Viver sem Risco
A melhor forma de se viver é ter a consciência de que se vive e viver. É alinhar-se na perfeição do universo, do mundo, do corpo, da própria consciência e viver. É enxergar as oportunidades oferecidas pela vida para viver e viver. Viver por vida. É assim que a vida deve ser vivida.
Devo eu viver a vida toda sentindo o vazio do abandono e todas as consequências psicológicas que ele, ainda na maternidade (senão antes, sentindo o desprezo desde a barriga da minha “mãe”) me causou, com quem causou vivendo a vida plenamente feliz por me manter o mais longe possível, me desprezando não apenas uma, mas duas vezes?
Devo eu alimentar esse rancor quando sei que ela pode ter tido os próprios motivos válidos para tal decisão?
Devo eu confiar que eles foram válidos mesmo?
Devo eu realmente me importar se foram válidos ou não?
Devo eu me importar com qualquer coisa que tenha ligação a essa pessoa, suas escolhas, seus sentimentos e tudo mais?
A única coisa que eu sei é que dói. E essa dor não é daquelas que a gente toma um remédio ou mesmo uma injeção e ela passa... essa dor é constante, é uma dor cravada na alma e que parece que nunca vai sumir. Eu não sei nem como seria viver sem essa dor, ela faz parte de mim. Ela está sempre ali me fazendo sentir um vazio imenso, gigantesco, insuportável, sempre que vê oportunidade.
Então me pergunto, devo eu me importar quando há essa dor infinita me lembrando constantemente e não me deixando nem escolha sobre sofrer ou não tudo o que o abandono me causou, sendo ela mesma uma das consequências, inclusive?
Eu gostaria com todas as minhas forças que a resposta fosse um simples “não, não deve se importar, apenas siga sua vida tranquilamente.”, mas sei que, por mais que eu não queira me importar, irei viver a vida toda sentindo essa dor e, portanto, me importando.
Deixou a vida
Por quê nao sabia ser feliz
Tambem que mania é essa de vocês de viver querendo ser feliz
Embora meu peito esteja cheio de amor
A vontade de viver me escapa
Por um triz
Entao dirão de minha grande dor
Deixou a vida por que não sabia ser feliz
Apaixonar-se é viver intensamente e diariamente o primeiro amor uma vez despertado e jamais deixar que este adormeça.
A vida nos doa um singelo
intervalo, entre o viver e o
morrer, pois que saibamos
degustar preguiçosamente
esse éfêmero ínterim.
Nascemos aprendendo a viver. A vida é um grande mistério e percebemos que aprendemos muito, mas ainda pouco sabemos até o final.
Nem só de realidades conseguimos viver.
Aliás, pode até nos faltar realidade, se tivermos nossa mente aguçada para a imaginação.
É na imaginação que reside aqueles devaneios que faz mais leves nossas adversidades.
È verdade que temos que ter nossos pés no chão, mas isto não quer dizer que nossas mentes também tenham que estar tão sobrecarregadas que às vezes não possam alçar alguns voos para se livrarem das coisas terrenas.
Mesclar realidade com imaginação, eis ai a receita básica para se alcançar a verdadeira satisfação de viver.
(Teorilang)
Morrer é viver
Quando um sonho morrer,
Outro nasce. É preciso
Se agarrar na vida e viver,
Privilégio negado a muitos.
Quem ousa morrer ainda em vida,
Perde esse lindo e maravilhoso
Presente divino, o viver.
Quem dera a saudade trouxesse
Quem já partiu e não torna
A voltar. A morte é um
Ponto final doido para alguns,
Nem tanto para outros.
Mas morrer em vida é bobear,
É não saber aproveitar o
Tempo presente. Presente
De Deus, que não nos brinda
Com a garantia da eternidade.
Viva sem pressa, vá devagar,
mas não deixe o relógio da
Vida passar inutilmente.
Leandro M. Cortes
"A finalidade de um discípulo de Cristo, é ser chamado à viver o AMOR verdadeiro que se DOA completamente, como o amor de Cristo que se doa na cruz por todos nós."
—By Coelhinha
Viver é uma experiência fenomenal! Porque, na inexistência de sentido de ser de todas as coisas, na inexistência de propósito desta matéria, deste mundo visível e invisível – invisível como os fótons, invisível como a energia, ou como as ondas de rádio pelas quais nos comunicamos, pela quais temos internet e assistimos televisão, - nada, absolutamente nada faz sentido, e ainda assim cumpre um propósito: um propósito lindo que só depois de concluirmos pela inexistência de sentido de tudo, é que passamos a conhecer a única e real razão de ser de todas as coisas. E este é um mistério que só os sábios chegam ao seu conhecimento. Um mistério que nos mostra que a vida é ouroboros: uma cobra que engole o próprio rabo, o fim que engole o começo, e a morte que engole a vida, e que vence a própria história e a própria existência até que tudo volte ao zero. E todos vêm, mas também todos se vão, de sorte que nada nem ninguém fica, e nada é e nem permanecerá para sempre, ao mesmo passo em que todos os ciclos se reiniciam, mas nunca mais para os mesmos viventes, e nem mesmo como qualquer coisa já tenha sido algum dia, pois tudo o que foi ontem, passou, e tudo o que foi há poucos minutos também já passou, de forma que não existe nada que permaneça tal como é, no minuto seguinte, para sempre, até que tudo se torne irreconhecível, e tenha outros nomes, e sejam realidades de outras existências que também porventura se chamarão de outros nomes. Tudo um dia veio, e tudo um dia se vai, e enquanto este dia não vem, tudo se transforma e se degrada, enquanto apenas a mente do homem e a ciência evoluem, mas nunca o suficiente para salvá-lo do próprio ego, da própria cobiça, da própria ganância e do próprio Diabo; e da própria loucura de se autodestruir.
