Voce Chegou sem Pedir Licenca
"Eu que vivia na prisão do silencio que era o teu amor, um dia chegou alguém e me mostrou que amor é liberdade
e não prisão."
Haredita Angel
08.01.25
Enquanto inquietos estamos no futuro esperando que se abra a flor de um tempo que ainda não chegou, a ansiedade nos rouba o precioso perfume do instante.
Vale a pena tentar, sim. Mas nunca vale a pena humilhar quem ainda não chegou lá — a vida dá voltas.
"Acreditar que o seu sucesso o autoriza a humilhar alguém é a prova de que o dinheiro chegou, mas a nobreza ficou para trás."
"O desprezo é a âncora de quem pensa que já chegou a algum lugar, enquanto o mundo continua girando e evoluindo sem ele."
Dois sóis
Amanheceu um lindo dia!
Passarinho verde me contou,
que o meu amor chegou.
Sorrindo, corri ao seu encontro.
Um abraço envolvente,
nos beijamos docemente.
Ele é o meu jardim,
que com carinho cultivo.
Dele eu sou a flor que
perfuma
e acaricia.
Somos dois sóis,
por onde passamos,
o nosso amor à
todos ilumina.
Nosso amor puro,
à todos inebria.
Somos dois sóis,
sublime harmonia.
Embora eu seja senhor da minha vida, há alguém que está mais longe, que já chegou aonde eu só desconfio. Seguindo por esse caminho do desconhecimento, nem sei se chegarei há algum lugar, só vendo.
Cego
Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.
Ele chegou bravo, arisco,
Facão na mão, doido pra brigar
Chutando mesa, riscando o chão,
No cabaré ninguém quis encarar.
Olhar de fogo, peito inflado,
Procurando quem fosse homem pra peitar
Mas de repente veio o silêncio,
E um grito doído cortou o ar.
Puxou o revólver, mão tremendo,
Gritou sem nem se controlar:
“Eu vou fazer justiça agora,
Quem mexeu com ela vai pagar!”
No canto escuro, um bêbado riu,
Sem medo nenhum de apanhar:
“Vai buscar mais bala, parceiro…
Que hoje tu vai precisar!”
“Porque aqui dentro, nesse cabaré,
Ninguém ficou de fora não…
Se tu ama essa mulher,
Prepare o teu coração…”
O bravo parou… ficou calado,
O mundo dele começou a cair
A mão soltou o revólver devagar,
E os olhos começaram a se abrir.
“Eu não acredito… isso é mentira…”
A voz falhou na hora de falar
“Até tu, capenga desgraçado…
Também foi lá se aproveitar?”
O cabaré virou um espelho,
Refletindo a dor de um homem só
E o bravo que entrou feito tempestade,
Saiu menor que um grão de pó.
Hoje dizem lá na esquina,
Que nunca mais ele foi o tal
O homem que chegou valente…
Ficou quieto no cabaré, no final
A mesa ainda está posta.
Não porque fomos dignos,
mas porque a graça chegou antes
e preparou lugar no deserto.
A mesa ainda está posta.
Pão partido lembra o corpo entregue,
o cálice anuncia aliança
que não depende do nosso acerto.
A mesa ainda está posta.
No meio, a cruz não acusa —
ela explica o amor
que escolheu ficar.
A mesa ainda está posta.
Senta sem medo. Aqui,
a graça não pergunta o passado,
apenas chama pelo nome.
Amor Enganoso
Chegou com voz mansa
e promessas que pareciam abrigo.
Tinha forma de cuidado,
mas peso de ilusão.
Me ensinou a confundir presença
com posse disfarçada.
Eu chamava de amor
o que já era controle.
Quando abri os olhos,
me vi menor dentro de mim.
O afeto cobrava preço alto
e nunca trazia paz.
Hoje recolho meus pedaços
sem pressa de amar de novo.
O amor verdadeiro não engana —
ele liberta.
"Chegou a hora de mudar, chegou a hora de evoluir, pare de ler o passado e comece a escrever o futuro."
A nossa vida é comparada, a uma estrada para caminhar, mas quem lá no fim chegou, nunca mais voltou e nem voltará.
O respeito alheio veio tarde, mas veio, chegou pela constância do trabalho, a reputação é reflexo do traço.
A paz chegou no instante em que deixei de justificar minha dor, e aprendi que nem tudo precisa ser entendido para ser superado.
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