Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda

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Se dependesse dos cristãos, ainda viveríamos na Idade Média, com a Igreja ditando as leis do Estado. Cada avanço nos direitos humanos marcou um recuo do poder religioso.

Fui apenas um menininho rotulado de retardado por todos, mas, ainda assim, buscava a verdade, acreditando que, no final, encontraria a divindade. Não encontrei. Estamos longe de superar o materialismo.

⁠Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.

Se Jesus morreu pelos pecados, então por que absolutamente nada mudou? Ainda há muitos pecados, e mais do que antes...

A bíblia é o manual de instruções mais contraditório já escrito, e ainda assim o tratam como se fosse ciência de foguete.

Aquele ou aquela que ama mais a sua família mais do que a Família de Deus nada entende ainda sobre o amor verdadeiro.

Amor além da luz


O Amor Além da Caixinha Muitas vezes, cultivamos um amor que ainda vive guardado em uma caixinha estreita. É aquele afeto que oferecemos apenas aos nossos amigos de perto, aos parentes de sangue e aos que pensam exatamente como nós. Fora desse círculo, o mundo parece estranho e distante. Mas a nossa alma não nasceu para ficar presa em limites. O verdadeiro chamado da vida é expandir esse sentimento, permitindo que ele transborde para além dos rostos conhecidos. Amar apenas quem nos ama é o primeiro passo, mas o amadurecimento do coração acontece quando aprendemos a acolher o desconhecido. Que a gente tenha a coragem de quebrar essas paredes invisíveis e entender que a fraternidade real não escolhe laços de sangue; ela reconhece que somos todos parte da mesma grande família caminhando sob a mesma luz.

" Declare seu amor enquanto ainda da tempo "

Carta ao meu amor


Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.


Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.


Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.


Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.


Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.


Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.


Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.


Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.


Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.


Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.


Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.


Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.

Escrever dói. Escrever com sentimento dói mais ainda. Escrever por cima das nossas feridas sangra às vezes, mas, além de libertar, anuncia aos outros a sua visão, a sua dor e, por vezes, aquilo que parecia ser apenas um pedido de socorro torna-se uma ponte para quem, em silêncio, também carrega as suas cicatrizes.

Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.

Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.

Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.

A vida ainda tem
abraços, sorrisos
e milagres
reservados
para você.

Ainda respiramos porque a bondade de Deus continua sendo maior que a maldade dos homens.

Parece que foi ontem que eles estavam aqui, o tempo passou, mas a saudade continua a mesma.... ainda há aqueles dias em que espero ouvir sua voz, receber um conselho ou sentir o conforto da sua presença, Deus sabe oque faz, a verdade é que nunca estamos preparados para a despedida, seja para um até logo, ou para um Adeus, a partida deixa um vazio que ninguém consegue preencher, mas deixa lembranças que o tempo jamais apagará. A saudade nunca diminui; apenas aprendemos a conviver com ela.

Pai, tudo o que me deste, as dádivas visíveis e as que ainda virão, revela a grandeza do teu amor. De Ti recebo o que vejo e o que ainda florescerá no silêncio dos dias. Tudo em mim fala do teu amor, tão profundo que escapa à razão. E eu me pergunto: O que poderia eu Te oferecer em retorno a algo tão inexplicável, senão meu próprio ser em gratidão.

"A mentira
na garupa do wi-fi
ainda tem perna curta
a verdade
é lenta, porém astuta. "

Resta o vázio



Como decifrar a ferida do coração?
Ainda sangram quando olho suas fotos, quando você sorri para outro e não para mim.


Como decifrar a ferida do coração?
Quando a ferida ainda não cicatrizou,
Desde que você partiu
E nunca mais voltou.


E mesmo que o tempo tente apagar,
O eco do seu riso ainda me persegue, como um fantasma que não sabe partir, ea ferida…
ela sussurra seu nome em silêncio.


E no fim, só resta o vazio
que você deixou.

Lembrei de ti


Lembrei de ti sem aviso,
como quem abre uma ferida antiga
e encontra nela ainda quente
o nome que nunca foi meu.


Te amei em silêncio, amor não devolvido,
fiz do olhar um abrigo e do sonho um lar.
Enquanto teu coração seguia outro rumo,
o meu ficava, esperando qualquer sinal.


Guardei teus gestos como quem guarda cartas
que nunca serão enviadas.
Sorri por fora, sangrei por dentro,
aprendi a te amar sem existir em ti.


Hoje lembro de ti sem pedir nada,
apenas com a saudade mansa de quem aceitou.
Amor não correspondido também é amor —
só dói mais, porque fica.

"E quando penso que já entendi a dor,
o amor me prova que ainda há mais."

Entre ir e ficar


Te encontro onde o chão ainda engana, espelho curto de céu quebrado, teus passos fazem círculos que fingem profundidade.


Bebo teu silêncio com sede antiga, mas a água não afunda o nome que penso; tudo flutua
— promessas, e o medo de molhar demais.


Há sol demais para ser abrigo, claridade que expõe o fundo antes do toque; amo o risco de nadar parado, de chamar de mar o que me alcança o tornozelo.


Se fico, é por não saber voltar seco, se parto, levo sal que não nasceu aqui; entre ir e ficar, aprendo:
há águas que não enganam
— não juram fundo antes da hora.