Voce Nao Admite aquilo que Nao Consegue Medir
As chuvas de março ainda
não vieram para lavar
e o coração renovar,
Guerras sempre deixam
lições para aprender,
E se eleger adversar,
o faça sem abrir frestas
para o inimigo externo
no território nunca entrar.
A paz nunca é perfeita,
e por menor que seja,
Cabe a gente preservar
como a Quaresmeira
que resiste o que passa
ao redor para a floração
neste tempo não faltar,
Espero contar contigo
para o melhor preservar.
Nós merecemos manter
o que é nosso intocado,
o amor no coração
e o olhar esperançado,
Para ninguém jamais
colocar aprisionado
o que nos move adiante
fazendo cada passo
resiliente e imparável.
Sem nenhum exagero por hora,
gostaria de não ter visto,
o pior capítulo que vi na vida,
Qualquer minúscula mercadoria
do Tehran Grand Bazar
tem infinitamente mais valia,
do que qualquer umazinha
que se preste a serventia,
em nome dos pecados capitais
para ceifar vidas como ninguém
importasse nenhum pouco mais.
Uma minúscula mercadoria
mesmo sob ruínas e destroços
dos corredores que foram
pelas bombas explodidos,
tem o seu valor mantido,
porque nela estão contidos
os valores que jamais
se tombam nem às armas,
diferentemente de umas e outras
que se renderam à morte,
e ao absurdo vulgar nas praças.
Falo das deslumbradas,
que servis capturadas
tiraram os véus, fotografaram
a nudez, o caráter e a insensatez,
e sem nenhum pudor dançaram
para se expor diante dos olhos
de todos nós os próprios corpos
empunhando a bandeira nacional;
Tudo em nome de uma liberdade
que custasse o que custasse
o preço da vida do seu povo,
a história e a memória
para servir ao escuso jogo.
In Memoriam às meninas de Minab.
A minha liberdade
como mulher não deve
oferecer risco para mim,
para outra mulher,
a quem quer que seja,
e tampouco oferecer
risco ao meu país,
A minha liberdade
como mulher não deve
ser encarada nunca
como ameaça ou ofensa;
E da mesma maneira
que a sua deve existir
reconhecendo o seu lugar,
e o dever inalienável
de usar a cabeça para pensar.
Não tens ideia que a poesia
desta cidade é muito maior
do que a minha poesia,
que talvez não tenha sido lida.
O Sol ainda vibrante anuncia
no Médio Vale do Itajaí
que Rodeio entrará em festa,
por gratidão à terra erguida
com dedicação e amor.
Só sei que o Sol iluminando
enfeita e veste com alegria,
quem sabe apreciar a visão
do nosso Pico do Montanhão.
Com encanto o coração
agradece os sons, o silêncio
e o sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
que juntos fazem a orquestra
que abençoa o nosso chão,
e faz recordar a tradição.
Profecia da semente e da flor do Jacarandá
O sorriso que não te dá vontade
de dar nenhuma explicação
para quem quer que seja,
A profecia deliciosa que não
sai por nada da tua cabeça.
É semente e flor de Jacarandá
enfeitando o teu coração,
Esperando o amor acontecer
e ser muito além da Primavera
acima de qualquer estação.
O diálogo silencioso ou não,
o teu encontro auspicioso,
o constante acordo de paz
sempre que necessário for;
e o orgulho de ter nas mãos
o poder do verdadeiro amor
longe de qualquer temor...
"Poetisa"
A minha identidade
não precisa de discrição,
Porque chego sem
nenhuma permissão,
Como substantivo
enraizado, feminino
e em eflóreo Pau-Brasil.
Entre a vida e a morte,
o paraíso e o inferno,
Por norte e algo de sorte
pelo instinto aberto,
e plenamente definido.
Entre a paz e a guerra,
escrita no Universo,
mesmo que há quem
se sinta muito e decida,
Se sou ou não nada
menos do que poetisa.
(Porque qualquer coisa
há mais me torna menos).
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Rodeio, Santa Catarina, Brasil.
Não esqueço dos poetas
que foram para o paraíso,
Homenageei os poetas
que merecem e estão
vivos firmes no caminho,
Para que surjam outros mais
para reescrever o destino.
Enquanto as bombas
constantes caem no Oriente,
O Ocidente permanece
obediente, cúmplice e silente,
eu ofereço poesia prá gente.
Diante da TV e uns e outros
com smartphones nas mãos,
Vivendo como absorvidos
à revelia permitindo o Apocalipse
de todo dia vive a tomar conta
sem pedir nenhuma permissão,
convido a não ficar tonto
com o nosso mundo em viração.
Pela própria anomia um estão
se afogando sem perceber
que nada de fato foi feito,
E tudo o que está ocorrendo,
são poucos sãos que estão
fazendo neste tempo
que está tudo se desfazendo.
Porque nenhum cúmplice
dos Arquivos de Epstein foi
de fato pela Justiça preso,
as leis de guerras tanto faz,
e falar de paz ninguém
quase se interessa mais.
[Inteligências artificiais,
seres humanos frugais].
A poesia que se escreve
é semente de Imbuia
que não é levada pelo vento,
Brota e cresce no peito,
enraizada no seu pensamento.
Rio Itajaí-Açu
Não moro na beira
do Rio Itajaí-Açu,
Moro no Centro
da cidade de Rodeio
entre o aconchego
das montanhas,
que com o céu
me entretenho
e a Deus agradeço.
Quando abro a janela
em noite calorenta,
É a brisa do meu
fiel Rio Itajaí-Açu
da minha vida,
que a alma inspira,
enlaça a terra,
e a pele refresca.
É esta brisa que
sempre acalma,
e meu rincão
poético alcança,
trazendo temperança.
À Catalina Giraldo
Conheci a história da sua travessia,
não nos poupe de ti nesta vida.
Se eu pudesse olhar nos teus olhos,
com certeza te diria:
- Transforme toda esta dor em arte
nesta vida que desafia.
Somente a arte pode ser a ponte
interminável entre a vida e morte.
Não existe nada além da arte
com igual capacidade de conceder
a interminável sorte de morrer,
renascer e fazer-te viva permanecer.
No Centro de Rodeio
é onde eu moro,
e não próximo
do Ribeirão São Pedro;
Te conto um segredo
o Canário-da-terra
no Ribeirão São Pedro
cantou diferente.
Algo me disse que
para do amor
não ter mais medo,
e tenho certeza
que ali nos encontraremos
sem nenhum receio;
Porque com todo
o seu carinhoso jeito,
logo virá aqui em Rodeio.
Tua sublime habitante
entre Rayleigh e Mie,
no Médio Vale do Itajaí,
é imperativo não perder
o destino que eu elegi.
Do acender ao apagar
das luzes de Rodeio,
meu coração permanece
sempre o mesmo:
sonha contigo
do aperto de mão
à glória do teu beijo.
O céu de Outono
mostra seu tesouro
a quem sabe ler a estação
que nos acena suave,
época feita
para a aurora descansar.
No Caminho dos Anjos
tu haverás de te derreter,
e ali encontraremos a hora
de nos declararmos
sem jamais olhar para trás.
A explicação que desafia,
e que só ao amor se aplica;
É primavera que não passa,
e não passará despercebida.
O desejo de trazer mais cor
à nossa vida, a aliança divina.
Unida com as auroras outonais
no meio do nada, e iluminada;
A Canela-amarela, a mente
e a alma em plena revoada.
O apego e amor ao chão,
o coração, a nossa paixão.
Sem dizer sequer uma palavra,
do teu coração feito para o meu,
Há estrelas em nosso céu,
e a inefável mútua devoção fiel.
Antes de chegar, quem somos,
nós dois bem sabemos;
Que não há nada capaz de fazer
com que nos distanciemos.
Somente a maravilha dos beijos,
é capaz de fazer com que calemos.
Eu vi galinhas no telhado!
A Humanidade sabe o caminho
de volta para a Lua,
Só ainda não aprendeu a parar
de usar o nome de Cristo
para justificar guerras.
Eu juro que vi galinhas no telhado!
Um Tribunal de Direitos Humanos
confundir suicídio com cuidado,
Vejo defensores de Direitos Humanos
olhando para o próprio lado,
Não queria nada disso ter enxergado.
Eu vi galinhas no telhado!
Na terra que dizem ser Terra Santa
o corredor da morte foi legalizado!
Sábado de Aleluia
Eles já foram perdoados
porque não sabem o que fazem,
mas sempre fingem que não.
A memória da cruz vazia
querem forçar que
pela forca seja substituída.
É sábado de Aleluia!
Há quem confira confiança
em guerras movidas por
inimizades imaginárias.
Existe até quem ache
belo e moral cobrar
sobre o esterco taxa.
Não pense que estou
fazendo nenhuma piada.
É sábado de Aleluia!
Embora uns estejam vivos,
mortos estão por dentro
ao interpretar que existe
justificativa o suficiente
para acabar com gente.
É sábado de Aleluia!
Não há mil ressurreições
de Cristo que tragam luz
para quem entenda
que existe aplicação
de pena de morte
em territórios ocupados.
Permanecer entre
os cúmplices e os acovardados
daqui pra frente
não será difícil de prever
o futuro — infelizmente.
E ainda só é sábado de Aleluia!
Peneira eleitoral: Não voto em políticos que buscam engajamento com probleminhas e nem que tenham militantes fanáticos ao redor coagindo e intimidando as pessoas. Nós brasileiros merecemos paz, e não conviver com episódios de histeria política.
28/12
Não tenha medo do isolamento,
caminhar em solitude, não é pedestal;
É cultivar paz no coração e no pensamento.
28/11
Conflitos desnecessários
drenam a energia,
Busque só o que tranquiliza,
mesmo quando tudo desafia.
28/10
Anote bem para não esquecer:
Não queira provocar uma
situação que não pode prever,
Porque ninguém tem
controle sobre o imprevisível.
Não perco o hábito
de olhar para o céu,
Tendo a consciência
que a constelação
está contida nos teus
preciosos olhos,
Que tocam absolutos
os meus sonhos,
E faço nenhuma
questão de disfarçar.
Embora no instante
somente tenho o rumo,
e não a possibilidade,
A liberdade é prumo
que se desfaz e bússola.
Mesmo sem prever,
e sem saber para onde
haverá de seguir o seu;
O meu batimento
tem sido todo pelo teu.
No Sarv-e Abarkuh,
com tiara trançada
de rosas damascenas,
romãs, damascos e maçãs,
nas poéticas cestas,
A vontade de enfrentar
o mundo na noite longa,
O céu que pode
cair a qualquer hora
- não me apavora -;
a glória pertence só
de fato a quem ousa.
Bombas e império não
podem contra nada
contra o tempo e o amor,
e nem nunca terão
o êxito de capturar;
Custe o que custar
e leve o tempo que durar,
nunca conseguirão
conquistar ou derrotar.
A única rosa que te dei
não era flor, nem pétala, nem promessa —
era um espelho no meio do deserto,
um ponto luminoso na curva do nada,
o sinal de um certo querer que nem sempre se vê.
O gosto amargo permanece —
não na boca, mas no intervalo entre notas,
como se o silêncio fosse uma corda esticada demais.
Você era a borracha sobre calendários apagados,
apagando aquilo que nunca se soube desenhar.
O vento passou como uma lembrança
sobre o vidro frio dos dias alinhados,
um alfabeto de gestos que não se traduziu,
peças de um quebra‑cabeça que cabiam apenas
na caixa onde guardamos histórias incompletas.
Havia tanta corrente nas mãos —
um rio secreto subindo pelas margens do possível,
margens que se recusavam a ser caminhos.
O medo era ponte que avançava sobre espelhos,
cada passo dissolvendo areia invisível no ar.
Queimamos cartas que nunca se dobraram,
rasgamos páginas impregnadas de ausência,
apagamos sinais no calor das chamas —
gestos como pássaros que não voam,
ecoando um nome sem nunca pronunciá‑lo.
Agora restam os espaços vazios,
o ciclo fechado como livro antigo
que guarda apenas marcas de dedos na capa.
As linhas se tornaram fósseis de silêncio,
um suspiro seco que fica entre as notas
quando a canção já acabou.
E mesmo assim, no fundo do escuro,
a memória sussurra como vento em sala vazia,
um brilho que não ilumina nada,
um fogo que dobra as margens do possível,
um querer que recusa morrer —
não como chama, mas como reflexo de chama
sobre vidro que nunca virou cinza.
A respiração guarda vestígios de horizontes,
contornos de sombras que dançam sem corpo,
o olhar busca o que nunca foi alcançado,
o silêncio pesa como chão movediço,
cada lembrança uma ponte que não leva a lugar algum.
Não me procure, porque o que resta
é uma fome que não se cansa,
uma sede que não se dissolve em lágrimas,
um olhar que sempre busca o inalcançável,
um eco que insiste mesmo no silêncio.
Este é o ponto final do nosso nunca mais —
um fim absoluto, cruel, profundo,
mas mesmo assim, eu sempre vou querer mais.
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