Voce foi o meu Momento Inesquecivel Amor
Dou-te os meus beijos
O meu corpo presente.
Dou com toda a certeza
Tudo que tenho cá dentro.
Deste meu corpo cansado
Destronado pela dor.
Onde aqueço o meu regaço
Da amargura da vida.
Só não te dou minha cruz
Porque tu já a tens meu amor!
Procurei no passado
resquícios do meu provável futuro,
Perda de tempo...
sequer encontrei
o mais simples vestígio.
MEU TERNO
Tirarei meu terno
E, em mangas de camisa.
Irei às casas de baixa-rendas
Ou renda submissa.
Com um vocabulário moderno
Falarei ”do Fome Zero;”
Novas moradias.
Olham-me, iludem-se,
Novos projetos;
Novas ironias.
As crianças olham-me desconfiadas.
As mulheres falam-me de suas dores,
Os homens balbuciam coisas ilegíveis,
Pedirão favores.
Saberei fingir nesse momento.
Usarei a própria dor, por ironia.
Oferecerei meus préstimos na saída.
Receberei um sim, esquecerei por fim.
E, essa gente sofrida.
Que conheceu meu vocabulário moderno,
Por vias de azar.
Vestirei meu terno
Subirei ao pódio
Não voltarei mais lá.
MICROONDAS
chegar do trabalho tomar meu nescafé com leite não tem preço...
mais esquecer o copo no micro e transbordar tudo as 1:30 da manhã..
ninguém merece!!!!
AGUARDO O TEU RECADO
O meu pensamento partiu
no voo da gaivota junto ao mar
no bico levou
tudo o que era teu
Sentada na areia
aguardo o seu regresso
Quem sabe o mar me traga
a tua mensagem
no bico da gaivota
no tentáculo de um polvo
ou na guelra de um pargo.
Maria Antonieta Oliveira
ESTUDE QUE O FRIO PASSA!
Hoje me lembrei de meu... Um dia lhe perguntei: Pai porque me deu o nome de Glauco?
- Ele falou que não me deu o nome de Glauco, me deu o sobrenome de Marques.
Então indaguei? E meu nome? Ele me respondeu que meu nome não importa se não existir um sobrenome com história.
No frio que faz hoje no Rio de Janeiro lembre-se: Que muitos não têm onde morar e muitos mais ainda não fizeram por onde...
Eu lutei pelos meus sonhos...
Tome vergonha nessa cara pare de tirar foto seminua e trate de criar sua história.
Caso contrário o frio pode durar uma eternidade,
''Porque se assustaram com meu modo de agir?!antes de medirem força,certifique-se que ira aguentar,para depois não ficarem inventando idéias que não existiram e arrumando ciladas''
Cansei de ser carta marcada, dama perdida... xeque- mate: ou joga meu jogo, aceita minhas regras ou me esquece de vez!
Versos mudos, saem da minha boca, dos meus olhos palavras ocultas, subtendidas...do meu silêncio, sentimentos !
A madrugada é meu aconchego, é aonde eu me sinto melhor, onde a brisa é leve, onde o barulho da humanidade não me atormenta, onde posso ler e colocar meus pensamentos no lugar libertando minha mente barulhenta.
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!
Celebro o olhar ainda sonolento de meu companheiro
porque vendo-o sei que muitos olhares se cruzarão aos meus
e me farão ver presenças junto a mim...
mel - ((*_*))
INSONIA
Madrugada fria eu querendo dormir...coração inquieto faz meu sono de mim fugir...edredom é tão grande e sem poder dividir...o jeito é sonhar mesmo acordado pois a rua esta deserta e já não posso mais sair....
É quando a realidade entra de repente no meu mundo particular que os sentidos se abalam. Que incômodo isso, o caminho percorrido até ali, tão agradável, tão doce e tão real, numa fração de segundos pôde ter o crédito. E, um obstáculo intransponível essa realidade. Não chega a ser de todo mal porque também traz algum alívio ao se mostrar sólida, pois é certo que há conforto na solidez.
Bom seria que um tanto desta realidade fosse compatível com a mesma porção desta ideia. Apenas que, nisto, a poesia se extinguiria.
A poesia só encontra fertilidade no impossível, no não plausível, no inimaginável, no perfeito.
Realidade sem poesia? Risível! Poesia sem realidade? Insuportável. É quando a imaginação deve tomar detalhe por detalhe da realidade e transformá-los, um a um, para que a poesia se fortaleça a ponto de não ter sua estrutura abalada, a realidade torna-se imprescindível e completa, já que a imaginação não consegue usufruir de pitadas de realidade para construir a sua poesia.
Permaneço, então, na invencibilidade prática da realidade.
Muitos fatos ocorreram nesses dois anos que me mantive longe, mas estou de volta para confrontar meus pensamentos, ideais, objetivos.
O bafo quente liberado pelos meus lábios embaçam meu espelho. Procuro no reflexo de meu olhar alguma coisa que me motive a continuar. Algo ou alguém. Meus olhos verdes não me dizem nada no momento. Vejo apenas que fico mais velha a cada dia. Sou tão jovem para ver a velhice. Pareço ter pena de mim mesma, mas não tenho. Não tenho nada de mim. Algumas pessoas envelhecem tão devagar... outras tão rápido. Creio que faço parte da segunda opção. Dizem que o segredo da beleza é a alegria. Está explicado o porquê de minha acelerada velhice. Minhas pálpebras estão murchas. Eu não sei por que estou escrevendo sobre minha física aparência. Ela nunca me pareceu importante...
