Voar como um Passaro Ate seu Coracao
Esse sentimento arde como o fogo vermelho, machuca como um ferimento que acabou de ser molhado pela primeira vez.
Conhecimento é como abrir um caminho no meio do capim, na medida que as pessoas vão passando ele vai se tornando cada vez maior.
Deus, como um Pai, se compadece quando falhamos, mas tem muito prazer na nossa Obediência!!!
Pensemos bem nisso antes de Agir!!!
Você não é burro. Apenas se acostumou demais com a ignorância. Sua mente é como um céu encoberto: a luz existe, mas você não move um dedo para afastar as nuvens.
Superar você é morrer um pouco em vida a cada dia, devagar, como quem se afoga e ninguém estende a mão.
É gritar no vazio, rasgar a garganta, mas só ouvir o próprio eco sufocado.
É acordar todos os dias com o peso de uma ausência que esmaga o meu peito, queima a minha alma e arranca qualquer vontade de continuar.
E é cruel saber que, por mais que doa, ninguém pode dividir essa dor comigo — ela é só minha, íntima, insuportável.
Responsabilização
Nos momentos em que as coisas não saem como planejado,
Podemos procurar um culpado ou vários...
Podemos olhar a situação com a lente da responsabilização e investigação
nos perguntando por exemplo:
O que eu poderia ter feito de diferente?
Posso alterar ou transformar os fatores externos?
Que novas possibilidades eu tenho?
O que é possível fazer hoje?
Fazer perguntas pode não significar encontrar todas as respostas
Mas, com certeza mostra um caminho de mudanças.
Esses seus olhos castanhos
Como luas de caramelo,
Que fazem piruetas no meu céu.
Tal qual um caleidoscópio,
rodopiando na minha mente
Como fogos de artifício.
Ah essa saudade que explode
E me rasga o peito como cor viva.
Marginal
Às margens profundas do meu ser, vagueio como um rio agitado sem leito. As palavras, como pesadas pedras, afundam no abissal silêncio impenetrável.
As pobres almas que toquei, como folhas secas outonais, desprendem-se e voam para longe. Desaparecem na bruma do cruel tempo.
Ó rio, sem rumo, sem destino, és espelho da minha própria existência.
Rio sou. E fluí.
Leva-me para além.
Que eu seja a folha seca que flutua em tuas correntezas, que se despede, e que o tempo, implacável, me leve para a outra margem.
Como ateu que sou, sempre tentei entender a divindade em si. Como pode um mundo tão violento e tão injusto? Se eu fosse deus faria melhor? Como agiria?
No começo, quando jovem, eu achava que agiria como um super-herói. Apanharia quem causasse mal e o destruiria, sem piedade. Seria um justiceiro supremo.
Mas com o tempo, cheguei à conclusão de que violência talvez não fosse a resposta para um mundo melhor. Como alguém que carrega a maior sabedoria do universo pode se curvar à esse tipo de violência? Mesmo que seja pra fazer o bem? Então mudei de ideia: cheguei à conclusão de que simplesmente desintegraria os malfeitores, sem dor, sem sofrimento, só tiraria eles do caminho. Seria mais limpo, mais “justo”, mais pacífico. Dessa forma o mundo seria mais feliz.
Mas daí veio o dilema:
Quem sou eu – apesar de minha divindade - pra decidir quem é bom e quem é mau? Mesmo com todos os meus poderes divinos, teria eu esse direito?
E se não sou capaz de julgar com justiça, não importa o quão divino eu seja, então que tipo de poder é esse no fim das contas?
Depois de muito tempo ruminando essa ideia, encontrei uma solução para o dilema:
Se fosse um deus, eu não puniria, eu ajudaria. Assim passei a admirar e flertar com o poder de cura ao invés do poder da destruição, que tanto admirei. Deixaria os maus à própria sorte. Curaria os doentes, salvaria as crianças, daria outra chance aos que morreram cedo demais — se é que a morte pode mesmo ser “curada”.
Mas aí veio outra pergunta inevitável:
Quem merece ser curado? Todos? Só alguns? Ninguém morreria mais? Isso quebraria o equilíbrio do mundo?
E então veio a última tentativa de solução:
Curaria só as crianças. Afinal, que criança merece morrer? Nenhuma.
Daí outro questionamento surgiu: a partir de que idade as pessoas passariam a "merecer" a morte? Quem decide isso?
Hoje, velho que sou, percebo que se eu fosse Deus, a decisão mais justa seria essa:
dar a vida e me afastar.
Não interferir.
Deixar que cada um trilhe seu próprio caminho, com suas próprias escolhas.
Não porque eu não me importaria, mas porque interferir seria injusto.
E talvez, se existe algo lá em cima, esse “algo” já tenha entendido isso há muito tempo.
Talvez seja por isso que os deuses, se existirem, estão em silêncio.
Porque estão muito além de tudo isso que chamamos de “vida”. De tudo aquilo que chamamos de compreensão.
Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.
Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.
O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.
Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.
Teus olhos buscam resposta em meu olhar,
Mas sinto uma sombra entre nós a pairar.
É como se um muro invisível nos separasse,
E a dúvida no ar, como um peso, permanecesse.
Meu coração é sincero, transborda amor puro,
Mas percebo em ti um receio obscuro.
Teu silêncio grita coisas que não consigo entender,
E isso me machuca, me faz sofrer.
Quero construir um caminho onde possamos andar,
Onde a confiança floresça e possa nos guiar.
Não quero ser um mistério ou fonte de dor,
Desejo ser o porto seguro do teu amor.
Vamos juntos desbravar essa insegurança,
Deixar para trás o medo e abraçar a esperança.
Porque ao seu lado, quero apenas ser o melhor,
E mostrar que em meu peito só há espaço para amor.
É inquietante notar como muitas pessoas estão desconectadas da realidade, habitando um universo de ilusão sem conseguir entender os eventos que ocorrem ao seu redor.
Em um mundo de pessoas fake news, quando alguém é de verdade é visto como insano. A inversão de valores é o fracasso da construção da identidade subjetiva do ego.
Hoje me habita um sentimento profundo, como se algo grandioso estivesse prestes a nascer — algo capaz de renovar minha alma... ainda que floresça apenas dentro de mim.
Assim como Vincent van Gogh foi um amante da arte, eu também sou não apenas dos quadros que retratam uma mistura melancólica de sentimentos, mas também daquelas poesias que tocam a alma. Os quadros e as poesias têm sempre algo em comum: são a expressão de um sentimento mútuo, muitas vezes guardado dentro de nós, que se extravasa através de uma pintura, que pode ter mil significados, mas apenas um sentimento.
Axioma:
É como a dialética
A busca pela verdade
Um axioma qualquer
A busca pelo um argumento
Precisa ser encontrada
Para depois ela não ser desperdiçada
Ele está muito triste para contar a verdade...
Eu vejo alguns escritores falarem de bens materiais como se tê-los fosse um crime, fosse feio, indigno ou proibido para quem quer ser feliz de verdade. Mas a realidade é que é o dinheiro que nos proporciona conforto, segurança e dignidade. Sem falar que ainda é ele que nos permite auxiliar quem por algum motivo sente na pele a sua escassez. É o dinheiro que nos possibilita ajudar quem perde tudo em catástrofes ambientes, casas de repouso, creches, orfanatos, ONGs que cuidam de animais abandonados. É com dinheiro que se constrói escolas. É a escola que constrói conhecimento e com raras exceções só com conhecimento é possível mudar a vida e o futuro de nossas crianças. É o dinheiro que financia pesquisas na área da medicina, do meio ambiente, da pecuária e da agricultura. Ainda é o dinheiro que traz uma vida com menos dor para milhões de pessoas que possuem doenças raras. Sem dinheiro seria impossível dar assistência pré-natal, pediátrica, creche para pais que precisam trabalhar colocarem suas crianças. Sem dinheiro todo sistema de vacinas estaria comprometido e muitas crianças jamais chegariam a idade adulta. É o ideal? Não! Ainda falta muito para que a maioria da população viva com a dignidade que merece. Mas a minha esperança em dias melhores não morre. Então, não venha demonizar o dinheiro e insinuar que as pessoas só serão felizes sem ele porque isso é a mentira mais deslavada que conheço. Sem as mínimas condições de sobrevivência ninguém pode ser feliz. Sem as condições básicas de moradia, transporte, saúde, alimentação e principalmente educação ninguém pode ser feliz. Nenhum pai que vê a comida faltar na mesa do filho pode ser feliz. Nenhum pai que vê o filho morrer sem assistência médica pode ser feliz. O dinheiro compra tudo? Não compra, mas todas as pessoas deveriam ter o mínimo que lhes permita uma vida digna. Dizer que dinheiro não traz felicidade é a forma mais feia que há de justificar a distribição desigual de renda que temos. Eu diria que é possível ser feliz com uma condição financeira modesta, mas sem as mínimas condições de sobrevivência ninguém pode ser feliz.
Discutir com um tolo é como segurar o caule de uma bela rosa cheia de espinhos. Por mais que você use as melhores palavras e argumentos, sempre sairá ferido.
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