Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda

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Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é ler distraidamente.

Clarice Lispector
Água Viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

O homem tem escrito sua história em linhas virtuais
que não são capazes de resistirem sequer ao fogo
e em breve poderemos ter uma humanidade sem passado
- e o que é pior: sem futuro...

Não planejei dizer aquilo, não planejei decidir nada. Quando vi, já tinha dito, já tinha decidido.

Mas não consigo me deter. Embora não conheça o ponto onde devo chegar, é para lá que me dirijo cego, aos trancos. Pouco importa o que poderia me afastar desta tentativa quem sabe inútil de recuperá-lo, ou o que trouxe consigo desde que veio e se foi. Perdi meu equilíbrio quando veio, e mentia meu equilíbrio antes que viesse.

De repente - ou não de repente, mas tão aos pouquinhos (…) - passou-se muito tempo.

‎Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu — sem o menor pudor, invente um, pois quando Setembro vier, de tão azul, o céu parecerá pintado.

Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.

Natural é encontrar. Natural é perder.
Linhas paralelas se encontram no infinito.
O infinito não acaba. O infinito é nunca.
Ou sempre.

“Pode chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Você precisa colocar pra fora toda a dor que já lhe causaram. Você está sendo forte por guardar isso tudo só pra você, nunca se julgue fraca porque você não é. E eu sei, você sabe, e todas as garotas do mundo sabem como é isso. Só continue sendo forte.”

A primeira coisa, portanto, é dizer-vos a vós mesmos: Não aceitarei mais o papel de escravo.

De elo em elo, ligavam-se cada vez mais. A tal ponto que simplesmente não cabiam mais em si mesmo.

Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido.

Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos.

Rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida.

A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos.

É claro que não se apaga um sentimento do dia para a noite. Mas a gente tenta preencher aqueles espaços com coisas novas: músicas diferentes, bons livros, trabalho, amigos, decoração da casa, um animal de estimação. Tudo serve para animar, renovar, encher a casa, a vida e preencher o tempo, costurar e remendar nossas feridas. É claro que vai doer, é claro que você vai sentir, é claro que o sentimento ainda vai latejar por um tempo. Mas a gente supera a partir do momento em que decide o que merece.

Quando a pessoa é perfeita para você, é certo que não vai amá-la. O desequilíbrio é que emociona.

Não feche o livro, vire a página.

Eu minto. Digo que não sinto ciúme, digo que estou bem, digo que não gosto de flores, digo que não me importo, digo que não sinto falta.

O que importa de verdade são as escolhas que o coração faz. Mesmo não sabendo onde vai dar, o que importa é se jogar na certeza do que queremos!