Voce a Luz do meu Viver

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A vida não está em parte alguma senão neste instante que já se desfaz enquanto o nomeamos. Viver não é reter o tempo é permanecer desperto para o que nele ainda nos toca, antes que se torne memória.

Ninguém vivo pode viver através dos teus olhos.

Valide-se ou logo serás validado.

Sirva-se ou logo irás servir.

A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ


Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.


É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.


Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.


Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.


Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.


Eu sobrevivo do que é real.


Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.


A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.


A lucidez é um exílio.


Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.


Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.

Não se tem um filho antes de entender o amor


Não se escreve um livro antes de viver algo real.


Não se vive de provação querendo sentir o essencial

Todo dia,
faço poesia,
para fazer o povo,
viver de novo...
Porém, é difícil o povo agradar,
pois DEUS fez tudo pela humanidade,
mas nem assim eles querem adorar,
a esse DEUS com exclusividade!

Por vezes, temos de nos contentar com a tristeza, talvez seja esse o destino da vida: viver constantemente amargurados. (Furucuto, 2025)

"Se for difícil viver acompanhado, é preciso encontrar o ponto fulcral da nossa vida, aquele que é capaz de nos manter em equilíbrio." (FURUCUTO, P. D., 2026)

"Estou disposto a perdoar uma mentira, mas não estou preparado para viver dentro dela."
(FURUCUTO, P. D., 2026)

Como escolher a mulher certa para amar? Nunca saberemos antes de escolher alguém para viver ao nosso lado. O amor é como um experimento aleatório simples: conhecemos o espaço de resultados apenas depois de realizar a experiência.
Daniel Perato Furucuto, 2026

Algumas pessoas conquistam tudo, menos o tempo pra viver tudo o que conquistaram.

⁠Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como.

Friedrich Nietzsche
FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido. São Paulo: Editora Vozes, 2017.

Nota: Adaptação da máxima de Nietzsche presente na obra "Crepúsculo dos Ídolos".

...Mais

Viver tentando agradar aos outros é um caminho seguro para se perder de si mesmo.
Seja fiel à sua verdade, pois no final das contas, cada um colhe o que semeia. Cuide das suas finanças e dos seus sonhos, mas cuide ainda mais dos seus sentimentos e de quem você ama com carinho .Não queira ter o bolso cheio e o coração vazio.
O tempo não cobra impostos ele te cobra dedicação e verdades.
Que a nossa busca pela prosperidade nunca nos custe, a nossa paz de espírito e a nossa capacidade de amar as pessoas à nossa volta pelo que elas nos representam de verdade

Viver bem não é viver sem problemas, é viver com clareza sobre o que realmente importa.

Para de esperar um companheiro de novela que é só uma perfeição ensaiada e gravada,
comece a viver a real do companheiro que tens ao seu lado , que é uma imperfeição verdadeira.
🧩✨

Eu vivo e deixo viver... se eu tiver que me explicar fecho os olhos e falo com quem mais confio.
🙏🏽

NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

Na Quitanda da Vida

Na quitanda da vida,
o produto mais precioso é o viver.

E o quilombo sabe disso.

Aqui, cada experiência tem sabor,
cada memória tem raiz,
cada pessoa carrega consigo
um pedaço da história de quem veio antes.

Na banca da ancestralidade,
encontramos a sabedoria dos mais velhos,
a palavra que atravessa gerações,
o canto que guarda memórias,
o tambor que anuncia presença,
a dança que movimenta a história,
o alimento que reúne a comunidade
e a terra que sustenta nossos passos.

Aqui, nada é apenas mercadoria.

A cultura não está à venda.
A memória não está à venda.
O território não está à venda.
A identidade quilombola não está à venda.

São heranças.
São direitos.
São fundamentos de uma existência
que se recusa a desaparecer.

Na quitanda da vida,
cada geração recebe uma cesta
cheia de saberes ancestrais.

Recebe o dever de cuidar,
de preservar,
de ensinar
e também de transformar.

Porque ser quilombola
é reconhecer de onde viemos
sem perder de vista
para onde queremos caminhar.

É fazer do território
mais que um pedaço de chão:
é reconhecê-lo como casa,
memória, alimento, pertencimento
e futuro.

É olhar para nossas crianças
e dizer:

vocês são continuidade.
Vocês são presença.
Vocês são memória viva.
Vocês são o amanhã que já começa hoje.

Nossa resistência não vive somente nas grandes lutas.

Ela está na roça cultivada,
na comida compartilhada,
na roda de conversa,
na reza,
no canto,
no artesanato,
na festa,
na escola,
na juventude que permanece,
na mulher que sustenta saberes,
no mais velho que ensina
e em cada quilombola que afirma:

“Nós estamos aqui.”

Estamos aqui porque existimos.
Existimos porque resistimos.
Resistimos porque temos história.
E temos história porque nossos ancestrais
não permitiram que suas raízes fossem arrancadas.

Na quitanda da vida,
provamos as dores que herdamos,
mas também degustamos
a força que nos foi deixada.

E seguimos plantando.

Plantamos memória.
Plantamos dignidade.
Plantamos cultura.
Plantamos autonomia.
Plantamos pertencimento.

Para que aqueles que vierem depois
encontrem não apenas os frutos,
mas também a terra,
as sementes
e o direito de continuar plantando.

Porque, na quitanda da vida,
viver é o produto,
aprender é a degustação,
ancestralidade é a raiz,
território é o chão,
e a presença quilombola
é a afirmação de que nossa história
continua viva.

Viver talvez seja o mais silencioso dos fardos: suportamos a existência sem contrato de recompensa, caminhando entre perdas, desejos e ilusões, enquanto o tempo transforma tudo aquilo que amamos em lembrança.

Queria viver intensamente, seja na alegria ou na tristeza não importa a situação sentir aquilo que eu nunca senti me arrepender e depois rir mais meu medo já me impede de usufruir do prazer que é viver de ser feliz.

“Aprendo todos os dias a viver, e ainda assim sinto que não entendi. Sou feita de melancolia e de breves instantes de felicidade. Talvez te perguntes, leitor, como se vive assim. Eu diria: não vivo — espero. Espero a onda forte que me arraste ao fundo, pois é no afundar que encontro o impulso para voltar à superfície e lutar. Mas, ao retornar, sinto saudade da dor que me agoniza — e então volto à tristeza, como se nela estivesse a prova de que ainda estou viva… e, paradoxalmente, onde reconheço a minha alegria.”