Voce foi Melhor Tio do Mundo
Aloysio Zaluar foi um dos maiores e autênticos artistas cariocas. mais geniais de seu tempo, com suas obras que focam na imortalização da tradição urbana carnavalesca violenta dos grupos dos Clovis de Sepetiba no RJ. Mestre Zalu, retratou e imortalizou o carnaval como disputa urbana da classe pobre, longe do foco das Escolas de Samba para os gringos vêem. A cultura carnavalesca visceral do cotidiano da violência carioca. Um gênio, em termos de cultura será redescoberto e valorizado para as próximas gerações.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes jamais foi maçom, até por que em sua época a Maçonaria Brasileira, enquanto instituição no Brasil não existia. Por mais que alguns participantes da Inconfidência Mineira, tinham idéias, ideais e pensamentos iluministas pro revolução francesa mas mesmo assim Tiradentes não conjugava de tanto, isto é que possuía um escravo. A construção do mito, muitas vezes apresentado com fisionomia cristica, de Jesus Cristo foi inventada pelos republicanos que precisavam de um mártir nacional assim como a famosa pintura "Tiradentes Esquartejado" (1893), pintado pelo artista brasileiro Pedro Américo de Figueiredo e Melo, que fez a composição e semelhança com o contorno do mapa do Brasil.
A verdadeira historia da nação brasileira nunca foi contada verdadeiramente. Enquanto países de tamanho proporcional, como Estados Unidos da América teve desde o inicio uma politica de povoamento o Brasil continental desde o inicio teve uma politica sórdida de exploração. Hoje com alguns documentos e narrativas sobreviventes, e a própria cultura de resistência mulata, negra e indígena precisam serem reescritas. Advirto que o adjetivo mulato, nada tem haver com mula. Na verdade é um termo árabe - português, derivado da palavra "mulad" que eram os filhos mestiços de árabes com portugueses na época que o povo árabe ocupou a península ibérica.
O mesmo sopro que apagou a chama
e te esfriou foi, sem saber, o mesmo que te salvou de virar cinzas.
Por colonização do Brasil logo após o descobrimento, que foi na verdade, pelos portugueses mais um tipo sórdido de ocupação e exploração, por que não se descobre nada que já existe, e com uma gigantesca nação indígena e uma rica e diversificada cultura dos povos originários, seguiu se a evangelização em "terras brasilis" e por conseguinte as primeiras escolas erigidas pelos sacerdotes. Sendo assim, nunca houve no inicio uma escola que não tenha nascido a sombra de uma Igreja e com uma pedagogia estritamente católica. Por conta disto, não existe a menor possibilidade de estudar historia no Brasil sem uma compreensão ampla e clara da própria historia litúrgica católica.
A Lua que Caminhou Comigo
Foi no dia 14 de junho de 2022, uma terça-feira, por volta das cinco e meia da manhã, que o peregrino e motorista recebeu um chamado para buscar uma passageira no bairro Santa Felícia, em São Carlos. O dia ainda não havia amanhecido, o céu estava completamente limpo e a Lua cheia brilhava em um tamanho que parecia maior do que o habitual. A imagem era tão deslumbrante que, por alguns instantes, o motorista quase se esqueceu de que estava trabalhando. Logo se recordou das aulas de Ciências da Natureza e pensou que, quando a Lua cheia parece maior e mais próxima da Terra, esse fenômeno é chamado de superlua. Naquela madrugada, porém, pouco importava o nome científico. Diante de tanta beleza, a explicação parecia pequena. A Lua simplesmente estava ali: imensa, silenciosa e magnífica.
Como o caminho de volta obrigatoriamente passaria pelo mesmo lugar, o motorista não conseguiu guardar aquela admiração somente para si. Virou-se para a passageira, uma jovem de aproximadamente vinte anos, e disse: — Olhe como a Lua está linda! A moça levantou os olhos, olhou rapidamente pela janela e, em seguida, voltou sua atenção para o celular. A viagem continuou em silêncio, enquanto o peregrino, sempre que podia, voltava seus olhos para o céu. Talvez porque algumas belezas não precisem ser compartilhadas para serem sentidas. Basta que alguém pare, olhe e permita que elas entrem no coração.
Foi naquele dia que nasceu a ideia de fazer uma caminhada durante uma noite de superlua. O peregrino queria atravessar trilhas e canaviais sob aquela luz prateada, peregrinar enquanto o mundo dormia e, à sua maneira, conversar com aquela velha companheira que há milhões de anos acompanha os passos da humanidade. Quando terminou seu dia de trabalho, a primeira coisa que fez foi procurar saber quando aconteceria a próxima superlua. Para sua surpresa, não demoraria muito: seria no dia 12 de agosto, uma sexta-feira, a chamada Superlua do Esturjão, a última superlua visível daquele ano.
O dia chegou, e o peregrino não hesitou. Decidiu trocar o trabalho por uma caminhada. Traçou um percurso aberto e relativamente plano, com uma distância superior a quinze quilômetros, para que pudesse caminhar o máximo possível sem perder a Lua de vista. A trilha escolhida foi a da linha do trem que passa por São Carlos, seguindo em direção a Ibaté. Assim que iniciou a caminhada, suas pernas pareciam tremer, os braços se arrepiavam e o coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. Não era medo, era encantamento. Era como se, naquele instante, o peregrino tivesse compreendido que existem momentos em que a beleza da vida é tão grande que o corpo inteiro precisa participar dela.
Depois de alguns quilômetros caminhando em silêncio, olhando para a imensidão daquele céu, não resistiu e perguntou à Lua: — Se você é tão maravilhosa, se tantos homens sonham em pisar em seu chão e conhecer seus mistérios, por que aparece justamente durante a noite, quando a maioria das pessoas está dormindo? O silêncio da madrugada continuou por alguns instantes e, de repente, o peregrino teve a sensação de ouvir uma voz. Era como se a própria Lua lhe respondesse: — Peregrino, caminheiro da noite, sou a Lua que te vê. Não te apresso, não te julgo. Apenas derramo prata sobre teus passos para que, mesmo na escuridão, sintas que vais acompanhado.
O peregrino parou e olhou novamente para o céu. Naquele momento, sentiu-se abraçado pela luz que caía sobre o caminho e, como quem conversa com uma velha amiga, respondeu: — Lua que me vês e me acompanhas, obrigado por clareares a minha noite, por me permitires apreciar tua beleza e por derramares tua prata sobre os meus passos, lembrando-me de que, mesmo na escuridão, nunca caminho sozinho. E continuou, passo após passo, sob a luz da superlua e em meio ao silêncio dos campos. Naquela madrugada, não precisava chegar depressa a lugar algum. A caminhada, mais uma vez, não era apenas sobre percorrer quilômetros, mas sobre sentir e perceber aquilo que, muitas vezes, passa diante dos nossos olhos enquanto estamos ocupados demais olhando para as pequenas telas que carregamos nas mãos.
Depois de aproximadamente vinte e dois quilômetros, a noite começou lentamente a se despedir. A Lua ainda estava ali quando o horizonte começou a mudar de cor e, pouco a pouco, surgiu o Sol. Nasceu em um vermelho profundo e sereno, como se tivesse aprendido, na escola da Lua cheia, a arte de iluminar o mundo sem pressa, apenas com beleza. Naquele instante, o peregrino compreendeu mais uma vez que a vida está cheia de espetáculos que acontecem todos os dias. A diferença é que alguns dormem, outros passam apressados e há aqueles que, de vez em quando, decidem caminhar durante a madrugada apenas para conversar com a Lua e descobrir que, mesmo quando o caminho parece escuro, existe sempre alguma luz disposta a acompanhar os nossos passos.
Peregrino Nino Carneiro
Chegou, fez silêncio em meu abraço.
O cansaço quase que fica,
mas foi.
Foi neste dia que percebi
que amar também é silêncio,
e calei.
Nildinha Freitas
A Medalha Ajoelhada e Profanada
Não foi um gesto de paz.
Foi uma reverência.
Maria Corina não ofereceu uma medalha,
ofereceu-se.
Despiu-se da dignidade
e a deixou no mármore frio
da Casa Branca,
ajoelhada diante de um homem
que nunca carregou a paz
nem no discurso,
nem nas mãos.
Uma medalha do Nobel
(símbolo que deveria arder
como consciência)
foi reduzida a adorno político,
a chave dourada
tentando abrir portas
que se movem por interesse,
não por justiça.
Há algo de profundamente indecente
em entregar a “paz”
a quem cultiva muros,
ameaças, sanções
e guerras travestidas de ordem.
A medalha não caiu das mãos:
foi arrancada da ética.
Não houve altivez,
não houve soberania,
não houve respeito ao próprio povo.
Houve submissão encenada,
gesto calculado,
dignidade trocada
por um aceno imperial.
Quando a paz é usada
como moeda de barganha,
ela deixa de ser símbolo
e se torna farsa.
E quem a entrega assim,
sem pudor, sem vergonha,
não "enobrece" o destinatário,
empobrece a si mesma,
perdendo cada vestígio de dignidade,
e trai o sentido da palavra
que fingiu honrar.
Vergonha para todo o Universo feminino!
✍©️@MiriamDaCosta
Nos teus braços
eu fui um esturrar
mas parte de mim
foi um querer fugir
e desflaldar...
Desculpe... mas a minha sina ,
sempre foi querer
seguir o Mar.
✍©️@MiriamDaCosta
Deixe a vida mostrar quem merece crescer, porque o sucesso monumental de quem foi perseguido será a resposta definitiva para quem tentou diminui-lo.
Não gaste energia revidando a maldade; o tempo se encarrega de erguer quem foi pisoteado a um patamar tão alto que poucos terão coragem de se aproximar.
WE foi bordando as minhas feridas
com versos,
que as cicatrizes da minha alma
se tornaram paisagens de poesia.
✍ @MiriamDaCosta
FUI TOLO(?)
Quando foi perceptível que nosso “sentimento” um pelo outro era recíproco, eu não dei a mínima atenção e, agora, não sei mais oque você sente em relação a mim. Fui tolo, burro por não ter ficado e ter tentado. Fui tolo quando voltei atrás? Acho que sim, mas, ainda sinto que você ainda sente o mesmo por mim, estou errado? Não sei, provavelmente sim. É bem provável que você se incomoda com o modo que estou agindo, tentando me aproximar bem mais de você, é talvez… queria poder lhe mandar isto, mas em relação a isso, me falta coragem. Quem sabem um dia você não leia? E vais achar que fui um tolo. (?)
Olhando para trás, percebo que o meu silêncio nunca foi falta de interesse, mas sim uma forma de me proteger. Eu tive medo. Medo de me entregar por inteiro e acabar sofrendo ainda mais. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas pelo receio de se machucar novamente.Eu tentei seguir em frente. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas existem pessoas que nunca saem da nossa vida. Você virou uma lembrança constante nos pequenos detalhes do meu dia e aquela saudade que aperta o peito antes de eu dormir.Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Quem sabe no futuro, com as feridas curadas e o coração mais corajoso, a gente consiga cuidar daquilo que não soubemos proteger no passado.Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que vivemos e a coragem de finalmente dizer tudo isso a você.
Memórias póstumas e sua beleza
"Tempo que foi, não volta. Tempo que vem, mas que nunca chega.
Tempo que tudo leva e nada deixa; nada além de memórias póstumas e sua beleza. Tarde demais nos ensinou a amar, tarde demais nos ensinou a aproveitar.
Segundos parecem tão pouco, mas daria algumas décadas para ter de volta um segundo do seu riso. Lembro do gosto do seu bolo de trigo. Fui a um excêntrico chef em Paris, mas ele não conseguiu replicar o gosto daquele bolo.
Talvez não se trate de gastronomia. Talvez sejam suas mãos, mágicas e cheias de amor. Seja o que for, nada me trará novamente aquele sabor. Tentei ir a um show de humor, mas nem mesmo a melhor piada já contada me faria rir como você me fez.
Talvez, um dia, eu ame, delire de amor e escreva versos apaixonados.
Mas nenhuma amante poderá me presentear com os seus cuidados. O seu colo era um lugar sagrado, onde, em questão de segundos, o homem virava outra vez menino. Sinto falta daquilo.
Ah, tantas palavras que gostaria de ter dito, mas que hoje são só versos escritos; doce delírio da eternidade, em que, mais uma vez, encontrarei seu riso, em que, de novo, teremos aquela tarde com café e bolos de trigo, onde serei, novamente, o teu menino.
Teu doce e distraído menino.
Amo-te. Sonho que saiba."
Miguel Espinoso
"Ir para cama já não é tão bom quanto um dia foi
com aquela paixão profunda que só entendem os dois."
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