Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda

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⁠”Te amo tanto, mas não te amo ainda.
Quisera eu ter o seu amor só pra mim, mas ainda é cedo... É cedo para se encontrar e nos amar.
Guarda o teu amor dentro de um potinho aí, que daqui o seu já está guardado, e quando eu te encontrar o meu coração eu vou lhe dar para que então, finalmente, nós possamos nos amar e nos enamorar.”

A mente humana não gosta de ficar sem respostas. Quando a ciência diz “ainda não sabemos”, a religião muitas vezes diz “foi assim”. Para muitas pessoas, ter alguma resposta, mesmo inventada, é mais confortável do que não ter explicação nenhuma.

"a vida ainda não acabou; portanto, não é possível saber se foi um fracasso"

Não me cobre tantas perguntas, porque eu ainda busco para mim mesmo as respostas.

Ao cabo de muito refletir sobre a justiça das coisas, não chego a compreender como é que uns ainda no ventre da mãe estão destinados a serem felizes por toda a vida, ao passo que outros são atirados para a roda e só conhecem tribulações durante todo o tempo que se demoram por este mundo de Cristo! E, entretanto, a vida é isto, e às vezes até qualquer imbecil é protegido pela sorte.

Naquele lugar preferido as cores ainda vibram, agora não vejo, mas o que não posso ver eu posso sentir, e o que sinto é muito mais forte do que meus olhos podem testemunhar.

O sofrimento que não faz sentido pode ter um propósito que ainda não consigo ver?


O Horizonte do Sentido: O Sofrimento como Texto em Espera


O sofrimento que nos parece "absurdo" no presente é como uma letra isolada de uma palavra que ainda não terminou de ser escrita. No momento da dor, falta-nos o recuo necessário para a leitura; estamos colados ao papel, cegos pela tinta fresca da experiência.


Filosoficamente, o propósito não é algo que o sofrimento possui como um objeto guardado dentro de uma caixa, mas algo que ele projeta para o futuro. O sentido não é descoberto, ele é conquistado retroativamente.


A Perspectiva do "Ainda Não"


Se o sofrimento fosse imediatamente compreensível, ele perderia sua natureza transformadora. É justamente a sua opacidade — esse "não fazer sentido" — que nos força a expandir nossa consciência. O propósito que você ainda não consegue ver pode não estar escondido nas circunstâncias do agora, mas sim na pessoa que você está se tornando para conseguir, um dia, olhar para trás e dar nome ao que hoje é apenas silêncio e angústia.


"O sentido não é o que nos protege da dor, mas o que nos permite atravessá-la sem sermos aniquilados pelo vazio."


Síntese Provocativa


Talvez o propósito do sofrimento sem sentido não seja explicar o passado, mas escavar em nós uma profundidade que a alegria, em sua leveza, jamais conseguiria alcançar. O vazio que a dor deixa hoje pode ser o espaço onde amanhã caberá uma compreensão mais vasta sobre a vida e a alteridade.

Parece que tudo tá se repetindo até que eu mude... Não decidi ainda se isso é justo — mas vou seguindo a vida, e me ajusto.

"A incompreensão ainda é uma das maiores misérias da humanidade. Se uma pessoa não compreende a outra, não há diálogo, apenas monólogo."

O mundo sempre foi e continuará caótico e ruidoso; ainda assim, não perde a paz quem governa a própria alma.

A força que você procura lá fora já mora dentro de você - só ainda não foi apresentada ao desafio certo.

Todo fim carrega dentro de si a semente de um começo que ainda não conseguimos ver.

Sei que ainda não é o fim,
mas confesso: agora tá pesado.
A fé continua, mas a mente vacila.
Não perdi Deus, só tô cansado de lutar em silêncio.
E talvez hoje, a maior prova seja pedir colo em vez de ser muralha.

0 "nada" é uma potência porque o nada é o único lugar onde a mente infinita ainda não escreveu o roteiro. É o único espaço de liberdade real.

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.


Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.


Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)


Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.

Não tenha medo das suas contradições - elas provam que você ainda está crescendo.

"Liderar não é administrar o que existe, mas assumir o desconforto de decidir pelo que ainda não está pronto."

Aham
Eu não vou me culpar se eu não te salvei
Ainda 'to lutando por mim


Eu não vou te jurar, eu não vou prometer
Sei com quem devo dividir


Tudo que conquistei, batalhas que lutei e algumas que já perdi


Pior coisa que experimentei, mas treinei pra isso não se repetir


Eu não entreguei, eu não fugi
Mas não por você, não confunde


Eu vi o rei e o castelo ruir
Eu errei, consertei e quero ver tu rir


Sem deixar o medo me consumir


Apesar do ódio me possuir


O brilho do Sol nunca vai sumir


Eu consegui (eu consegui)


Se errar na pressa, o fim é o poço
Só o que cresce na inveja é o olho


Pra vocês isso resume em ser feliz


Futuro de um pirata ganancioso
Os ossos jogado' num monte de ouro

⁠Não se bate meta andando nos trilhos. Se andar nos trilhos, além de não bater meta ainda morre atropelado pelo trem.

Hadil

Sinto saudade dos seus lábios,
que a minha boca ainda não sabe,
mas inventa em sonho
como quem adivinha o gosto
de um destino antes do beijo.


Saudade do seu olhar,
que nunca pousou inteiro sobre mim,
mas que eu já reconheço
como se houvesse em mim
um lugar antigo esperando o seu encontro.


Saudade do seu sorriso fácil,
esse sorriso ainda inédito,
que eu nunca vi de perto,
mas que já ilumina
os cantos mais silenciosos do meu dia.


Saudade dos seus braços,
dos abraços que ainda não vieram,
mas que o tempo, generoso e secreto,
parece guardar
como quem protege um instante sagrado.


Saudade da sua presença,
do som da sua voz perto de mim,
dos detalhes pequenos
que ainda não conheço:
o jeito de chegar,
de rir sem aviso,
de interromper o mundo
só por estar aqui.


É uma saudade absurda,
dessas que nascem antes da hora,
dessas que desafiam a lógica
e florescem mesmo sem memória.


Porque sinto falta
não do que vivi com você,
mas do que em algum lugar
já começou a existir em mim
antes mesmo de acontecer.


Tenho saudade adiantada,
invertida, impossível,
do instante exato
em que o tempo enfim vai ceder
e eu deixarei de imaginar
para finalmente te encontrar.