Voce esta Mudando minha Vida
Eu sou filha orgulhosa
da nossa Amazônia Azul
deste Atlântico Sul
onde está sagrada
a minha absoluta poesia
pela rota infinita
dos povos do Sul Global
que me ilumina e guia.
José Boiteux
Minha amada José Boiteux,
esta poesia é feita da tua
gente kaingang, guarani
xokleng e germânica,
E vem se erguendo
como plantação de fumo
nas tuas folhas,
florescendo na primavera
e balançando sinfônica
como árvores nas matas.
Nas tuas cachoeiras
conheço o meu rumo,
Cidade linda onde
o meu coração tem prumo
e por ti muitas histórias
da tua gente brasileira
com toda a paixão
e gentileza hei de escrever.
Extraordinária José Boiteux
no vai e vem das estradas,
não nego para que minh'alma
por ti vive encantada,
Em ti tenho o meu enleio
e o meu doce sossego;
Vivo por ti construindo
os meus planos que só aqui
seguirei vivendo com
o meu coração cantando por ti.
Maria Beatriz do Nascimento
O seu sorriso ainda está
vivo na memória afetiva
da minha infância,
Não te esqueci
e os teus poemas eu li,
A sua rota de igualdade
e direito de restituição
para as tuas irmãs ainda
não foram concluídas,
Há muitas histórias
a serem esclarecidas.
Esta bonita Cuia Gaúcha
é a minha confessora
que ouve o meu coração
sobre a sua existência sedutora.
No Médio Vale do Itajaí
a minha História de amor
está poeticamente escrita,
Floresceram os Brasiletos
aqui em Rodeio e a poesia,
Te inundei com amor e magia.
A minha poesia não está a venda, ela é o meu colete salva-vidas que no máximo posso emprestar. Vender nunca.
A minha poesia
não está a venda,
É Atapu na mão
de Jangadeiro
para chamar só
quem leia e entenda,
Para quem sabe
virar poeta ou poema.
Não há mistério que a minha
fala está muito bem escrita
na "Poranduba Catarinense",
Agora o quê te falta é ler
e aprender a escutar
sempre que a minha
poesia for te encontrar,
Ler e escutar são caminhos
para você nos amar
e tudo em vir a nos encantar.
Oh, minha Bahia
feita de poesia plena,
Não sei o quê significa,
esta noite sonhei que
estava em Itapema
com o Mestre Valentin
vestido com a sua Burrinha de Ouro dançando todo faceiro para mim.
A minha identidade
nacional brasileira
está presente em tudo
aquilo que posso
usar os meus sentidos,
vivenciando em solitude,
no convívio diário
ou estando distante,
o importante é cultivar
para nunca olvidar,
para não deixar desperdiçar.
No choro ou no riso
capaz de ser recíproco,
Na nossa Natureza
e em tudo aquilo
que a Arte, a Cultura
e os sabores fazem
lembrar que aqui nascemos
ou aqui escolhemos,
quem somos e vivemos,
tudo é parte do que queremos
e de quem na vida seremos.
A ancestralidade e a identidade
nunca serão isoladas
uma da outra,
quando se conhece cada uma,
e se reconhece a sua
identidade nacional
como próxima do espiritual,
nenhuma força externa
será capaz de guiar
o seu destino e na sua terra
vir a se tornar perpétua.
(Nada feito)
Nada feito, o rato morto,o cachorro não sabe por que está amarrado,o dia da minha morte,o amanhã,o gato em cima da casa fazendo miauL,por que isso acontece,ninguém nunca sabe o real motivo.
E o impossível pode acontecer e surpreender sua vida em situação caótica,o que você faz pra se sentir bem quando está sozinho(a).
O que você precisa quando todos te abandonam e não tem ninguém pra te fazer companhia, por quem você derrama sua lágrima,pra quem guarda seus sentimentos de rancor e ódio,por que você anda em má companhia,por que nada te interessa nem da brecha a alegria.
Nada feito nada,mais um rato nasce e o cachorro continua amarrado e agora não existe mais motivos pra viver por que amanhã estou morto.
O perfume do terror invasor
está espalhado no ar,
Debaixo da ponte destruída
para salvar a minha vida
proteção tive de buscar;
Porque o teu amor
ainda quero encontrar
custe o quê me custar.
O jogo sujo não terminou
e quando li a ameaça sobre
Mariupol uma lágrima rolou,
É fato que o pesadelo
não cessou: e te amo
na escuridão sem medo.
Ei, Linda Crimeia! Ouvi
teus acordes na entrada
do metrô em pleno cessar
fogo deste jogo imundo:
Que muita gente não se tocou
que a Ucrânia desafiou
a se tornar a muralha do mundo.
Ucrânia, muralha do mundo,
trago as tuas dores para mim
e teus sonhos por um minuto:
Nada justifica a falta de mão
estendida de quem por poderia
dar as cartas para mudar o rumo.
Nesta Lua Cheia
que está
entre as nuvens
e relâmpagos,
Só aumenta
a minha
perplexidade
diante da maldade
imparável
da Humanidade.
O General está
injustamente
preso sem
acesso à justiça,
E a liberdade
de fato sem
nenhuma notícia.
É este meu oráculo
que roga por
direitos humanos
para ele e sem
ver a quem
em todo
o meu continente:
Insistindo noite e dia
por todos os que
estão presos
nos campos
de concentração,
sótãos e calabouços
por serem diferentes;
Por eles sou a voz
da utopia silenciada
na casa dos sonhos,
que é mais uma
inovação inominável
do Inferno de Cinco Letras.
Apiúna
Apiúna minha adorada,
a tua Maria-Fumaça
faz muita gente
enfrentar esta estrada.
O teu sabor de tangerina
e o teu perfume dão
motivos para a alegria.
Aquidaban é onde
a história e a vitória
se encontraram,
E também foi teu nome.
Na Serra do Mar
o meu peito a inspiração
sempre vive a encontrar.
Cabeço negro catedral
do tempo o teu nome
eu honro para sempre,
e amo amar a tua gente.
Nos teus morros, cachoeiras
e nas tuas corredeiras
estão os meus poemas
Onde está o belo Cânion
do Vale Ribeirão Neisse
entrego ao Altíssimo a prece
por esta cidade e hospitalidade.
Apiúna minha amada,
que nunca esquece
da herança botocuda e europeia,
tens todo este apreço
porque a tua gente que merece.
É noite ancestral de Lua
do resiliente Lobo-Guará,
a tua boca vadia pela
minha ainda não está
com beijos de guaraná.
Destino fatal sem avisar
que cortejou os ponteiros
do tempo das Américas
para dançar na escuridão,
quero colo e o teu coração.
É noite paranormal de Lua
em ares sinistros de rua
vazia e silêncio estranho,
mas pensar no envolvente
e tão lindo olhar castanho:
distrai e me põe no colo.
No rio suspenso da noite
o girino cósmico desafiou
as vitórias régias do céu
da nossa América do Sul,
o atroz e o mundo nos parou.
De ti não vou desistir
mesmo sem previsão
do que possa acontecer,
pelo siderado condão
mais do que deveria ser:
indômita em inundação.
Tem muitos bens materiais se perdendo por aí, a minha herança está no céu, o meu Pai assinou na cruz com sangue.
Triste sina
Triste sina está minha,
de viver sem ter amor.
Esperança ingênua tinha,
de encontrar o meu tutor.
Retraído e em segredo,
o destino me confessou.
Fez da vida um brinquedo,
e a minha sorte, extraviou.
Crueldade para comigo,
que tanto busco por ardor.
Até parece que é castigo,
perdurar sem meu amor.
Minh’alma triste e sofrida,
do sonho se desencantou.
Agora vaguei pela vida,
Remoendo o que restou.
Enide Santos 23/04/14
Eu me acostumei com a minha solitude.
Mesmo estando cheia de gente em volta de mim, eu consigo estar só.
Às vezes, o nosso vazio só é preenchido com o nosso próprio eu.
Não que eu apenas me baste.
Mas sim por ter dado um basta na multidão que me atormentava.
Estou vestida de coragem, nua em sentimentos.
Invisível para os aborrecimentos.
Tanto o amor quanto o ódio não me assustam mais, estou imune.
➳Aprendi. ✯
O que não me mata me fortalece!
Substitui todos os meus medos pela
❥✯✿ Fé ✡
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