilda. A tecnologia de um país que, afinal, deu ao mundo a Revolução Industrial. O trabalho de competentes funcionários. E sobretudo tradição, a qualidade. Esse é o tecido que está em questão, Matilda. A casimira inglesa. (...)

Isso, a casimira inglesa. Agora, seu pai.

Ele está fazendo noventa anos. É uma idade respeitável, e não são muitos que chegam lá, mas − quanto tempo ele pode ainda viver? (...) mesmo que ele viva dez anos, mesmo que ele viva vinte anos, a casimira sem dúvida durará mais. E aí, depois que o sepultarmos, depois que voltarmos do cemitério, depois que recebermos os pêsames dos parentes, e dos amigos, e dos conhecidos, teremos de decidir o que fazer com as coisas dele, que são poucas e sem valor − à exceção de um casaco confeccionado com o corte de casimira que você pretende lhe dar. Você, em lágrimas, dirá que não quer discutir o assunto, mas eu terei que insistir, até para o seu bem, Matilda; os mortos estão mortos, os vivos precisam continuar a viver, eu direi. Algumas hipóteses serão levantadas. Vender? Você dirá que não; seu pai, o velho fazendeiro, verdade que arruinado, despreza coisas como comprar e vender, ele acha que ser lojista, como eu, é a suprema degradação. Dar? A quem? A um pobre? Mas não, ele sempre detestou pobres, Matilda, você lembra a frase característica de seu pai: tem que matar esses vagabundos. (...)

O casaco ficaria pendurado em nosso roupeiro, Matilda. Ficaria pendurado muito tempo lá. A não ser, Matilda, que seu pai dure mais tempo que o casaco. Não apenas isso é impossível, como remete a uma outra interrogação: e o seguro de vida dele, Matilda? E as joias de sua mãe, que ele guarda debaixo do colchão? Quanto tempo ainda terei de esperar?

Estou partindo Matilda. Deixo o meu endereço. Como você vê, estou indo para longe, para uma pequena praia da Bahia. Trópico, Matilda. Lá ninguém usa casimira.

Moacyr Scliar
Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Inserida por SalomaoBarbosa

Entramos neste mundo sem nada e lutamos por tudo aquilo que vamos necessitar, desejar e desfrutar,
e na saída deste mundo, deixamos tudo que não queríamose partimos sem nada daquilo por qual lutamos.

Inserida por RubensViannaFilho