Voar como Águia
Me lembro como era divertido contar passos, andar me equilibrando sobre o meio fio, ficava ali equilibrada, passo após passa, 1 -2 -3 e ia adiante... Hoje não mais ando equilibrada e nem tão pouco conto os passos, hoje quero mesmo é andar livre, andar solta, sem numerações, as vezes até sem pensamentos, só andar, seguir em frente.
A pureza e a simplicidade de ser o melhor que posso, me motiva à fé e a evolução. Alegre vivo como eu amo.
Somos esperançosos por felicidade. Como podemos alcançar isso se na verdade somos frágeis e não conseguimos buscar a sabedoria? Uma parte do cérebro, o reptiliano, que é falastrão, impulsivo e primitivo, operando em sincronia com o já estressado fígado, contribui para colocar a razão de lado e agirmos pela emoção, pela nossa inquietude rebelde, egoísta e ostentativa e imperativa! Junta tudo isso num caldeirão e o vapor resultante desta fervura, eleva para o ar que respiramos uma exalante contaminação cruzada - claro que é uma metáfora, mas vivemos nessa “poluição” ancorados na moda, no efeito manada, nas distrações improdutivas da era digital, na polarização. Vivemos um paradoxo nos dias atuais, mas os primitivos da era das cavernas se uniam para caçar o mamute em prol da sobrevivência e estabeleceram comunidades. Hoje as pessoas vivem um fla flu muito inferior aos seres primitivos, vivemos o mundo da lacração e o ser humano tem esquecido de ser, humano! Como as pessoas podem falar em felicidade, buscá-la, se elas não estão felizes com elas mesmas, não respeitam as opiniões alheias? Lamentavelmente o ser humano que se julga civilizado, caminha para a involução espiritual: querem um Smartphone de última geração um automóvel milionário, querem agora viajar para planetas estéreis e não olham para o distanciamento espiritual que sabe-se lá onde isso vai dar. Admiro o modo de viver dos aborígenes, dos indígenas, das comunidades africanas, dos monges, pois independente de onde estejam ou como vivem, sabem viver em harmonia com a natureza, com suas crenças, costumes e simplicidade, enquanto que nós desta “dita”. civilização que usa talheres, escova os dentes e é alfabetizada, trabalha incansavelmente para se destruir espiritualmente a si mesmos e aos outros. Falar em buscar a felicidade nesse ambiente hostil e degradante é mera utopia, ou talvez um último suspiro da sensatez humana incubada em cada um.
"A vida é como essa arte coletiva, cada pessoa contribui com sua personalidade, experiência, todas são importantes para existência da obra".
Como descobri ser uma artista nata? Não sei. Os sentimentos e atitudes descorreram-se naturalmente, era algo notório por familiares e amigos, com o passar dos anos, foi então que descobri, que essa característica me acompanhava, decidi me profissionalizar, ou seja, ser perito.
Sejas como as raízes de uma árvore, cresça escondido, silenciosamente e forte.
Quando vierem os ventos continuarás firme, as folhas não cairão e no tempo oportuno darás bons frutos.
Apesar de todos se referirem ao silêncio como sábio eu o considero como arma do covarde, pois nele se esconde para por falta de defesa. "O silencio deve ser usado com sabedoria". Sob sua face oculta esconde-se a crueza da falta de sensibilidade a dor alheia.
Não brigue com Deus, há propósito e viés. A hora certa virá,
como o caçador e a presa ao revés.
Elogie, corrija com carinho e maestria,
valorize quem está ao seu lado,
com amor e harmonia.
Livro: O respiro da inspiração
Ninguém se molda ao nosso querer.
Cada qual único, como um nascer do sol.
Mesmo gêmeos têm suas singularidades.
Na diversidade, reside a humanidade.
Livro: O respiro da inspiração
Queremos impor, moldar os outros,
como se todos fôssemos cópias.
Mas como dançarinos em ritmos soltos, cada qual é único em suas próprias tropas.
Livro: O respiro da inspiração
A jornada dos idosos é um caminhar
estreito como um funil, é um fato.
Perdem parentes, amigos, laços a abraçar, enquanto os jovens menos atenção vão dedicar.
Livro: O respiro da inspiração
Dedicação, esforço, cooperação de todos os lados, superam desafios, como bravos soldados. Objetivos alcançados, com união verdadeira, vitória compartilhada, a mais doce sincera. Simplicidade, humildade, resiliência: trilha certeira.
Livro: O Respiro da Inspiração
Comunicar é vital, seja como for, sem parar. Sem ela, só restam problemas a espreitar. Diálogo essencial em cada situação a guiar.
Aparando arestas, esclarecendo dúvidas, a acalmar.
Livro: O Respiro da Inspiração
Como foguete em ascensão,
siga com determinação.
Ao atingir o ápice, solte o turbo, sem hesitação. Pois é na liberação do peso
que a meta se faz alcançar.
deixando o passado para trás.
Livro: O Respiro da Inspiração
Vejo o escritor como um semeador,
plantando ideias no vasto labor.
No solo da existência, fértil e profundo,
crescem os frutos do entendimento fecundo.
Livro: O Respiro da Inspiração
Escolha a honestidade como guia,
o caráter como norte, viva de forma que teu nome seja um escudo. Se alguém difamar, que seja em vão seu aporte, pois a verdade é o legado que nos conduz pelo mundo. Não há necessidade de inventar ou disfarçar. Quem vive com ética tem seu próprio altar.
Livro: O Respiro da Inspiração
Tudo muda
A paisagem urbana muda, tudo muda. Passando de carro como passageiro por lugares que não passava há muito tempo , fiquei assustado com tantas mudanças: prédios e casas que foram demolidos, negócios fechados, o local à venda ou para alugar, ou um outro tipo de negócio substituiu o anterior, que já havia um dia sido um estabelecido ali por muito tempo. Me pergunto: o que aconteceu com os proprietários tradicionais, seus funcionários, onde estão? O que fazem? Estão vivos? Essa é uma pergunta sem resposta.
Por isso, cheguei a uma conclusão muito óbvia: nada aqui é para sempre! Por isso, valorize seu lar, seu trabalho, seus colegas, pessoas queridas e agradeça ou diga que as ama, pois assim como as coisas mudam na rua, avenidas e alamedas, tudo pode mudar em sua vida. Nao terei a oportunidade de voltar ao antigo estabelecimento do português Fernando para saborear seu famoso café, pois seu estabelecimento já não existe mais e ele (seu Fernando) já se foi.
Sou como a chuva, que desce pelas montanhas mais altas, que entranha pelas encostas em direção aos vales;
Sou como o pequeno riacho, que corre pelos caminhos mais profundos;
Sou como a força impetuosa das correntes, que desce para encontrar o mar.
