Voce esta Mudando minha Vida
SALA DE AULA
Quando olho pela janela
Da minha sala de aula
Aperta-me o coração
De ficar fechada nela.
E lá fora o mundo não para
As pessoas, os carros em revolução.
Aqui dentro o mundo é paralelo
Sempre igual, sem emoção.
Olho o relógio, é a mesma hora
E o tempo não passa, se arrasta
E ansiosa, olho a janela
Na esperança de ir logo embora
Há se eu tivesse assas
E pudesse sair pela janela
E voar pelo mundo afora
Nunca mais voltaria para ela
Essa sala, com janelas pequenas
Quase me mata de aflição
Não adianta nem olhar
Pois vou permanecer na prisão
Nem voar em pensamento
Pois alguém chama todo momento
Todos querem atenção
E nem imaginam minha aflição.
Para sempre minha...
Pequenos flashes do passado povoam minha mente, e tenho alguns lampejos de momentos vividos...
E fico a me perguntar em que dia hora eu me dei para você, de bandeja...?
Que eu permiti ser sua...
Onde foi que me deixei ser...
Que detalhe deu-se o rótulo de que te pertencia...?
Em que minutos de instantes eu passei de minha para ser de alguém...?
Quando foi esse exato tempo de vida que respirar dependia de seu ar...?
Que forma aceitei dar-me plena e linda para me perder...?
Em que plano nomeei um dono?
Em que canto da vida veio essa decisão de que fazia parte de um alguém que não fosse eu?!
Cadê o formulário preenchido e assinado me "passando para seu nome?
Não me lembro de ter me dado...
Doado..
...ou se quer me emprestado para alguém!
Sou minha e de mais ninguém!
Minha, para sempre!
estava em um penhasco, caindo... Somente uma mão me segurava , então minha mão começou a escorregar, olhei pra baixo e percebi que ia morrer , então gritei! Não me solte por favor! ,. Mas sem do nem piedade, senti quando a mão aos poucos foi me soltando... Foi rápido de mais, mas uma eternidade pra mim , alguns segundos... Eu só conseguia pensar e questionar, como alguém tem coragem meu deus ? Justamente quem eu confiava e acreditava!. Então acabei caindo.
Mas se pudesse escolher entre quem ficou e quem morreu, escolho ser quem confiou no assassino.
As cores da minha bandeira
As vezes paro para olhar minha bandeira,
E cada cor dela me trás uma emoção,
Paixão por ela, por muitos, é verdadeira,
Alguns, nela, nem prestam atenção.
As suas cores são do tempo de um império,
Que se expandiu e formou essa grande nação,
Onde brancos e negros por algum mistério,
Enfim se uniram para derrotar a escravidão.
Não sou jovem como um dia já fui,
Eu sou do tempo da liberdade de expressão,
Que havia respeito pelo o que da alma flui,
Respeito por toda e qualquer opinião.
Do tempo em que todos se lembravam,
Daqueles que diziam ter razão,
E como a liberdade eles amavam,
Lutaram contra campos de concentração.
É muito triste ver o jovem achar normal,
Censurando a ignorância humana,
Pior ainda, com o apoio do jornal,
Se acha que luta, pela paz, se engana.
É bem difícil algo me fazer chorar,
Como no dia em que uma triste cena vi na rua,
Com o filho nos braços, uma mãe gritar,
E ele em silêncio sangrando a luz da lua.
Por que ele foi baleado em um assalto,
Por uma criança que roubava para droga comprar,
A vida dele acabou por conta de um valor tão alto,
Valeu exatamente o preço de um celular.
O choro dela ao ver o seu filho partir,
De meus pensamentos tento esquecer,
Como podemos isso ver e não agir,
Tem algo errado, fechamos os olhos pra não ver?
As cores da bandeira me trazem as recordações ,
De tudo que aprendi e já vivi nessa grande nação,
Espero que para outro homem no futuro as emoções,
Sejam felizes, não esse drama, essa lamentação.
Luz dos olhos meus
Olhe nos meus olhos...
E encontrará aquilo que eu não digo
Minha boca diz o que penso
Meus olhos dizem
o que meu coração está sentindo
Mesmo com todos meus medos
Com cada vontade esquecida
Cada noite que virou dia
Meus olhos se vestem de luz
E no vento que canta
Nas flores que dançam
Na infinita vastidão do tempo
A cada instante eu declaro;
Onde mora meu silêncio
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 20/08/2021 às 11:00 hrs
Manter créditos de autoria original
_ Andrea Domingues
Sou como a rosa. Se souber me segurar sem esbarrar nos espinhos.. teras no toque na minha pele o perfume das rosas, e no beijo a maciez das pétalas vermelha. Ou no esbarrar nos espinhos, teras a dor e o escorrer do sangue vermelho. Sou a rosa..
Sou um ser simples;
Minha cor é branca,
Porém, meu coração é peludo;
Sou pura razão e isso faz parte do meu corpo;
Mas, meu o coração é brando;
E os sentimentos não são demonstrados;
Mas os sentidos são aguçados;
As vezes me falta noção;
Mas saiba que meu coração lhe abraça com muita satisfação.
Eu tenho armas em minha cabeça e elas não se vão e estão sempre postas a disparar os espíritos em minha cabeça e eles tbm não se vão e me atormentam todos os dias com pensamentos estranhos e as mágoas do passadoe atormentam dia a dia!
Passo muitas noites em fuga
E eu penso, ohh, como se eu estivesse perdido e não pudesse ser encontrado
Eu só estou esperando o meu dia chegar
E eu penso, ohh, eu não quero decepcionar
Mas algo dentro mudou, e talvez não queira mais permanecer o mesmo!
Mas a arma ainda faz barulho, a arma ainda faz barulho e cada vez que fico dentro da minha escuridão as coisas acontecem dentro dos meus pensamentos !!!
Pensei que hoje eu não iria pra casa
Quando percebi que vivo nela
Linda e perigosa madrugada
Minha paixão não é de carnaval
É amor antigo por esse belo quintal
SOU RÉU DE POESIA
Sou réu de poesia! Confesso a minha sina
Porém não me penalizo desse ditado fado
Sublime, o poetar é também feita contina
Jeito tão mais gostoso e tão quão amado
Por certo o que nos redime, nos faz alado
Arte! A quem quer ter a poética inquilina
Eu cedo, e está fortuna, assim, me defina
Se eu portar, por acaso, e for um sorteado
E nesta ação, tão incrível, embora fique
Meu poetizar espalhado em mil pedaços
Eu rogo que a inspiração tenha o clique
Sou réu de poesia, mas também indefeso
Na criação, da geração e dos teus passos
Assim mesmo, da prosa quero ser preso!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22/08/2021, 05’58’ - Araguari, MG
O sombrio da minha mente domina mais a cada dia
Medo da minha presença,
Mas eu gosto da solidão
Não suporto a agonia,
Me consome lentamente
A cada passo uma nova ferida,
A cada noite uma nova poesia.
"Eu" (1)
Minha inspiração
é só parte do ódio que eu tenho pela emoção.
Digo sem razão que meu coração não tem perdão.
Julgo inseguro sem dizer o que realmente seguro.
Grito ao mundo que mesmo sendo tão nulo
ressoo minhas emoções em um verso único.
Sem enigmas ou paradigmas.
Não há mistério em ser sincero.
Não há ressalvas em se sentir completo.
Não haverá fim,
Pois para mim
Enquanto eu me sentir mal
as minhas palavras nunca
terão
final.
"Eu" (2)
Quem sou eu.
Afinal meu próprio deus?
Ou talvez um eu entre os meus.
A minha opinião sobre mim não me define.
Mas existe alguém que me conheça
a ponto de me descrever com clareza?
Nas palavras do eu presente
nunca saberei se ele me mente.
Mas no futuro sei que me chamarei de burro
pela avareza de me definir sem clareza.
E a incerteza de dizer quem eu era
ou fui sem ser pela beleza
das palavras ditas sem certeza
e a ironia de não se dizer também
Só saber que fui pois hoje digo bem
que eu era algo entre um eu e um outro alguém
tão próximo quanto sua mente
e seu afeto ao que não diz a ninguém.
aqui estou eu presa dentro dos meus sentimentos
Dentro de minhas dores
Dentro de minha mente
Será que eu peço socorro?
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