Voce foi o meu Momento Inesquecivel Amor
Tem palavras que traz consigo um gosto amargo, ditas sem analisar o momento do ouvinte, não doí o ouvido, mas na alma .
Infelizmente vivemos num momento em que as pessoas só pensam em si, só querem olhos e ouvidos para desabafar, mas tem muita boca e dedos apontados para julgar.
Se olhassem pra si e, vissem e aceitassem os próprios defeitos, aceitariam mais o outro.
O tempo mexeu as cartas, as peças do jogo da vida, e me deixou com aquela saudade, que só conhece os felizes. Aquele instante ficou gravado em mim.
Desprenda-se do ontem, desinquiete-se do amanhã e desfrute o hoje, pois, quando estamos harmonizados com o momento presente o inferno se transforma em paraíso
"Nem sempre mas:
Para que pensar no amanhã, se ele acaba depois de amanhã'
Viva o presente e curta o momento!.
Ao contrário do entendimento de muitos, o caráter é medido pelo erros. Ter caráter é agir certo sempre!
"Foi um momento de fraqueza, a carne é fraca.."
A carne não é fraca, mas sim o seu caráter, tanto que justifica seu erro se ausentando da responsabilidade ao invés de assumi-lo.
O melhor da vida é crer que sempre teremos um momento seguinte a desfrutar na intensidade daquilo que buscamos para ser feliz.
Talvez quem sabe seja minha hora, ou não.
E se tudo tivesse um tempo marcado, ia ser ruim porque tem coisas que eu queria estender
Ter mais tempo aproveitando é ser mais feliz
Quem sabe poderá ser assim.
O tempo parece brinca comigo escolhendo o que eu nunca quis
Tentando me fazer dúvida que realmente posso ser feliz, não sei se fico alegre ou triste, que creio ou não que o tempo existir
Mas independente do que aconteça o tempo sempre estará aqui, em quanto eu serei mais um que apenas vai curtir até que o tempo da minha vida chegue ao fim
A vida só triunfará sobre a morte, se houver pelo menos uma testemunha ocular e consciente, no momento de sua reflexão, após o término da leitura desta... ( acabou a luz, mas ainda bem que essa mer#@ tá ligada na bateria rs
Quando cheguei do trabalho o corpo clamava pelo sossego da casa vazia.
Os ombros espremidos feitos limões depois de um dia inteiro vivenciado no antes e depois. Nunca agora.
O agora pertence ao reino das pessoas bem resolvidas, do presente selvagem, da ausência de dores e dúvidas. Por isso tal lugar me é tão fantasioso e desconhecido. Estou sempre presa entre dois tempos. Meus limões e eu.
E a silenciosa ordem da casa vazia era a única coisa de que precisava para que o dia terminasse afinal. Não haveria ninguém me esperando, não precisaria contar como foi o dia, o que fiz. Tudo estaria no exato lugar que a mão desatenta deixou pela manhã.
Estaria… do Pretérito mais que perfeito condicional.
Condição em que eu teria encontrado a casa se tivesse deixado a bendita janela fechada.
Mas a mão (aquela mesma descuidada que nunca repara o que está fazendo) abriu a janela antes de sair e foi embora despreocupada como só as mãos sabem ser. Nem pensou em olhar a tempestade que se anunciava desde cedo no horizonte.
Suspeito, na verdade, que exista uma relação profunda entre mão e vento. É o que percebo toda vez que minha mão esgueira para janela aberta do carro quando ninguém está olhando. Estende-se para o vento que corre livremente do lado de fora, finge que voa enquanto o ar se espreme entre suas partes sempre tão guardadas por anéis.
Em todo caso, a mão não estava lá quando o vento entrou enfurecido procurando por ela. Raivoso brandiu com força papéis para todos os cantos, derrubou aquele vaso feio que ficava sobre a mesa, o único que aceitou receber a estranha planta que eu nunca sabia se estava viva ou morta. Agora entre os cacos de vidro no chão não restava dúvida: morta.
Os papéis que permaneceram sobre a mesa molhados pela água do vaso, o restante espalhado no chão.
As cortinas caídas sobre o sofá como se cansadas de lutar contra o vento e tivessem simplesmente desistido. Ficaram observando enquanto o caos reinava na casa.
Nada naquele lugar lembrava a paz que eu buscava quando entrei.
A mão primeiramente cobriu os olhos com mais força do que o necessário, foi se agarrando a cada osso do rosto até se prostrar entre os dente a espera de ser castigada. Respirei fundo e a coloquei em seu devido lugar ao lado do corpo.
Caminhei entre vidros, cortinas, papéis e flores que já estavam mortas muito antes do vento chegar.
No meio da sala olhei para as mãos descuidadas e famintas por vento. E por um instante me senti bem em meio ao caos. Não sabia por onde começar a arrumação e, sinceramente, não havia qualquer pressa para isso.
Soltei o peso dos ombros que pela primeira vez eram nada além de ossos, músculo e pele. Fiz um azedo suco com o saco de limões que carregava e bebi inteiro, sem açúcar.
E ali, cercada pelo silencio caótico que se estende após a tempestade não havia nenhum outro lugar em que eu pudesse estar. Só o famigerado momento presente e eu em meio a sala. Sós.
