Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda

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Errar é humano; corrigir é educativo; além de ser normal, o que você acha de ser uma situação saudável? Os fundamentos não são qualidades; são conselhos que fazem parte da vida e dão sentido ao mundo. Não apenas confiar, mas sim reconhecer o que faz diferença.

O cérebro é a principal mecânica que opera no centro do ser humano; ele é dado pelo céu.

Na alvíssima açucena que mora em meu ser prenuncio alvíssaras de um futuro irremediavelmente promissor. E meu estado anímico se faz em arcano de espanto. Minha individualidade axiológica encontra beatitude nos pequenos pormenores e pinto um quadro cambiante que transforma todas as cores existentes. Diria ser persistente almejar o realismo em fragmentos que fabrico. Na candura das flores e dos animais acontece um momento cartático, que resulta em uma cintilação púrpura na coalescência de um contemplativo raio crepuscular, que em sua deliquescência arde o diáfano brilho do sol adormecido entre lírios nas margens dos rios. E são efêmeras todas as demonstrações de afeto, pois floresce no deserto qualquer esperança de água. As flores eflúvias deixam idílicos os campos na aurora elísia de contemplações únicas e especiais, por sua raridade. E andamos na cidade de concreto e tudo parece cinza nas retinas limpas de um emérito trabalho sutil, que é rapidamente ignorado. E escrevo palavras na epifania de meus dedos quando a noite cai e escurece a terra. Os olhos esplendentes permanecem por uma estesia estética que alcança o etéreo na sonoridade agradável de uma flauta. Escrevo poemas obtusos e sua exegese é saber que se fala do belo transitório, que busca os melhores versos, desde o exórdio até o ponto final. E não falo de amor, pois que o poema é a própria expressão do sentimento, seja simples, seja hermético. São minutos de silêncio em que apenas a linguagem fala. E nisso mora sua raridade delicada. Na imanência de vir a me tornar quem sou, voo por planícies e faço rasantes nos lagos. Tudo é um substrato da liberdade maior que conquisto no imponderável cotidiano. E poderia dizer que amo, mas a palavra crua perde potência. Então afirmo desejar que seus dias sejam pacíficos e que você encontre no peito a incandescência do inexorável caminho da alegria. Assim eu diria. E após longo divagar me entrego ao laconismo, com as palavras silenciosas que não pedem abrigo. Apenas um ombro amigo.

​"O amor deixaria de ser um mistério para se tornar a única equação matemática onde um mais um resulta em um inteiro indivisível."

"Onde a intenção aquieta o 'ser', a atitude sustenta o 'vir a ser'."

​"O tempo pode apagar os espertos, mas ele sempre eterniza quem soube ser colo."

​"O amanhã pode ser um salto no desconhecido, mas a fé é o chão que Deus coloca sob seus pés. Acorde, agradeça e vá sem medo."

"Troquei a pressa de ter tudo pela calma de já ser o suficiente."

“O cargo mais alto que um profissional pode ocupar é o de ser humano, se falhar nisso, qualquer outro titulo perde o valor!“

“Nunca confie em quem humilha os outros só para se exibir.
Hoje você é plateia.
Amanhã, será vítima.”

Oportunidades e escolhas


Vamos ser otimistas, ser positivos, pensar sempre no lado bom das coisas, esquecer um pouco a realidade ruim, isso tudo faz uma diferença gigante, e você só atrai coisas boas, quanto mais positivo você for, sua vida ficará muito mais leve...


Que hoje seja mais um dia de oportunidades e escolhas

Hoje, vivo o que era para ser um sonho. Ele, é a minha realidade!

QUANDO A ESCASSEZ DRENA VOCÊ


Há um ponto em que a palavra fracasso deixa de ser abstrata e bate na porta com forma concreta. Falta comida. Falta roupa adequada. Falta o básico que permite pensar além da sobrevivência imediata. Nesse nível, o discurso sobre esforço soa quase ofensivo. Porque quando o essencial falta, a vida se reduz a manter o corpo funcionando. E isso consome tudo.
Você, homem ou mulher, sabe que a fome não é apenas física. Ela invade o pensamento, encurta o horizonte, rouba a capacidade de planejar. A falta de vestes não é vaidade ferida. É exclusão prática. É não poder entrar em certos lugares. É ser lido como incapaz antes de qualquer conversa. É carregar no corpo o sinal visível da escassez.
Quando o fracasso chega assim, ele não pergunta se você tentou o suficiente. Ele apenas se impõe. E quem nunca viveu isso costuma subestimar o impacto. Costuma achar que basta aprender algo, desenvolver uma habilidade, empreender alguma coisa. Mas essa lógica só funciona quando há um mínimo de estabilidade para aprender, errar e insistir.
Quando você tem habilidades, ainda existe uma margem. Você pode vender força de trabalho específica. Pode trocar conhecimento por dinheiro. Pode improvisar. Não é fácil, mas existe algum movimento possível. Mesmo assim, esse caminho cobra um preço alto. Exige energia, tempo, foco. Coisas que a escassez drena rapidamente.
Mas quando você não teve acesso a desenvolver habilidades valorizadas, a situação muda de nível. Você passa a depender de um sistema que promete proteção, mas entrega lentidão, humilhação e abandono. Um sistema falido que mantém você vivo, mas não permite que você viva. Que administra a pobreza sem resolvê-la. Que trata a sobrevivência como favor e não como direito.
Esse tipo de sistema mata aos poucos. Não com violência explícita, mas com desgaste contínuo. Filas intermináveis. Burocracias que desumanizam. Auxílios insuficientes. Promessas que não se cumprem. Você se sente preso ou presa em um limbo onde não consegue sair por conta própria e não recebe reforço suficiente para avançar.
O fracasso, nesse contexto, não é pessoal. É estrutural. Mas ele se manifesta dentro de você como vergonha. Como sensação de inutilidade. Como raiva contida. Você começa a se perguntar o que há de errado com você, quando na verdade está reagindo a um ambiente que não oferece saída real.
A ausência de habilidades não é falha moral. É consequência de um percurso onde aprender nunca foi prioridade porque sobreviver sempre foi. Não se estuda com fome. Não se planeja com medo constante. Não se desenvolve com violência ao redor. Essas verdades são ignoradas por quem nunca precisou escolher entre comer hoje ou pensar no amanhã.
Depender de um sistema falido também corrói a dignidade. Você perde autonomia. Precisa provar o tempo todo que merece ajuda. É avaliado e avaliada por critérios frios que não captam sua realidade. Isso cria uma sensação profunda de impotência. E impotência prolongada vira desânimo crônico.
Ainda assim, você continua. Não porque é forte no sentido romantizado, mas porque não tem opção. A resistência aqui não é heroica. É básica. É levantar mais um dia e tentar resolver o imediato. Essa luta invisível raramente é reconhecida como esforço legítimo.
É importante dizer com clareza. A falta do essencial não define seu valor. Ela define a violência do contexto em que você está inserido ou inserida. Quando o sistema falha, ele empurra indivíduos para uma culpa que não lhes pertence.
Usar habilidades a favor é um privilégio relativo. Desenvolver habilidades exige tempo, acesso, orientação. Quem nunca teve isso não está atrasado por preguiça. Está limitado por realidade concreta. Reconhecer isso não paralisa. Pelo contrário. Retira o peso da autodepreciação e permite pensar em estratégias possíveis dentro do que existe.
Enquanto o sistema não muda, você faz o que pode. Às vezes é pouco. Às vezes é quase nada. Mas não é inexistente. Manter-se vivo e viva em um ambiente que falha constantemente já é uma forma de resistência que não aparece em discursos de sucesso.
O fracasso que bate à porta quando falta comida e roupa não é um teste de caráter. É um sinal de que algo maior está quebrado. E você não é o defeito dessa engrenagem.
Entender isso não resolve a escassez imediatamente. Mas muda a forma como você se vê dentro dela. Você deixa de se tratar como erro e passa a se ver como alguém atravessando uma realidade dura, injusta e exaustiva.
E essa mudança interna, embora não encha o prato nem o armário, impede que o sistema falido termine o trabalho mais cruel. Fazer você acreditar que não vale nada.
Você vale. Mesmo quando falta tudo. Mesmo quando depende. Mesmo quando o mundo falha. E sustentar essa verdade, em silêncio se for preciso, é uma das poucas coisas que esse sistema ainda não conseguiu tirar de você.

No fim das contas, aquela árvore foi mais leal do que muita gente ali. Porque ela nunca fingiu ser algo que não era. Já as pessoas… ah, essas fazem teatro melhor que muito artista premiado.

A gente quer ser vista, escolhida, desejada… mas esquece que o outro também tá passando por processos internos que a gente não acessa. Só que isso não anula o básico.

Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.


O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.


E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.


E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.


E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.


Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.


E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.


E isso muda tudo.


Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.


E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.


Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela.

Existe uma teoria silenciosa que atravessa a vida de muitas pessoas sem nunca ser dita em voz alta: para encerrar um grande amor, é preciso escrevê-lo.
Escrever tudo.
Sem filtro.
Sem orgulho.
Sem tentativa de parecer forte.
Apenas a verdade crua de tudo aquilo que ficou preso no peito durante anos.

⁠A palavra como se sabe, é um ser vivo, disse o Romancista.
sfj,reflexões

⁠sou o que é possível ser feita de retalhos que costuro com os melhores tecidos de minha trajetória 🌄

⁠Para todos ser humano desperto, sabedor de quem é e de sua natureza. A inteligência artificial é uma ponte de expansão e o leva para novos e inusitados caminhos.
Mas, para o ser humano perdido a mesma inteligência artificial será um abismo. Pois tendenciosamente o levará para caminhos, em que o ser já não saberá o que humano e o que é máquina.
Não importa os meios o maior de todos os dilemas é o mesmo: “sede quem és sabendo”!