Voce foi meu Pecado

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Ontem foi escola, o amanhã pode não vir, mas o presente é o temos.

Descobri: não perdi nada com tudo o que se foi.

Ontem


Eu sei que o ontem foi um sonho.
Sei que o amanhã é tão incerto...
Como parar de criar as fantasias?


O hoje? Está lindo e maravilhoso,
Ainda assim tenho medo, assusta
saber que lá fora está perigoso.


Para minha sorte... ou até destino,
tenho intensa em minha alma tola,
a fiel poesia, evitando o desatino.

Ciúmes




O que nunca pertenceu, mas que foi um sentimento de emoção profunda, quando transportei o brilho da lua cheia para iluminar os voos que minha alma alçou!


Aquele... que ultrapassou os limites distantes,
para equacionar a geografia das emoções
que um dia os meus lindos sonhos de amor impossível, nele encontrou.


Imaginei um momento que jamais aconteceria,
dos tantos planos que fiz, dos abraços seus que com intensidade desejei, não havia chance nenhuma, uma vida a dois, nem por um instante sei, nunca eu teria.


O amor é feito de vontades, sem realizações e nisso tudo apesar das negações na própria e solitária emoção buscar a alegria... Mesmo morrendo e vivendo desse amor, mais triste e só é a sua triste poesia.


No mundo das suas ilusões, uma frase de amor sequer, uma esperança desiludida... amar sozinha é caminhar para um precipício, e por lá morrer de tristeza, esquecida.

Aquele que nunca roubou uma flor, nunca foi poeta.

Se hoje o seu dia foi triste, alegre-se; pois na vida temos dias ruins.

Se um ou dois seguirem meus conselhos e virarem poetas, não foi em vão a minha solidão.

Que foi, poeta? Que olhar triste é esse? Cadê as flores? Cadê a lua? Cadê o sol? Anime-se, poeta!

A Linguagem da Terra


​Foi o Criador quem deu nome
ao barulho do vento nas folhas,
e ensinou a força do olhar
a dizer o que a voz não escolha.
​A poesia não está nos livros,
mas no gesto sem alarde:
um café servido quente,
uma conversa de tarde.
​É a terra que nos ensina
como a gente se aproxima:
uma árvore não tem pressa,
mas na sombra ela se combina.
​A conversa entre as pessoas
é feito raiz no chão:
a gente não vê a força,
mas sustenta a união.
​Sem precisar de grandes teses,
sem mistério exagerado,
o afeto é coisa simples
que se cultiva ao lado.
​Entre um olhar e um abraço,
o sentimento se faz terra:
é a vida criando pontes
onde o silêncio não erra.

O cliente não desaparece. Na maioria das vezes, foi o vendedor que parou de ser interessante.

Não vou mais lutar comigo mesmo. Essa guerra íntima sempre foi injusta: eu de um lado, tentando caber; o mundo do outro, oferecendo moldes apertados demais. Passei tempo suficiente tentando negociar minha existência, arredondar arestas, suavizar excessos, traduzir quem sou para ver se assim eu era aceito. Não funcionou. Nunca funcionou.

Nunca coube nas expectativas porque elas nascem pequenas demais para o que pulsa em mim. Nunca me ajustei para pertencer porque pertença, quando exige mutilação, vira cárcere elegante. Aprendi isso do jeito mais cansativo: insistindo. E só agora entendo que insistir contra si é uma forma sofisticada de abandono.

Sou o que sou. Não por rebeldia, nem como defesa. Sou o que sou como quem finalmente pousa as armas no chão e senta. Há uma paz estranha nisso. Não a paz da acomodação, mas a paz de quem para de se ferir tentando ser outra coisa. Sustentar-se dá trabalho, mas lutar contra si cobra um preço alto demais.

Escolho, então, essa trégua radical comigo. Não para me tornar imutável, mas para mudar sem me violentar. Não para agradar, mas para existir com decência. Sou o que sou — e isso, hoje, não é sentença. É abrigo.

O difícil nunca foi me reconhecer, foi sustentar. Autenticidade cobra caro. Ela retira aplausos fáceis, desmonta personagens bem avaliados, afasta quem só se aproximava enquanto eu me moldava.

Ser eu exigiu cortes precisos. Abandonei negociações afetivas, rasguei expectativas alheias, aceitei que nem todo vínculo sobrevive quando a gente para de pedir permissão para existir.

Hoje sou mais direto, menos explicável. Não tento convencer, sustento. E isso, curiosamente, é o gesto mais delicado e mais ácido que já aprendi.

Porque nada desconcerta mais o mundo do que alguém que decidiu ficar inteiro.

Assumi comigo um compromisso que não foi bonito de fazer. Não veio em forma de promessa leve, nem de entusiasmo. Veio quase como um pacto silencioso depois de atravessar dias em que existir parecia excessivo demais.

Houve momentos em que desejei não estar. Não por falta de coragem, mas por cansaço. Um cansaço que não se explica, apenas se instala e vai apagando as bordas da vida. E, ainda assim, entre um intervalo e outro dessa vontade de desaparecer, havia algo mínimo que insistia.

Um resto de vida. Quase nada, mas suficiente. E foi nesse quase que eu me agarrei. Não por certeza, mas por decisão. Porque, se ainda havia algo em mim que pulsava, por menor que fosse, então talvez valesse a pena sustentar isso um pouco mais.

Foi ali que assumi esse compromisso. Não o de ser feliz o tempo todo, mas o de não abandonar a possibilidade de viver com verdade enquanto eu estiver aqui. De não desperdiçar completamente aquilo que, de alguma forma, ainda insiste em mim.

A felicidade, entendi, não viria como estado permanente. Mas poderia existir em fragmentos, em respiros, em pequenos instantes que, somados, sustentam a travessia.

Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.

Conhecer novas paisagens nunca foi apenas mudar de horizonte. É permitir que os olhos aprendam um vocabulário que ainda não conheciam.

Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?

A ajuda que você tanto espera do lado de fora já foi plantada aí dentro. Reaja, lute e corra atrás! 🌿💪

⁠Fé.

Precisamos de fé
Pra nos manter em pé
Igual foi na arca de Noé
Todos movidos pela fé
Assim que começa
Acredite na promessa
Que você vai sair dessa
Se a ideia é essa
Depende da ocasião
Tudo passa irmão
Deus põe a mão
Creio na transformação.

A vida é feita de momento
Tem que ter fé aí dentro
A fase boa passa, tudo bem
Mas a ruim passa também
É só seguir o lado do bem
Que a resposta logo vem
Falo de fé, não de religião
Não faço parte dessa legião
Que manipula, faz acepção
Acredito é no Deus de Abraão
Que andou com a multidão
O que vale é a oração
Qualquer lugar pode ser a igreja
E o dízimo não é para fazer riqueza
Distribui para os pobres que fica firmeza
Divide a ceia sobre a mesa.

⁠ Ontem era uma criança
E a única herança
Foi a educação
Para ela, e os seus irmãos
De família humilde
Já passou por crises
Pai operário
Não tinha horário
De sair, nem de voltar para casa
Enquanto a mãe cuidava.

Ela cresceu
Mas não se esqueceu
Dos ensinamentos
Bom comportamento
Só pensa em estudo
Fazer de tudo
Para ter um futuro melhor
Não significa ficar só
Mas ser independente
Usando a mente.

O único vício
É ler os livros
Para se manter informada
Não curte balada
Prefere ir ao cinema
Não é mina de esquema
É mina de responsa
Que passa confiança
Para um futuro relacionamento
Para todos, é um exemplo.

A vida proporciona momentos sensacionais que nem mesmo a distância consegue apagar o que foi vivenciado...
...O que aconteceu ficará para sempre registrado na mente ou no coração de ambos, estimulando o vínculo afetivo que foi gerado de forma especial consolidando a essência do amor ❤️

A solidão nunca foi estar só, e sim não saber estar consigo mesmo.