Voce foi meu Pecado

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O soldado de Cristo não luta para provar quem é; luta porque sabe a Quem pertence.
Quem foi chamado por Deus não desanima na guerra, porque aprendeu que a força do céu é maior do que qualquer batalha da terra. miriamleal

O Evangelho não tem marcha à ré. O Reino de Deus avança. E quem foi levantado por Cristo para cumprir Sua vontade permanecerá de pé até que o propósito do Senhor se complete.
miriamleal

O livro de Jonas nos lembra que o maior milagre não foi o grande peixe nem a planta que nasceu; foi um Deus cheio de misericórdia insistindo em transformar tanto os ninivitas quanto o coração do próprio profeta.
miriamleal

A Palavra de Deus não foi dada para ferir quem já está quebrado, nem para alimentar o orgulho de quem a anuncia. Ela foi dada para revelar a verdade, conduzir ao arrependimento, restaurar vidas e aproximar as pessoas de Cristo.

O problema nunca foi a Igreja de Cristo. O problema é quando a Palavra deixa de ser espelho para quem a prega e passa a ser usada apenas como instrumento para julgar, excluir ou favorecer conveniências humanas.

O Evangelho não foi entregue para controlar pessoas, mas para libertá-las. Não foi anunciado para levantar muros, mas para reconciliar o pecador com Deus.

Pois a vergonha que me pesava
foi sepultada no Calvário,
e no lugar dela,
nasceu uma nova canção:
“Eu sou d’Ele, e Ele é meu.”


"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1).

⁠O espírito de comparação não foi feito para mim, quando DEUS me fez a glória DELE se manifestou, sou imagem semelhança, sou única, sou especial, sou escolhida.!

Como explicar o teu efeito em mim,
⁠O teu olhar, foi suficiente para me desarmar.

⁠Deitado eternamente nos braços de quem já foi seu
Esta seria a terra prometida
Se quem a prometeu
Não tivesse sido como eu
E quando abrir os olhos
Você verá tudo vermelho
Nenhum sinal daqueles que amou
Sem anjos para mim quando eu morrer

- Anjos

Foi por ti que descobri que o amor é estonteante.
Inefável és tu, que fazes de mim um ser íntegro.
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.

A Palavra de Deus não foi entregue para criar uma posição de superioridade, onde alguém se coloca como juiz dos outros, mas para conduzir todos nós ao arrependimento.

A cruz não diminui a santidade de Deus; ela revela o preço do perdão. O sangue de Jesus foi derramado porque o pecado é grave, mas também porque a misericórdia de Deus é infinita para todo aquele que se arrepende e crê.

A Igreja não foi chamada para escolher quem merece ouvir sobre Cristo; foi chamada para anunciar Cristo a todos.
Quem responderá ao chamado e será transformado é obra da graça de Deus. miriamleal

O filho pródigo voltou quebrantado, mas quem permaneceu do lado de fora da festa foi o irmão mais velho. O perdido entrou na casa; o religioso permaneceu distante do coração do Pai.

Redenção não é Deus te dando outra chance…
é Deus te dando uma nova vida.
Quem foi redimido não negocia com o passado,
vive firmado no que Cristo já conquistou.


miriamleal

E quem entende a redenção
para de viver como escravo do que já foi,
e começa a viver como filho do que Deus já fez.


miriamleal

Jesus não morreu de forma simbólica.
Não foi teatro espiritual.
Foi sangue. Foi dor. Foi substituição.


miriamleal

O Evangelho não foi feito para satisfazer desejos terrenos, mas para libertar almas do inferno e conduzi-las ao Reino.


miriamleal

Saudades do Rio


Agilson Cerqueira


O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.


Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.


Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.


Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.


E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.


Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.


Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.


É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.


Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.


Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.


Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.


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