Voce esta Mudando minha Vida
Quando a resposta está certa, mas o aprendizado está errado
Uma resposta correta pode esconder uma aprendizagem inexistente.
Durante muito tempo, a escola conseguiu usar a resposta como um dos indícios de que alguma aprendizagem havia ocorrido. O estudante lia, estudava, elaborava, respondia. Evidentemente, nunca houve correspondência perfeita entre acertar e saber. Era possível decorar sem compreender, repetir sem elaborar e obter uma boa nota sem conseguir transferir aquele conhecimento para outra situação.
A inteligência artificial generativa tornou essa diferença muito mais visível.
Hoje, alguém pode produzir uma resposta excelente sem possuir competência equivalente para construí-la. Pode apresentar argumentos que não saberia defender, utilizar conceitos que não conseguiria explicar e entregar uma solução que seria incapaz de reproduzir sem assistência.
O problema, portanto, talvez não esteja apenas em perguntar se a resposta está correta.
Precisamos perguntar: quem aprendeu o quê durante o processo que produziu essa resposta?
Essa mudança parece pequena. Não é.
Ter acesso ao conhecimento não significa ter adquirido conhecimento
A humanidade sempre desenvolveu tecnologias para ampliar suas capacidades. Livros preservam memória. Calculadoras executam operações. Motores de busca localizam informações. Sistemas de inteligência artificial conseguem agora participar de tarefas que antes exigiam elaboração linguística, síntese, comparação, interpretação e produção argumentativa.
O problema educacional não está necessariamente em utilizar essas ferramentas.
Está em confundir desempenho assistido com competência independente.
Se uma pessoa consegue realizar determinada tarefa com inteligência artificial, sabemos que ela conseguiu realizar aquela tarefa com inteligência artificial. Isso, isoladamente, não demonstra que conseguiria avaliar criticamente o resultado, detectar um erro, reconstruir o raciocínio ou executar atividade semelhante quando a assistência fosse retirada.
Surge daí uma questão que considero central para a educação contemporânea:
quanto daquilo que aparece no resultado final ainda pertence cognitivamente ao sujeito?
Não se trata de propriedade textual. Trata-se de autonomia.
Pensamento crítico talvez não seja suficiente
Costumamos responder aos problemas da desinformação, das redes sociais e da inteligência artificial defendendo o desenvolvimento do pensamento crítico.
A defesa é correta, mas pode ser insuficiente.
Pensar criticamente pressupõe mais do que encontrar erros. Uma pessoa precisa aprender a perceber quanto peso deve conceder a uma informação, emoção, lembrança, argumento, autoridade ou resposta produzida por uma máquina.
Uma informação pode ser verdadeira e ainda assim ser insuficiente para decidir.
Uma emoção pode ser legítima sem precisar comandar uma ação.
Uma lembrança pode estar presente sem possuir autoridade absoluta sobre uma interpretação.
Uma resposta de inteligência artificial pode estar correta sem que isso autorize sua aceitação automática.
É nesse intervalo entre receber um conteúdo e autorizar sua influência que venho situando parte de minhas pesquisas sobre discernimento.
Discernimento não como ornamento, mas como operação
Nos trabalhos que publiquei recentemente, procurei deslocar o discernimento de seu uso cotidiano, frequentemente associado apenas a prudência ou bom senso, para examiná-lo como uma capacidade passível de descrição operacional, investigação e, principalmente, teste.
Esse deslocamento levou a questões relacionadas à calibração discernitiva, à Alfabetização do Discernimento Consciente, à pedagogia do discernimento e à regulação da relação entre emoção e ação.
A ideia central não é ensinar alguém o que pensar.
É investigar como alguém aprende a regular o peso funcional daquilo que participa de seu pensamento.
Essa distinção ganha importância especial diante da inteligência artificial.
O estudante não precisa apenas saber utilizar uma ferramenta. Precisa saber quando confiar nela, quando duvidar, quando verificar, quando reconstruir, quando discordar e, sobretudo, quando demonstrar que aquilo que conseguiu fazer com assistência também produziu alguma competência que permanece quando a assistência desaparece.
A nova pergunta da educação
Talvez estejamos tentando avaliar estudantes do século XXI com uma equivalência que já não pode ser presumida:
produziu = aprendeu.
A inteligência artificial rompeu essa equivalência de maneira explícita.
Por isso, a discussão não deveria ficar restrita a permitir ou proibir ChatGPT, detectar textos produzidos por IA ou criar formas mais difíceis de avaliação.
Existe uma questão anterior:
como distinguir desempenho assistido de competência independente?
Essa pergunta aproxima inteligência artificial generativa, alfabetismo funcional, autonomia cognitiva, metacognição, pensamento crítico, avaliação da aprendizagem e discernimento.
E talvez nos obrigue a reconsiderar até mesmo o significado de aprender.
Aprender não pode ser apenas conseguir chegar à resposta.
É preciso conservar alguma capacidade de chegar a ela novamente, examiná-la, contestá-la, reconstruí-la e decidir conscientemente o peso que ela merece.
Porque uma ferramenta pode ampliar extraordinariamente aquilo que conseguimos fazer.
Mas existe uma diferença entre ter uma inteligência à disposição e colocar a própria inteligência à disposição dela.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador
O poder que se julga absoluto desconhece que também está submetido à estrutura que pretende dominar.
Ser Homem
O desenvolvimento pessoal, profissional ou familiar está diretamente ligado aos passos que um homem decide tomar ao longo do seu percurso. Tudo depende das suas escolhas, metas, objetivos e, acima de tudo, do seu poder de decisão.
Parte da nossa vida como homens exige que ajamos como máquinas programadas para cumprir um propósito bem definido. É essencial estabelecer com clareza o que é realmente importante e o que é apenas momentâneo.
Um homem deve ser capaz de colocar uma “cortina” sobre sua vida — pois exposição deve ser do sucesso, não do processo. Nem todas as metas precisam de fotos, curtidas ou aplausos. Há conquistas que pedem silêncio.
É preciso desenvolver a capacidade de se autoaplaudir, de enxergar o futuro com coragem e visão. Visualizar desde já a carreira que deseja construir, a vida que quer viver, a casa onde sonha morar, os filhos que quer criar, a mulher com quem deseja caminhar, o carro que quer dirigir...
Nenhum homem nasceu apenas para satisfazer a si mesmo ou viver para os próprios desejos. Sucesso e prosperidade são frutos da constância nos hábitos, e esses hábitos moldam o destino.
O sucesso é consequência direta dos atos do presente. E cultivar a resiliência é peça fundamental no processo.
Haverá quedas. E muitas vezes, serão dolorosas e difíceis de suportar. Mas nesses momentos, pare. Descanse. Avalie-se. Encontre onde errou, o que precisa ser excluído e o que deve permanecer.
Renasça quantas vezes forem necessárias. Há versões dentro de você esperando para emergir — e uma delas carrega o teu sucesso.
POR ANGOLA
Angola está a tornar-se cada vez mais diversa, racial e culturalmente. Neste cenário de transformação, nós, angolanos, temos o dever de preservar e valorizar a nossa identidade cultural. É urgente desfazer os conceitos enraizados de incapacidade criativa e de limitação no desenvolvimento individual e coletivo.
Ainda vivemos sob formas sutis de colonização moderna. O chicote desapareceu fisicamente, mas os mecanismos de dominação e o sentimento de superioridade por parte do antigo colonizador persistem — visíveis nos seus atos e discursos. É nossa responsabilidade romper com essas correntes invisíveis e garantir que as próximas gerações se levantem com consciência, coragem e dignidade.
Angola é NOSSA por Direito Natural. E cada um de nós é essencial para a construção de uma nação próspera. Lutar por Angola é lutar por nós mesmos. Por isso, que cada gesto, cada palavra e cada ação sejam sementes de liberdade, unidade e progresso.
Capítulo 1: As Origens do Lugar Secreto
Para compreendermos a profundidade do que está
oculto nas entrelinhas do Salmo 91, precisamos
primeiro fazer uma viagem no tempo. Investigar as
origens de um texto sagrado nos ajuda a enxergar as
nuances que a leitura superficial do dia a dia costuma
deixar passar. E a primeira pergunta que naturalmente
surge é: quem escreveu o Salmo 91?
Se abrirmos o texto original em hebraico, a resposta
imediata é o silêncio. O salmo é anônimo; ele não
possui uma assinatura explícita em seu cabeçalho. No
entanto, a história da teologia nos aponta para duas
grandes direções.
A primeira delas vem da Septuaginta — a primeiríssima
tradução da Bíblia do hebraico para o grego, feita
séculos antes de Cristo. Nela, o texto traz Davi como o
autor da canção. Se essa hipótese estiver correta, o
salmo teria sido composto por volta do ano 1000 a.C.,
refletindo o período em que o rei de Israel enfrentava
guerras, traições e exércitos inimigos.
A segunda direção, no entanto, é sustentada pela
milenar tradição judaica, que atribui a autoria a Moisés.
Se caminharmos por essa estrada, recuarmos ainda
mais no tempo, situando a escrita entre 1440 e 1400
a.C., justamente no período do Êxodo.
Particularmente, olhando para as evidências do próprio
texto, eu escolho ficar com a tradição judaica. As ricas
alegorias que compõem o salmo são pistas que
apontam diretamente para a jornada de Moisés
liderando o povo hebreu. Quando o salmo fala sobre pestes, mortandades, o laço do passarinheiro e os
perigos do deserto, ele parece descrever perfeitamente
o cenário da peregrinação rumo à Terra Prometida.
Mais do que isso: as menções ao "esconderijo" e à
"sombra" fazem forte alusão à estrutura e à santidade
do Tabernáculo que Moisés ergueu no deserto por
ordem divina.
Mas quer saber de uma verdade? No fim das contas,
quem escreveu ou a data exata em que foi escrito é o
que menos importa.
O Espírito Santo permitiu que a autoria ficasse envolta
em mistério por um motivo maior. Ao não sabermos o
nome do escritor humano, o salmo deixa de ser a
experiência pessoal de um rei ou de um profeta e se
torna a oração de qualquer um de nós. O que realmente
importa não é a caneta que riscou o pergaminho, mas o
que o Salmo nos apresenta: um convite universal para
entrar em uma dimensão de proteção que transcende o
tempo, a história e o próprio espaço físico Capítulo 2: O Esconderijo Revelado
“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à
sombra do Onipotente descansará.” — Salmo 91:1
O salmo mais famoso de proteção começa nos
apresentando uma condição e um lugar. Ele não faz
uma promessa genérica lançada ao vento; ele direciona
a mensagem a um grupo muito específico. O texto
começa dizendo: “Aquele que...”.
Essa expressão aponta para a individualidade. Pode ser
eu, pode ser você, pode ser qualquer pessoa, desde
que atenda ao requisito que vem logo em seguida:
habitar. Na língua original, habitar significa muito mais
do que fazer uma visita rápida. Significa morar,
permanecer, fixar residência, fazer morada definitiva. O
Salmo 91 não funciona para turistas espirituais que só
correm para Deus nos momentos de aperto; ele é o lar
de quem decidiu fazer de Deus a sua habitação diária.
Mas onde fica essa morada? O salmista a chama de
"Esconderijo do Altíssimo". No hebraico original, a
palavra usada para esconderijo é seter, que significa
literalmente um lugar secreto.
Para o autor do salmo — que, como vimos, as
evidências apontam ser Moisés —, esse "lugar secreto"
tinha um endereço físico muito claro na mente dele: o
Tabernáculo. Foi o próprio Deus quem deu as
instruções no deserto, dizendo: “E me farão um
santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o
que eu te mostrar para modelo do tabernáculo...”
(Êxodo 25:8-9). Para o povo de Israel, o lugar secreto era aquela tenda sagrada, onde a glória de Deus descia
e onde o Sumo Sacerdote entrava.
No entanto, precisamos compreender que há mais de
3.400 anos, o salmista tinha apenas um vislumbre, uma
sombra. Para ele, aquilo era uma promessa futura. Eles
olhavam para uma estrutura de panos, peles e ouro no
meio do deserto.
Nós, porém, temos um privilégio absurdamente maior.
Hoje, nós temos o Esconderijo totalmente revelado: o
Esconderijo não é um lugar geográfico, o Esconderijo é
uma Pessoa. O Esconderijo é Cristo.
A chave de ouro para abrir esse mistério está no
Evangelho de João 1:14: “E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós”. No texto original em grego, a palavra
traduzida como "habitou" é eskenosen, que significa
literalmente “armou o seu tabernáculo”. Olha que
riqueza! Para o salmista Moisés, o homem ergueu um
tabernáculo de panos para que Deus habitasse entre os
homens. Mas na Nova Aliança, Deus fez-se tabernáculo
de carne para que nós pudéssemos habitar nEle.
Cristo é o verdadeiro seter, o lugar secreto onde fomos
escondidos. É nEle que precisamos morar.
O versículo termina dizendo que aquele que habita
nessa presença, “à sombra do Onipotente descansará”.
O descanso é uma consequência automática de onde
você escolhe morar. Quem mora perto do perigo vive
assustado; quem habita no esconderijo perfeito
encontra repouso para a alma.
Mas aqui cabe um alerta crucial para o nosso olhar
crítico: essa promessa é para quem mora em Cristo, e
não para quem mora na religião. A religião é uma estrutura externa, fria e de aparências, parecida com as
paredes de um templo. Cristo é relacionamento,
intimidade e vida no lugar secreto. Na religião você se
cansa; em Cristo, você descansa.
Até um guarda-chuva pode servir como metralhadora quando o inimigo está há quilômetros de distância.
Ser feliz não é estar sorrindo...
Certo! Sorrir, mostra que está feliz,
mas também poder ser
apenas um disfarce!
Incompreensível
Meu peito se comprime com este sentimento condenado. As borboletas de meu estômago não são um bom sinal. A dor de um amor clandestino me preenche...
Teus olhos brilham junto com os meus. E um abismo se abre entre nós. Você olha para o pôr do Sol e eu para o da Lua.Tua inocência é bela e a minha, profana.
Em tua presença, fico ofegante. Minha garganta se fecha e dá um nó. Cada palavra sua é um espinho que se aloja em meu coração.
O nosso sentimento é um suplício, que comanda cada parte de nós, afastando-nos um do outro para sempre...
O fluxo entre a cidade e o meio rural está cada vez mais efervescente a ponto de que o rural também pode ser considerado um espaço apenas de moradia.
(Redin, 2019, p. 67)
Escolho sustentar que permanece em movimento porque está constantemente em processo de metamorfose em suas formas de interação com a família, com a comunidade e com o mundo.
(Redin, 2019, p. 60)
Diante dos fatos, o pensamento deve conservar a humildade de quem ainda está aprendendo e a coragem de quem aceita demolir as próprias certezas.
A tragédia da investigação não está em uma hipótese fracassar, mas em o investigador preferir a sobrevivência da hipótese à descoberta da verdade.
Dizem a esperança é a última que morre, devido esta se esvair apenas depois que o possível indicar ser o contrário. Interessante é saber que esse possível, almejado esperançosamente, têm sentido de realização depositado mais nos outros que em nós mesmos. Por em prática o que depende de si mesmo, já é motivo de orgulho próprio na realização de objetivos.
Na frente está o futuro, aqui cá estou segurando as redias deste, a guiar a sua direção de acordo com o que vejo, sinto e percebo, apenas aqui. Por isto serei hoje, sentirei hoje, farei e acontecerei hoje assim como posso e desejo.
O grande desafio, portanto, não está apenas em oferecer novos conteúdos, mas uma abertura docente para compreender que a extensão rural contemporânea mudou e não é mais a mesma do passado.
(Zuin; Redin, 2026, p. 116)
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