Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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Me tornei um personagem das histórias que escrevo. Não como a maioria das histórias, narrativas de belos amores, mas sim, um personagem que o público desconhece. Histórias que opcionalmente nunca saíram do papel, nem da gaveta.

Inserida por MatheusHoracio

O conhecimento nos ensina o que é o erro. Sabedoria nos mostra como não reviver o mesmo. Conhecer uma situação é bem diferente de saber lidar com ela. Busque a sabedoria que só o tempo pode dar.

Inserida por MatheusHoracio

Quando se é criança, encaramos a imortalidade como um incrível super poder. Uma loucura! 50 ou 60 anos de vil insanidade, sofrimento e dúvidas já são difíceis de se levar. O homem nasceu pra ser feliz em certo período da vida, triste em outro, e inevitavelmente perecer como todas as coisas.

Inserida por MatheusHoracio

Minha felicidade passa, como um flash de câmera antiga.

Inserida por MatheusHoracio

E tudo era como as páginas de um livro escrito a lápis. Um livro imóvel, parado, recebendo chuva de poeira. Suas letras se apagando aos poucos, lentamente, até que ele não tenha significado nenhum, nem mesmo saibam que aquilo um dia foi um livro.

Inserida por MatheusHoracio

⁠A morte só é um terrível final, quando se viveu uma vida medíocre. Quando vivemos bem, é como se Deus pudesse dizer: "Ótimo espetáculo foi sua vida, mas as cortinas precisam fechar."
Ficamos com os aplausos.

Inserida por MatheusHoracio

⁠Essa manhã eu faltei no café.
Como quem falta a escola, trabalho ou um compromisso do dia.
Falta é o que mais tenho feito, aos outros um pouco menos que a mim mesmo.
As vezes me sinto fino, apagado, desaparecendo aos poucos como a fumaça de um cigarro.
Queria dizer como estou bem, como o sol na janela constantemente me alegra, como as coisas dolorosas não me afetam.
Mas sigo infelizmente muito fiel a verdade, que não me permite compactuar com tantos absurdos.
Escrevo porque quero muito, na quantidade. Escrevo porque quero tanto, na necessidade.
Para que minha existência nunca falte.

Inserida por MatheusHoracio

O Trem das Cinco e Quinze

Na Suíça, os trens são pontuais como o bater de um relógio de cuco. Foi às cinco e quinze da tarde, precisamente, que ela entrou no vagão carregando uma mala de rodinhas desengonçada e um livro sob o braço. Ele já estava lá, sentado próximo à janela, com os olhos perdidos nos Alpes que desfilavam como pinceladas brancas e cinzas. O sol de inverno, baixo e pálido, fazia o lago de Zurique cintilar à distância, como um espelho quebrado.

Ele a viu primeiro tropeçar no degrau do trem, recuperar o equilíbrio com uma risada abafada pelo cachecol vermelho. Ela se sentou diagonalmente a ele, dois assentos de distância. Entre eles, apenas o silêncio alpino e o leve rangido do trem nos trilhos. Até que, em algum momento após St. Gallen, ele perguntou, em um alemão hesitante, se ela sabia a que horas chegariam a Lucerna. Ela respondeu em inglês, com sotaque francês: "Você fala como quem decorou as frases de um manual ontem à noite". Ele riu, confessando que era brasileiro, um arquiteto em fuga de um projeto mal resolvido no Rio. Ela, por sua vez, era belga, pianista, voltando de um concerto em Viena onde havia tocado Chopin para uma plateia de casacos de pele e suspiros contidos.

No vagão-restaurante, dividiram uma garrafa de vinho branco suíço tão seco quanto o humor dela. Ele falou de linhas retas e concreto; ela, de escalas menores e metrônomo. Quando o trem atravessou um túnel, a escuridão os uniu mais do que a luz: naquele breu repentino, suas mãos se encontraram sobre a mesa de mármore, e nenhum dos dois soube dizer quem havia se movido primeiro.

Em Lucerna, desceram juntos, embora ela devesse seguir para Bruxelas e ele para Milão. Na plataforma número 3, sob o relógio que marcava sete e quarenta e três, ele lhe deu um cartão de visita rabiscado com o número de um hotel em Veneza. Ela lhe entregou uma partitura improvisada no verso de um mapa de trem, com notas que subiam e desciam como os trilhos que os haviam levado até ali. Prometeram escrever, ligar, encontrar-se na primavera. O beijo foi breve — um sopro de vapor no ar gelado —, mas suficiente para que, anos depois, ambos ainda se perguntassem se o gosto daquele momento havia sido de vinho, neve derretida ou simplesmente de *quase*.

Ele seguiu para o sul, onde o concreto de seus projetos ganharia raízes. Ela voltou ao norte, onde as teclas do piano a esperavam, frias e pacientes. Escreveram-se por um tempo, cartas que levavam semanas para cruzar a Europa, até que uma delas se perdeu no correio de Berna, e a outra, por orgulho ou cansaço, nunca foi reenviada.

Anos mais tarde, numa estação em Genebra, ele reconheceria uma melodia ao piano distante — *Nocturne op. 9 nº 2* — tocada por mãos que já não usavam anel. Sentado num banco, deixaria o trem das cinco e quinze partir sem ele, paralisado pela doce crueldade de um destino que os reunia apenas em segundas estrelas, estações erradas, e em todas as versões não vividas daquela tarde nos Alpes, onde o amor foi tão preciso quanto um horário de trem, e tão fugaz quanto o vapor de seu hálito misturando-se ao frio.

Inserida por MatheusHoracio

Com a cara do sertão
Ao sol, o trabalho dia-a-dia,
A vida como de um ermitão,
Testa marcada toda em fatias.
Insolação no rosto, calos nas mãos,
Nada de mordomias.
Garantindo, com isso, o pão:
A fome que se irradia.
Na Xerófila verde do sertão,
O solo clamando chia,
Restos em decomposição
De uma vida sem harmonia,
Exagero que não é pouco,
Semelhança em sintonia.
Terra rachada como é o rosto,
Identidade de um povo,
No sofrimento um do outro,
A real face nordestina.

Inserida por rinaldo

“A TELEMÁTICA é como um míssil teleguiado,
Municiado com DADOS de INFORMAÇÃO”

Inserida por rinaldo

⁠Ao notar que alguém te trata meramente como um produto, defina um preço tão alto que ela não consiga pagar.

Inserida por RobsonFortunato970

⁠Construir um relacionamento em meio a mentiras é como edificar um prédio sem alicerces.

Inserida por RobsonFortunato970

⁠Iniciar um relacionamento em que não há amor é como decolar uma aeronave com combustível insuficiente.

Inserida por RobsonFortunato970

⁠Sempre quis ter uma filha. Um dia sonhei com um jardim, contemplei os lírios, suas pétalas, como são belas e perfumadas. Hoje entendo, era o prenúncio que Deus me presentearia com a Suzana, que no hebraico significa pura como os lírios.Filha, você é a menina do meu jardim. Te amo!

Inserida por RobsonFortunato970

⁠Te amo sem saber como, sem data ou hora marcada. é como se fosse um sentimento extraordinário. 😍

Inserida por Euamomaisdoqueofim

A comparação com um só ponto de apoio não pode ser levada como panorama.

Inserida por ben_collins

A mesma melodia que um dia soou como promessa,
depois reaparece em outro palco, com outro rosto,
como se sentimento fosse só refrão que encaixa em qualquer boca.

Inserida por alexsandro_braga

⁠Parem de exigir como um dos requisitos a candidatura a vaga de emprego “Inglês fluente”.

Inserida por Crismildo_Monteiro

A santidade não pode ser fragmentada. Assim como você rejeitaria um copo d’água com uma gota do Rio Tietê, Deus também poderia rejeitar uma vida que já conhece a verdade e ainda assim está contaminada e dividida entre o certo e o errado.

Inserida por RodrigoLago

⁠Em um mundo de dores, há falta de Amor. Como em discussões abusivas, há incapacidade de ouvi-lo.

Inserida por Fortini