Voce foi Melhor Tio do Mundo
Feitos de amor
a primeira visão,
Foi com os teus
lábios de algodão
Que conquistaste
o meu coração,
Somos sedução,
paixão e festa
para fazer qualquer
um morrer de inveja.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
Treze de Maio Poético
Treze de Maio Poético
de poético nada tem,
Redenção nunca foi
favor para quem deu
sangue, suor e lágrimas
por um país melhor.
A verdade necessita
ser dita sem maquiagem,
Às vezes precisa é de poesia
para entrar na cabeça.
Que temos uma conta
que não fomos capazes
de saldar com os descentes,
Ninguém pode negar;
E falta muito para de fato
cada um de nós se liberar.
A verdade é a verdade
que ninguém pode ocultar,
quem crê no Brasil merece
saber que pode a todos libertar.
Treze de Maio Poético
de poético não tem nada,
Só sei que a liberdade
ainda não veio para quem
veio de longe e sequestrado.
Não contem comigo
para ser platéia de pessoas
com espírito de Senhor
obediente à Casa Grande
porque como rebelião sou foz.
Nunca nenhum Governo
do seu país foi responsabilizado
pelos crimes que cometeu
e nem mesmo o teu.
Da pior maneira quem
representou e você que representa
a História no Livro da Vida
a memória assim escreveu
do tempo não se perdeu
e jamais irá se perder.
Enquanto você e os seus
estendem o dedo para tentar
apagar a verdade da memória,
emerge por todos os lados: a História.
A minha poesia tira a sua poeira cretina escondida debaixo
do tapete do teu país sem honra
e sem nenhuma glória.
O quê está ocorrendo
na Usina Nuclear de Zaporizhzhia
não passa de mais uma
brincadeira alucinante
para você e para os seus,
uma irresponsabilidade lancinante.
Os poemas meus são e serão
pesadelos inapagáveis
não apenas na tua escuridão,
inabaláveis eles sacodirão.
Só sei que a sua dificuldade
de cumprir com a palavra
não é mais segredo para
quem conhece a trajetória
da sua falsidade e toda a verdade.
Sacrificadas foram
as almas do Batalhão de Azov
que você e os teus tanto
apedrejaram moralmente,
Com honra e glória serão
lembradas eternamente.
Você e os teus
não garantiram as vidas
delas conforme o combinado,
Deixo aqui neste poema esta
História para que um dia
o destino dê conta do recado;
(os quê ainda estão vivos
preserve a vida
deles como foi acordado).
Itá
De Gaurama passando
por Santo Antônio,
Três Arroios e Dourados,
foi aberta uma picada
para dar abertura aos sonhos
as margens do Rio Uruguai
que abrigou ali colonos
e assim ergueu orgulho brasileiro.
Batizada de Itá pelo caboclo
Luís de Campos,
Pedra fundamental és
e pedra para todo
o sempre em tupi-guarani,
Torres da Igreja em meio
as águas é assim que lembro de ti.
Neste meio do Vale do Rio Uruguai
quem um dia vai sempre volta para ti;
Do ciclo da cachaça a energia,
és a minha Itá amada e minha alegria
que desta água que conheci,
nadei, provei e jamais me esqueci.
O poeta não me deixou,
ele não é [tolo],
Apenas foi passear
no jardim da eternidade.
Ariano [vive]...,
Um poeta nunca 'morre',
morrer é coisa de humanos;
Os poetas são anjos.
O sertão ele me deixou
como [legado],
Agora sei como arde,
e que o significado de sertão:
- Se entende por saudade.
Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.
Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.
Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.
Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.
De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.
A Independência foi a soma
de muitas coragens
contra a exploração colonial,
A nossa República foi
a soma de interesses
com a coragem do Marechal,
Sem a coragem do Marechal
teríamos que aceitar
qualquer sorte infernal
sem ter a chance de mudar,
E agora temos o poder
de agir sempre quando
tudo não fizer sentido,
juntos podemos transformar:
As asas da liberdade ninguém
mais pode capturar e cortar.
O Acaso
Nos conhecemos por acaso.
Ou pelo menos
foi assim que chamamos
aquilo que jamais conseguimos explicar.
Havia algo no ar.
A natureza parecia conversar conosco,
as folhas dançavam com o vento,
e a paz reinava
como se o tempo
tivesse escolhido repousar ali.
Foi um daqueles instantes
que não pedem sentido,
porque a beleza
nunca precisou de explicação.
É difícil compreender
as maluquices
que o universo insiste em nos preparar.
Mas talvez
essa seja a graça da vida:
não entender absolutamente nada,
e ainda assim,
aceitar o convite
para viver.
Porque alguns encontros
não acontecem para serem decifrados.
Acontecem apenas
para lembrar
que o acaso,
às vezes,
é o jeito mais bonito
que o destino encontra
de escrever uma história.
Talvez
o universo já soubesse
o que nós ainda desconhecíamos.
Talvez
cada folha que dançava,
cada sopro de vento
e cada raio de sol
fossem apenas testemunhas
de um encontro
que já existia
muito antes de nós.
Há momentos
que chegam sem pedir licença
e permanecem
mesmo quando o tempo passa.
Não porque entendemos
o motivo de terem acontecido,
mas porque a alma
reconhece aquilo
que a razão jamais será capaz de explicar.
E, no fim,
talvez o acaso
seja apenas o nome
que damos aos encontros
que o coração
sempre soube
que aconteceriam.
Conspiração das Almas
Não foi o acaso.
O acaso não conhece nomes,
não atravessa tempestades,
não costura destinos
com fios invisíveis de eternidade.
Foi algo maior.
Talvez o silêncio
que o universo guardou
até encontrar duas almas
que já se procuravam
muito antes de aprenderem a existir.
Cansadas.
Não apenas do tempo,
mas de viver pela metade,
de vestir sorrisos incompletos,
de chamar de paz
o que nunca passou de saudade.
Então aconteceu.
Sem promessas.
Sem alarde.
Sem a necessidade de explicar.
Porque certas conexões
não chegam...
elas despertam.
E, de repente,
o mundo ficou menos pesado.
Não porque os problemas partiram,
mas porque havia alguém
capaz de dividir o peso
sem carregar as correntes.
Nunca precisaram estar juntas
para permanecerem presentes.
Há presenças
que moram na lembrança,
na paz inesperada,
no sorriso que surge sem motivo,
na estranha certeza
de que existe um lugar
onde a alma sempre volta.
Escolheram caminhar sobre os muros.
Nem deste lado,
nem do outro.
Porque quem ama a liberdade
não aceita viver aprisionado
pelos limites que o medo construiu.
Duas almas intensas,
incapazes de caber
em sentimentos rasos.
Duas tempestades
que descobriram
que o verdadeiro milagre
não era encontrar calmaria...
Era encontrar alguém
que dançasse sob a mesma chuva.
E talvez seja isso
o segredo que o universo
jamais revelou por inteiro:
existem pessoas
que não entram na nossa vida.
Elas retornam.
Como o mar
que sempre reconhece a areia,
como a lua
que nunca esquece o oceano,
como o vento
que sabe exatamente
onde cada folha deve repousar.
Porque algumas almas
não se encontram.
Elas apenas se reconhecem,
como quem finalmente lembra
de uma promessa feita
antes mesmo do tempo aprender
a contar os dias.
Foi expulso do templo,
tentaram mata-lo em todo tempo...
Analisando as escrituras,
uma verdade vem a memória,
O FILHO DE DEUS,
foi o maior desigrejado da história!
Sinto-me, às vezes, como uma alma antiga que foi condenada a viver numa era aterrorizante de modernidade vazia.
Sentir falta de algo que ainda não foi embora é uma das dores mais silenciosas que existem. Tudo passa, e saber disso deveria nos tornar mais presentes, não mais ansiosos.
Foi ao descobrir que eu estava quebrado que encontrei o que é inteiro. Foi ao questionar a realidade que encontrei a Verdade.
Dizem que o amor deveria ser simples, mas o nosso sempre foi uma tempestade linda e complicada. Olhando para trás, não me arrependo de um segundo sequer, mas hoje entendo que amar também é saber quando soltar a mão para não machucar o outro.
Estamos vivendo um capítulo que não tem como continuar agora. O risco é alto demais e o peso das nossas escolhas começou a sufocar a alegria que sentíamos. Por mais que eu quisesse gritar para o mundo o que sinto, o silêncio e o afastamento tornaram-se necessários para preservarmos quem amamos e a nós mesmos.
Sigo um caminho diferente a partir de hoje, levando comigo cada conversa, cada olhar e a certeza de que você foi uma das partes mais bonitas da minha história. Que a vida seja gentil com você e que, um dia, nossos corações possam se encontrar novamente em águas mais calmas.
Adeus, com amor.
Olhando para trás, percebo que meu silêncio nunca foi falta de vontade; foi uma forma de proteção. Eu tive medo. Medo de que, ao me entregar por inteiro, eu acabasse perdendo os pedaços que ainda me restavam. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas por um receio, quase infantil, de sofrer de novo.
Eu tentei seguir. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas há pessoas que não saem da gente; elas apenas mudam de lugar. Você se tornou o reflexo em um detalhe qualquer do dia, aquela saudade que aperta o peito antes de eu pegar no sono.
Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Que talvez, em algum outro tempo, com as cicatrizes já curadas e o coração mais corajoso, a gente saiba como cuidar do que não soubemos proteger antes.
Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que fomos e a coragem de finalmente deixar estas palavras saírem.
Difícil não foi ir embora — difícil foi convencer meu coração a não voltar. Dói ter que escolher a distância quando tudo o que eu queria era estar perto de você.
fechei os olhos. Foi estranho. Em um instante, vi passar tudo o que planejei, todos os meus sonhos e aquela curiosidade boba sobre o futuro. E me dei conta de uma verdade que a gente insiste em esconder sob o tapete: o momento voa. Ele some antes mesmo de terminarmos de senti-lo.
Às vezes me perco na "mesma velha música", correndo atrás de coisas que, eu perdi apenas gotas d’água em um mar infinito. A gente se recusa a ver que muito do que construímos pode cair em pedaços, mas no fundo, o que me assusta não é a fragilidade da vida. O que me assusta é a ideia de desperdiçar o tempo que temos.
Dizem que nada dura para sempre, exceto a terra e o céu. E quer saber? Eles estão certos. Todo o dinheiro do mundo não me daria um minuto a mais ao seu lado se o relógio decidisse parar agora. Eu queria ficar com você pra sempre
Por isso, não quero mais ficar esperando. Se somos "poeira no vento", que sejamos uma dança junta. Que o nosso amor" seja vivido com a intensidade de quem sabe que o amanhã é uma promessa que o universo não tem obrigação de cumprir.
Eu não quero apenas ver a vida passar diante dos meus olhos. Eu quero que, enquanto o vento soprar, ele nos encontre exatamente onde deveríamos estar: um nos braços do outro.
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