Vivi
Eu insisto!
Eu insisto em falar de uma história diferente da que vivi, eu teimo em apontar caminhos mais floridos que os que percorri. Eu persisto na existência de um tempo mais ameno, de uma vida mais serena. Eu continuo acreditando que amar pode valer. Não a pena, pois não há pena em amar. Mas que amar vale a vida e que na vida o que vale é amar. Eu ainda digo ao caminheiro que há desvios e atalhos, mesmo que não os tenha encontrado. E sigo sonhando que se pode acreditar. Acreditar nas pessoas, em abraços de irmãos, em apertos de mãos. Eu me pego a esperar sem fim que venham dias que tragam de volta o gosto do primeiro amor. Eu anseio por ventos que tragam as boas novas, para quem perdeu de vista a esperança e que venham também de carona em suas asas, a inocência, e a delicadeza para quem perdeu a essência. E quer acreditem ou não, eu posso jurar que tudo pode ser diferente quando se quer mudar e que o barco chegará ao porto desejado sob bonança ou tempestade. Eu sonho com esse tempo, um tempo que celebre encontros e mande embora a despedida. Mesmo que não chegue a alcançá-lo. Que ele venha bem depressa e que passe assim, devagar, devagar. E que, ao passar, deixe lembranças que valham recordar. E que se acaso ele não me encontre mais, mas que seja o tempo de outros, presente da vida a quem soube esperar! Eu insisto e persisto em desejar!
Sou um pouco do que vivi,
um pouco do que percebo,
um pouco do que sonho,
um pouco do que esqueci,
um pouco do que conheço!
"E eu sempre vivi assim
Mantendo uma distância confortável
E até agora eu jurei pra mim mesma
Que eu era feliz com a solidão
Porque nada disso nunca valeu o risco"
De mil frases que escrevi, de poucas já lembrei. De outras vidas que vivi, outrora lhe recordei, de você meu amor, senti os primeiros beijos que lhe dei.
Já é hora, não é hora? De sentir aquele apelo adocicado de te contemplar.
Já é hora, não é hora? De falar seus idiomas, de te falar versos bem baixinhos com o medo de você não retornar, com seu calento e ternura que só você poderia me dar.
De tudo o que já lhe disse, será a hora de recordar? O amor acordado que bate as horas sem falar.
Sou fiel a mim, porque não o sei ser. Com mais ninguém sou tudo o que vivi, mas sem ti não sou ninguém.
Sinto saudades de tudo o que nem vivi a seu lado, sinto inveja do tempo que eu não existi em sua vida!
Sinto por saber porque complicamos tanto?
Re Pinheiro
F.S.
Vivi alguns anos e fiz muitas coisas.
Algumas julgo que foram certas, outras nem tanto.
Quem não erra, nesse mundo cheio de ilusões?
amei, fui amada, deixei de amar, deixei de ser amada.
Tornei-me preguiçosa para o amor.
Dá trabalho! Tem que cuidar, cercar, olhar se não está dando mofo ou coisa pior.
É engraçado!
Todos os poetas e românticos cantam o amor.
É ele louvado de todas as maneiras.
Par cientistas não passa de substância liberada pelo cérebro que nos faz sentir bobos.
Para os religiosos é obrigação para ganhar o céu.
Filósofos também têm suas teorias.
E eu?
Não falo de amor aos filhos, pais ou amigos, nem mesmo do amor ao próximo que Jesus ensinou.
Falo do amor que nos leva até as nuvens e faz com que brilhem nossos olhos, mãos e pernas tremam e o coração coitado, só falta parar.
Falo do amor que é sol, luz, ar água e fogo, alimento para a vida, para a alma.
Aquele amor que quando chega faz as luzes brilharem mais forte, o tempo parar( ou correr, não se sabe)
O amor enfim se fazer presente, paupável.
Esse amor não precisa ser tocado. As almas não tem essa necessidade.
A simples presença, o pensamento faz tudo ser real, eterno e imortal.
Eu não sou quem eu queria ser.
Não vivi os amores que a vida me deu.
Me afundei em meu eu.
Sofri desabores ao me ver assim.
Incompleta,de mim.
Não me formei na profissão que meus pais escolheram para mim.
Nunca fui amada até o fim.
Nunca tive um filho.
Nunca casei,não andei de bicicleta e nem muito menos escrevi um livro.
Já me apaixonei por pessoas que nunca me notaram.
E já me amei quem nunca me amou.
Mas a vida me provou.
Que muitos me desejaram.
Mero desejo, que não me supri em nada.
Desejo me deixa degolada,ensanguentada eu preciso é de amor.
Chorei muitas vezes somente para sentir um carinho do rosto.
Eu não uso disfarçe.
Esta é minha vida,este é meu fardo.
Este é o fardo amarrado em minhas costas.
A única parte em mim que bilha,até cega.
Faço crianças sorrir;
Tenho mãos carinhosas,e abraços longos.
Mas alguém;
Alguém me ajuda a sair desta armargura.
Porfavor alguém tira minha armadura, que visto como roupa.
Para que ao menos eu me carregue sem peso.
Leve também meu escudo para que eu não tenha que me defender das pedras.
Para que as pedras cheguem até mim como ondas em rebentação.
Em fúria para que eu dispa meu ser exausto e cansado.
Hoje estou no controle porque quero estar. Eu tenho meus dedos no interruptor, mas vivi uma vida inteira ignorando o controle que tenho sobre meu próprio mundo. Hoje é diferente.
Saudades daquele tempo que eu não vivi, quando os homens se cumprimentavam por educação e as mulheres usavam lindos chapéus com penas de pavão. Saudades daquele tempo quando os avós contavam histórias pros netos e passear no parque era diversão. Bom foi o tempo em que a família era patriarcal e se casava pra ficar casado. Tempo que havia respeito, cavalheirismo, romantismo e até amor, não apenas paixão. Saudades das cartas escritas à mão, daquela luz no lampião, das frias noites de solidão. Naquele tempo as amizades eram preservadas e o sobrenome valorizado. Naquela época, nem faltava tanto pão... cada um tinha um pezinho de limão. *-*
Vez em quando eu sinto uma saudade estranha de algo que não tive, algo que não vivi, mas é como se tivesse vivido. No fundo mesmo, acho eu, que isso acontece porque em algum canto do planeta tem alguém pensando do mesmo jeito. É como se um coração estivesse mandando recado pro outro: Me espera que eu tô chegando.
Ricardo F.
Eu vim falar do que eu perdi
Que eu já chorei, do que eu vivi
Porque eu amei, me entreguei
E quantas vezes eu sorri
Eu vim contar pro seu coração
Que eu já provei da desilusão
De um amor...
Nadadeiras
Não se preocupe comigo.
Eu estou bem.
Depois dos naufrágios que eu vivi, os meu pés atrás já viraram nadadeiras.
Você aprende uma coisa depois de ter vivido tanto quanto eu vivi: as pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. Neste momento, eu estou feliz por estar na luz.
Tenho um pé atrás com pessoas que estão sempre de bem com a vida. Já vivi o suficiente para saber quando alguém está querendo enganar a si mesmo enchendo as frases com adjetivos exagerados e excessivos pontos de exclamação. Conheço artistas que perderam o brilho nos olhos depois de anos se obrigando a achar tudo legal, dando tapinhas nas costas de cada colega, paparicando cada fã. São gente finíssima, fina camada, verniz superficial sob o qual já não existem.
O outro pé também tenho atrás: com pessoas que estão sempre de mal com a vida. Já vivi o suficiente para saber que o fim do mundo não pode ser todo dia. Profissionais do máu humor apocalíptico não me convencem. Conheço artistas que perderam o brilho no olho depois de anos se obrigando a odiar tudo, dando punhaladas nas costas de cada colega e virando a cara para cada fã. Grosserias, sob grossa camada de gelo, estes caras já não existem.
A virtude está no meio termo. Mas o meio termo a gente nunca sabe onde é, né? E William Blake disse que "o caminho do excesso leva ao castelo da sabedoria"! Ah, aforismos são o band-aid do pensamento: só servem para cortes superficiais. Ih, acabei de criar outro aforismo, né?
Encerro o meu dia agradecendo a Deus pelos livramentos e por tudo que vivi. Que a noite seja um descanso para a nova etapa que será iniciada com o despertar do novo dia. Que seja de paz, descanso físico, mental e esperanças se renovando em nossos corações.
Boa Noite!
"Eu vivi minha vida o melhor que pude, sem saber seu propósito, mas puxada para a frente como uma mariposa para uma lua distante; e aqui, finalmente, descubro uma verdade estranha. Que sou apenas um condutor, para uma mensagem que escapa da minha compreensão."
