Vivi
"Até aqui metade que eu vivi. Metade da minha sorte. Metade da minha morte. Metade dos meus sorrisos. Metade do que não presta. Metade do que me resta. Pra conseguir mais um tanto. Metade de todo pranto. Já escorreu por aí. Já inundou muito sertão. E metade da minha seca. Já rachou. E já partiu meu coração. Metade ainda não. Falta metade de esperança. Metade de alegria. Metade inda é criança. Metade eu nem diria. Não interessa onde é o fim. Mas que a metade que falta seja inteira pra mim."
Todas as histórias que vivi fazem-me quem sou hoje, mas insistir somente nas negativas é superficializar minha experiência e negligenciar as muitas outras que formaram-me.
A história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem uma história tornar-se a única história. A consequência de uma única história é essa: ela rouba das pessoas sua dignidade, dificultando o reconhecimento de nossa humanidade compartilhada, enfatizando como nós somos diferentes, ao invés de como somos semelhantes.(...)
Quando rejeitamos a única história, e percebemos que nunca há uma única história sobre lugar nenhum, nós reconquistamos um tipo de paraíso.
Eu vivi mil vidas. Eu vi a queda da primaveril, participei da Seleção, fui ao casamento da Bella, vi a vida se esvair do meu grande amor, fui prisioneira com meu coração de fogo. Voltei duzentos anos no passado por amor, eu morri com as treze, renasci pelo caldeirão, enviei carta aos mortos e vi o lado feio do amor. Senti até a última página, sobrevivi a guerra, fui andarilha de mundos e sonhei com as estrelas. Eu não apenas li, eu fui salva, eu vivi.
Quando eu me for deste mundo levarei comigo!!!
O sonho de amor que não vivi...
O sorriso esperado que não vi...
A vontade do abraço que não recebi...
O desejo do carinho que não senti...
O silêncio das palavras que não falei...
O beijo de amor que não roubei...
Mas acima de tudo!!!!
A saudade das pessoas que amei!!!!!
Vivi, sorri, chorei, ah como chorei, entre choros calados e lágrimas ao chão, contemplei a solidão e nela vi uma companheira.
Vivi em um mundo de morte. Vi pessoas que amava morrerem. Algunsr rápido com uma bala, outros que não sobraram o suficiente para enterrar. Todos esses anos guardei os meus segredos, mas chegou a hora de enfrentar meu passado. E se vierem me procurar, eles receberão a morte.
Eu já cansei de viver o que eu vivi
Eu já cansei de chorar o que eu não vi
Eu já cansei de viver o que eu não vi
Eu já cansei de chorar o que eu vivi
Eu já cansei
Amo esta ideia,
a ideia de sonhar.
Pois muito já vivi,
em muitas já sofri
e a realidade de nada acrescentou
Só tive decepções,
frações de ilusão
e no final acabei
sem a chance de mudar
pois muito acreditei
e no fim desacreditei.
e fugi para não assumir
a falha de não sonhar.
Já tive muita Pressa ...
Já corri demais contra o tempo .
Já vivi num vagar de solidão,
de saudades e falsos apegos .
Numa espera
e ânsia inútil em busca
d'um cais de Amor e de alento .
Hoje ?...
Hoje mais Não ...
Tenho vivido a cada segundo
com meu coração à deriva ...
Navegando livre
leve
e solta pelo vento !
Depois que comecei
a deixar o tempo e Deus me velejar ...
Sinto-me feito um barquinho no mar
Que vai e vem em suas ondas
Mas nunca deixa
d'um Novo horizonte acreditar .
Hoje sei
o que é no Mar da Vida Navegar .
E o que tiver de ser ...
Ahh... Sei que Será !
Uma coisa posso lhe dizer mesmo com as decepções que vivi, mesmo quebrando a cara ou até me machucando pra valer. Posso lhe falar, o amor vale a pena!
“E o meu amor era inevitável diante de tudo o que passei, do que vivi, por que sei que tudo o que senti foi verdadeiro, assim como sei que o que sentimos um pelo outro foi reciproco, por isso foi inesquecível.”
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!
(Do livro Creio, mas Tenho Dúvidas, Editora Ultimato, página 107)
Eu nasci personagem
Vivo vidas que não vivi.
Não sou eu que crio histórias,
As histórias vêm até mim.
Queria eu da minha vila
Escrever o dia inteiro
Passaria todo o dia
Ouvindo o mar falar do veleiro
Mas junto da vida vem o mundo
E esse, poeta imundo
Trabalha em me impedir
Ergue um moro bem na costa
E me limita a existir.
Já vivi demais a viver de aparência ou me importar com o que pensam. O que penso é o que importa e me expressar é o que me liberta.
