Vivi

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Não é que eu estou ficando velho, é que eu vivi a melhor época da música. Quem conhece o poder de uma canção romântica sabe que o amor de verdade não precisa de batidão, precisa de alma.

Durante muito tempo, eu vivi convencido de que o amor era apenas um roteiro bem escrito em contos de fadas. Olhava ao redor e sentia que aquela magia era um privilégio reservado para outras pessoas, mas nunca para mim. Para ser honesto, eu sentia que o amor estava conspirando contra os meus planos; era o que parecia a cada tropeço, a cada porta fechada. A desilusão assombrava todos os meus sonhos, como uma névoa que não me deixava ver um palmo à frente.
​Eu acreditava que o afeto era uma conta que não fechava: quanto mais eu dava, menos eu recebia. Cheguei a questionar: de que adianta tentar? Afinal, parecia que tudo o que eu ganhava era dor. Eu buscava por raios de sol, mas o destino insistia em me enviar chuva.
​E então, eu vi o seu rosto.
​Foi como se o mundo ganhasse cor de repente. Agora eu acredito. Não sobrou nenhum traço de dúvida em minha mente: o que sinto é real, é sólido, é o que me mantém de pé. Estou apaixonado de um jeito que não aceita volta. Olho para você e entendo que não conseguiria te deixar mesmo que tentasse, porque você é a prova viva de que a felicidade não mora apenas nos livros, mas bem aqui, na minha frente.

Eu tenho saudades de mim em uma história que não vivi, mas que sonhei uma vida toda.

Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.

E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.

A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.

E Mãe Brinca?


Passei uma semana em um resort e, no penúltimo dia, vivi uma conversa muito especial.


Havia um tipo curioso de pessoas que permanecia à beira da piscina, quase imóvel.


Não podiam molhar o cabelo, mantinham sempre um penteado impecável, óculos de sol e chapéu.


Reclamavam da água quando estava quente e também quando estava fria.


Reclamavam do sol e, curiosamente, da sua ausência.


Pareciam seguir um mesmo padrão social e filosófico,como se existisse uma maneira correta de aproveitar a vida.


Eu percebia muitos olhares sobre mim, mas um deles chamou minha atenção.


Aproximei-me e disse:


— Oi!


Nenhuma resposta.


Ela me observava.
Às vezes com admiração, às vezes como quem observa algo completamente fora do comum.


Perguntei seu nome, mas não obtive resposta.


Ela me seguia com os olhos, aproximava-se e se afastava, até que finalmente criou coragem e perguntou:


— Você trabalha com o quê?


— Sou professora.


Ela pareceu surpresa.


— E professora brinca?


— Brinca.


— E professora nada?


— Nada.


— Quem é esse menino?


— É meu filho.


Então vieram as perguntas que mais me marcaram:


— E mãe brinca?


— Sim.


— Mãe nada?


— Sim.


— E mãe mergulha?


— Eu mergulho.


— E mãe usa o espaguete para nadar?


— Eu uso.


Sorri e perguntei:


— A sua mãe não faz essas coisas?


Ela respondeu com toda a sinceridade:


— Não. Nem meu pai.
Eles só sentam, conversam, me olham e depois subimos.


Fiquei em silêncio por alguns segundos.


— Entendi. Mas você pode brincar com a gente.
Quantos anos você tem?


— Tenho quatro anos.


Naquele instante, percebi que, para algumas crianças, o mais extraordinário não é um brinquedo novo, uma piscina enorme ou uma viagem inesquecível.


Às vezes, o que mais desperta encantamento é descobrir que os adultos ainda sabem brincar.


Que mães mergulham.


Que professoras nadam.


Que pais podem rir sem motivo.


E que crescer não deveria significar abandonar a alegria de viver.

Às vezes penso que vivi correndo atrás de ilusões. Com o passar dos anos, a gente amadurece e começa a enxergar a vida de outro jeito. O que antes parecia indispensável, hoje talvez não faça mais sentido. Não sei se foi tempo perdido ou apenas parte do caminho, mas essa reflexão tem feito parte de quem estou me tornando.


Altair

Eu vivi na crença de que a paixão se ocultava do meu caminho, mas ela estava apenas me esperando, adormecida, até que os meus olhos encontrassem os seus.

2017 vem ai... Obrigado Senhor por me permitir chegar até aqui, te agradeço por tudo que vivi, todas as conquistas, as batalhas que enfrentei, as decepções que me fizeram crescer, os amigos que estiveram sempre presentes, a família que me fez mais forte, a Sua presença, o Seu amor e a Sua proteção me sustentando em toda essa jornada. Que esse novo ano seja abençoado, repleto de paz e sonhos realizados, que não falte a Fé e a esperança em cada segundo dessa nossa etapa. Com Deus ao meu lado tenho certeza que terei mais um ano bem vivido... Amém!

"Relatos de pesadelos reais que já vivi, mas, que retornam sempre em sonhos e eu acordo atônita e aos prantos.
Não sei se é o reflexo da minha realidade.
Mas, ultimamente e infelizmente venho tendo sonhos horrendos.
Aonde me perco entre os pesadelos do dia a dia, e minha infância corrompida.

17/11/2017
Acordei pela manhã, após sonhar coisas muito estranhas.
No primeiro sonho eu atravessava uma ponte, aonde havia encanações por baixo dela, eu me segurava nesses canos para ir até a minha mãe, na margem do rio.
Eram correntes fortíssimas, e as ondas altas, por pouco não me derrubava. Não entendi porque não fui por cima da ponte, então atravessei de uma ponta a outra me segurando, e praticamente escalando por entre aquelas encanações gigantescas.
Quando cheguei próximo a minha mãe, pulei. Porém, não vi os fios elétricos que estavam próximos a mim, eles terminavam dentro da água, exatamente no lugar onde pulei.
Nesse momento, senti minha respiração faltar.
Dei um último suspiro, meu coração parou.
Só pensei naquele momento, em como seria do outro lado, ouvi ainda minha mãe gritar, outras pessoas que eu não conhecia a querer salvar - me.
Tudo escureceu, eu acordei atônita.
O outro sonho foi que eu passava em uma trilha deserta e de repente na minha frente, havia uma montanha de pedras muito alta. Eu chegava no topo dela e tinham escavações, aonde consegui visualizar dois animais mortos, já em decomposição. O cheiro era forte, mas vi que se tratava de uma égua e um cavalo, ambos eram de raça e muito bonitos.
Eu os observei por um instante, quase que chorei.
Acordei novamente atordoada.
Sem saber o que aquilo significava."

No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.


Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.


Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.


Mas não era ansiedade.


Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.


Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.


Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.


No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.


A cirurgia aconteceu a tempo.


Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.


O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.


Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.


E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.


Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.


Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?


Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.


Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.


E isso é algo que nunca esquecerei.

⁠Mesmo em um tempo difícil, nublado e de chuva, é preciso caminhar, pois a vida é para ser vivida de forma plena. Mesmo que o Sol se esconda por alguns dias, a Luz da estrela que ilumina a vida vai resplandecer em breve em um maravilhoso amanhecer...

Tudo que sou é sobre minha verdade aquilo que vivi e que vivo.

" Eu vivi grandiosidades em momentos únicos. Acredito que não foram os melhores, ainda espero os que fiquem para sempre e façam todos os outros parecerem apenas eternidades...

"Saudades...
Não de quem...
Não sei de que..
Creio que dos sentimentos bons
que eu vivie que ainda vou viver."
Haredita Angel
03.09.25

Morri...
E lá do outro lado
Eu vi
Todas as passagens
Personagens
Que eu já vivi
- E foram tantas!


Senti o vento e o lamento
De tudo que eu deixei de fazer
De tudo que eu deixei de viver
- Falhei!


Espiritualidade
Sutil
Caridade
Civil
Delicadeza
Severidade
- Comprometimento!


Assim é lá ...
- Acordei!

Haredita Angel
25.11.25

Hoje eu me sinto completamente perdido, de tudo o que vivo e já vivi. Estou completamente desconectado desse mundo e, na verdade, eu não sei se quero me reconectar. Acho que meu melhor lugar é sozinho. Sei que tem pessoas que genuinamente gostam de mim, mas sinto como se eu tivesse perdido o que quer que mantenha essas conexões.

Por muitas vezes eu já vesti máscaras que me permitiam ser apresentável em qualquer lugar, mas agora quero me distanciar de tudo isso. Quero viver no meu mundo, onde me sinto confortável. Quero colocar algumas coisas em lugares diferentes, quero parar de sofrer, quero cumprir minha sentença e me compensar do que minha cela limita.

Acho que inventei que poderia ser feliz, simplesmente assim. Deveria ter ficado onde estava, onde eu me gabava de conhecer cada lugar em que colocava meus pés, mas fui me aventurar por lugares desconhecidos e agora não sei mais onde estou.

Vou achar um caminho de volta, para o lugar úmido, frio, escuro e silencioso, mas que eu conheço tão bem que poderia chamá-lo de lar. Vou voltar para os sorrisos sem sentimento, os olhares perdidos, as conversas ouvidas pela metade e os pensamentos soltos. Vou voltar para dentro de mim.

Tudo o que vivi foi para aprender a viver de verdade.

Já vivi perdas que se tornaram livramentos.

Já vivi no escuro, mas nunca sem luz, pois a minha luz sempre foi Cristo.

Já vivi dias em que respirar foi coragem.