Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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Tudo tem o seu tempo: não podes produzir uma criança num mês, por engravidares nove mulheres.

Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.

Os moços são tão solícitos sobre o seu vestuário, quanto os velhos são negligentes: aqueles atendem mais à moda e à elegância, estes à sua comodidade.

Se a filosofia deve ser útil aos homens, deve fazer do homem o seu fulcro.

Vós combateis e destruís todos os erros - mas que pondes em seu lugar ?.

Louvemos a quem nos louva para abonarmos o seu testemunho.

Eis a natureza que te convida e te ama; mergulha no seu seio que ela constantemente te oferece.

Os homens conseguem diplomas e perdem o seu instinto.

A mente jungida aos sentidos vê romper-se o seu leme da sabedoria, tal qual uma nau na tormenta deriva para o naufrágio e morte.

Coruja na cumeeira
arrepia no seu canto -
a viúva reza.

Recanto úmido.
A pedra
e seu delicado capote verde.

É preciso realmente que o homem morra para que outros, e ele mesmo, possam apurar o seu justo valor.

o velho com gosto
chupa a mosquinha
que poisa em seu rosto

Abre o camponês
sulcos de arado na terra:
no seu rosto rugas.

sobre seu carro rangente
o obus bem alto, sem pressa
passou acima de nós

velho caminho
sol estende seu tapete de luz
passos de passarinho

Prezamos e avaliamos a vida muito mais no seu extremo que no seu começo.

Os jovens usam muitas vezes no espírito uma peruca, mas feita do seu próprio cabelo.

uma pétala caída
que torna a seu ramo
ah! é uma borboleta

Nossas mentes são imaginárias. Elas são feitas de verdadeiras quedas de água, de onde só transitam nossos anseios, tanto de alegrias, como de tristezas... Corre, como um rio, que desce pelas cordilheiras, lavando as pedras. Assim, elas estão com seus umbrais sempre enfeitados, com rosas, que, agarradas às paredes, dão a volta na porta, enfeitando-a... Tal qual o rio, a nossa imaginativa voa longe, como se tivéssemos um barco a navegar em nossas águas serenas... Ali, como um rio calmo, vai correndo a paz, diante dos raios de sol, que refletem em nós... Dentro, da nossa inventiva, há toda a beleza do mundo... Ali, o nosso barco navega em águas tranquilas.. Os ventos ateiam uma suave brisa, acalentando as sombras de amarguras, que poderão aparecer, vez ou outra... Quando a vaga tormentosa, desse mundo nos aturdir, não nos importaremos, pois estaremos descendo rio abaixo, sempre a favor do vento... Em certas curvas, que o rio faz, parece-nos que estamos em um labirinto, onde os sentimentos se perdem, mas, logo adiante, se encontram, para abarcarem a nossa ventura, sempre decaindo rio abaixo, atrás das alegrias, que a vida nos oferece...
Quando paramos o igarité, deparamo-nos com avenidas coloridas, onde, ali, moram as alacridades e os regozijos... Nessas alamedas, encontramo-nos com nós mesmos, em meio às flores, que brotaram de tubérculos, que estavam intumescidos, onde o céu é bem azul e nós passamos o tempo todo cantando as nossas prosperidades..., assim, como o rio, que canta, quando desce as serras, batendo em suas pedras... Dentro de nossa essência, ali, prendemos todas as nossas satisfações... Porque o rio é assim, corre desde o alto das montanhas, até o vale da ribeira, até desembocar no mar... É esse mar, que nos traz veloz a nossa serenidade... Ali, não há dor, somente amor... Esse rio sabe ser doce como mel... Ele é feito de esperas, é um botão, que floriu em plena primavera... Pequeno grande rio, que sabe espalhar encanto, por suas águas abrandas, distribuindo afagos, com os raios derramados pelo sol do amanhecer...

Inserida por MarilinaBaccarat