Voar
Seu ar como uma brisa me envolve trás no seu sopro o perfume suave que de ti emana
Eu a voar levado por suas asas por ti sou capturado e preso me faço seu Prisioneiro
Este que sou um sentenciado ao seu perpétuo
Amor...
A borboleta não lamenta o fim da lagarta — ela entende que para voar é preciso deixar a antiga pele no chão da história.
Dor é como pássaro: depois que fez ninho em nós ela pode até voar pra longe e ficar um longo tempo sem aparecer, mas vira e mexe volta. A gente só sabe que se curou, quando ela volta, revoa nossos pensamentos, mas não dói mais.
Dói a cabeça
de tanto pensar
minha vida com você
só sabe voar
Voa passarinho
e não pense em pousar
Penso em você
não quero que vá
Penso tanto que me faz planar
acompanhando você
em pleno ar
Necessito de espaço pra voar
Mas o céu da sua boca é curto e baixo
Quando abro as asas não me encaixo
Se as fecho me sinto incomodar
Necessário me é se libertar
Do teu riso que é falso paraíso
Articulo um lance de improviso
Pra traçar uma nova trajetória
Vou pedir liberdade provisória
Dessas grades que têm no teu sorriso.
Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Maurílio Sampaio
Se eu te mostrasse como é a vida do lado de fora do casulo, você com certeza teria medo de voar. Nesse mundo cruel onde você está em seu ninho e é derrubado por uma ave qualquer que nem se liga pra quem você é; me diga se enfrentaria esse mundo para viver comigo e por mim? Faça essa demonstração de amor quando quiser, mas faça rápido o tempo está passando e ele não irá nos esperar..
Sinto Ciúme -
Sinto ciúme
das negras nuvens a passar
das gaivotas a voar
dos corações dos amantes
e das ondas do mar ...
Sinto ciúme
da noite que chega
da morte que nos leva
da Vida que nos beija
dos lagos, dos prados e da erva ...
Sinto ciúme
do nevoeiro que nos cobre
do dia que amanhece
da Terra que sepulta
da minh'Alma que perece ...
Sinto ciúme! Eterno ciúme!
Pena negra na aza alvissima do Amor,
olhos cegos, sem cor,
corpo frio, sem calor!
Sinto ciúme - ciúme de ti
- meu amor!
- meu Amor!
Cantam os pássaros nos beirais
Ansiando a asa que os faz voar
E no cantico das folhas da velha árvore
Adormece a terra na canícula da tarde
Cheira a alecrim do monte e a jasmim
A alfazema enamorada da rosa de alexandria
Embebeda-se dos seus exóticos aromas
No banco de madeira envelhecido pelo tempo
Solitário e pensativo
Sofre o poeta na incessante busca dos seus ideais
Sede que lhe seca as veias
Lhe aperta a garganta ...
E chora lágrimas apertadas junto ao peito
A calma e o silencio são tormenta
Solta-se o grito de alma e em convulsão escreve a vida incompreendida do poeta
Amar é como saber voar ou como se respira. Quando está longe dela, pode sentir o frio na barriga. Sente o gosto. E quando estão juntos, é como… é impossível pensar, por um segundo, que alguém esteja se divertindo tanto no mundo.
Voar Errado -
Há no desespero um não sei quê de glorioso!
Algo que me intriga, eleva, dinamiza ...
Há na solidão um não sei quê de atencioso
que me envolve, adormece, sintetiza ...
Há na Alma um não sei quê de precioso!
Uma Vida de viagem mundo fora
que nos leva. Leva onde?! Onde leva?! Turva agora,
água limpa, triste ser, silencioso ...
Eterna solidão d'um Poeta intemporal,
capaz de amar, amando a negritude,
escrevendo versos em seu próprio corporal!
Meu linho, meu tecido, meu brocado,
minha capa, meu sudário, eterna juventude,
cega, possuída, asa quebrada, voar errado ...
