Viver sem Risco
Não estou indiferente. É que, antes de me expor ao risco de me apaixonar, vacinei-me contra a falta de zelo.
VIDA
Vida, é um risco contempla-la
Quando se mostra boa e harmoniosa
Não é bom achegar-se dela e tocá-la
Nos seus trages de furta cor e curiosa
E eu falo assim por um desmando
Não me permitiram citá-la
Mas apenas por eu ter uma já distando
Nem por isso é bom beijá-la
E ela em tudo me atrai como sinais
Tão próprios dela chegando na dispersão
Ausência ruim e nos abala muito mais
Saber que somos nós que temos coração.
Ah, como me inebria e me cativa
E é, por sua graça muito mais caprichada
Quando ela passa bonita, altiva
E já não temos mais como chegá-la.
Ela é minha parece tão desordeira
Indiferente, incomunicável, nata
Que é desgosto afirma-la passageira
Por ser um grande mistério camuflada.
Guarda-te porque num dia
Em que passes no caminho lentamente
Já estais velha e a tua beleza que ardia
Sejas no fim de passos tão lentamente.
O homem que não desafia seus próprios limites, corre o risco de passar pela vida e não conhecer seu próprio eu.
Que o dia não nos seja traço, risco, marco...
seja ele habitado pela abstrata insegurança
de um poema sem letras
E ali, ouça-se em magia o que nos é único,
inteiro ... faroleiro, oculto em poesia!
O mundo sempre foi um hospício, com muitos loucos e muito risco.
Cada um achando que está certo naquilo que escolheu viver, mas ninguém quer respeitar o direito que o outro possui de ser.
É uma loucura estar em meio a esse caos, causado por mim e por você, que vivemos a nossa história acreditando que sabemos viver.
"Dialogar com Pombo pode até representar perda de tempo, mas não configura correr risco. Mas se na conversa entra o Pardal, o Burro, a Hiena e o Papagaio, a melhor decisão é sair dela, pois nesse momento o risco de contagio pelo ilusionismo é eminente e perigoso."
Quando permitimos que o nosso estilo de vida seja influenciado por Deus, não corremos o risco de ficarmos a beira do caminho.
" Precisei cortar caminho pra não correr o risco de encontrar aquilo que possuo e não tenho,é amor que dói no peito e paixão que corta a alma,brilho divino que encanta,mentira dita como verdade, no fim tudo é saudade,ontem concreto,hoje vontade, desalento,desencanto e desencontro, triste sorriso sofrido, desejo no momento o antes vivido,desesperado é o conforto sufocante que sinto por estar distante, sozinho,calado,moribundo e só...'
O pior é que, depois do aparecimento das novas tecnologias de comunicação, corremos o risco de que não haja também seres humanos de verdade, não no sentido físico - biológico - não me refiro a criações de “ciborgs” pela técnica -, mas num sentido psicológico de existir e pensar,
porque as pessoas estão sendo virtualmente idealizadas por imagens criadas e não reais.
