Voce esta Mudando minha Vida

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"Aonde está a força de negar um desejo se enquanto ele não é saciado continua existindo?
O tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens."

Eu sempre espero alguma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera – algo está sempre vindo de mim ou de fora de mim.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Se na alma está o amor, uma besta é o doutor.

Está doendo, irmão? Eu estou ligado. Isso aí se chama amor!

Convence as paredes do quarto de que tudo está bem, e dorme tranquilo, sabendo que no fundo do peito não é nada disso.

A maioria dos dramas está nas ideias que formamos das coisas. Os acontecimentos que nos parecem dramáticos são apenas assuntos que a nossa alma converte em tragédia ou em comédia, à mercê do nosso carácter.

Hipocondríaco

Não tem nada pior que ser hipocondríaco num país que não tem remédio. Esta maldita crise política está me deixando completamente doente. Devo estar com Mal de Jefferson. Desde que o deputado abriu a boca que eu sofro de hipertensão. Sério! Todo dia é a mesma coisa: é só pegar o jornal de manhã que já fico hipertenso. Cada denúncia que aparece vai me deixando mais tenso ainda. A tensão é tanta que já estou há mais de um mês com prisão de ventre. Não tenho vontade de fazer mais merda nenhuma. Sei lá, acho que não estou digerindo muito bem as coisas. Qual o remédio? Não sei que bicho me mordeu, mas, mesmo para lá de vacinado, acho que estou com raiva. Raiva do cachorro do Marcos Velório. Raiva do cachorro do Dilúvio Soares. Raiva do cachorro do Zé Desceu. Raiva de toda a cachorrada. O pior é que esses cachorros eram os melhores amigos do ''homi''. Fui no médico, mas o consultório estava lotado. Não é à toa: o brasileiro é, antes de mais nada, um paciente. O problema é que o país inteiro está ficando doente. O Lula, esclerosado. O governo, com paralisia. O PT, leproso, caindo aos pedaços. Os políticos, com síndrome de pânico. A oposição, inflamada. E a gente, mal das pernas, com os órgãos falidos e todos os sintomas de cólera. Só não entro em coma por absoluta falta do que comer. Mas vida que segue! Pelo menos não tenho gota. Mais nenhuma gota de esperança.

Silvio Lach

Nota: A autoria do texto é muitas vezes atribuída erroneamente a Luis Fernando Verissimo.

Nossa segurança está em risco quando a parede de nosso vizinho está em chamas.

O homem não é velho enquanto está buscando alguma coisa.

Este mundo está muito errado...
Uma Nação arrogante pede que uma outra cesse seu desenvolvimento tecnológico, alegando que eles possuem intenção de produzir armas nucleares.
Uma Nação arrogante que impões que outros se desarmem, enquanto ela permanece armada até os dentes.

A verdade é o resíduo final de todas as coisas, e no meu inconsciente está a verdade que é a mesma do mundo.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica “Brain storm”.

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Embora pela primeira vez eu sinta que meu esquecimento está enfim ao nível do mundo.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

O que se chama de essência está em alguma parte do ser. (...)
Ah, o que desconheço me ultrapassa. A verdade ultrapassa-me com tanta paciência e doçura. (...)
Ao ultrapassar-se, sai-se de si e se cai no "outro". O outro é sempre muito importante.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trechos da crônica Conversa descontraída: 1972.

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Então quando se está morta se conserva a consciência? (...)
Em menos de dois segundos pode-se viver uma vida e uma morte e uma vida de novo. (...)
A viver desse modo, prefiro a morte. (...)
Sou um feroz entre os ferozes seres humanos.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trechos da crônica Morte de uma baleia.

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O verdadeiro valor de um homem não está no que ele faz quando é observado, mas no que ele faz quando está sozinho.

Quem tem luz própria sempre incomoda quem está no escuro... Não tenho culpa se o meu brilho irradia tanto!

Quem faz – em mim – esta interrogação ?

Onde está a imaginação? Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Ando muito só, um tanto assustado, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando.

Como se estivesses deixando tudo acontecer mas no plano abstrato, porque o real-palpável não está te dando satisfações.