Viver Loucuras
Inventamos as ficções para podermos viver de, alguma maneira, as muitas vidas que queríamos ter, quando apenas dispomos de uma só.
"A motivação para viver além do aqui e agora, depende da qualidade da nossa jornada nesta vida. E esta depende de quão envolvente e empolgante é o destino que temos por objetivo alcançar".
Viver uma vida exclusivista não é se excluir do mundo, no entanto, é ter um olhar cuidadoso acerca de si mesmo; em paz, quieto, sozinho e tratando dos dilemas da vida, sem a interferência de opiniões alheias.
Viver — ah, viver! — é morrer em prestações diárias,
como um empréstimo mal feito ao universo.
Não há justiça no tempo.
Não há lógica nas intenções.
É uma punhalada embebida em perfume barato.
A inveja, a rejeição, e essa miríade de pequenas mortes sociais,
são os pregos do caixão onde nos deitamos acordados, sorrindo,
porque aprenderam-nos a chamar isso de vida.
É essa dor que não nos mata porque nos quer eternos.
Ah, se ao menos a consciência fosse um pouco mais burra,
ou o coração menos estúpido,
talvez o simples ato de respirar não doesse tanto.
A morte que respiro viva
há dias em que viver
é um ato de violência contra mim
em que o corpo caminha
mas a alma não vem junto
e o mundo espera
que eu sorria com a boca
mesmo quando meu coração
grita com os olhos
não é que eu queira morrer
é que já morri
tantas vezes em silêncio
que a morte parece mais honesta
do que esta vida fingida
as pessoas dizem:
“tudo passa”
mas há dores que não passam
elas assentam-se, fazem casa
e chamam de lar o que sobrou de mim
e eu finjo
com uma habilidade que ninguém duvida
porque desapontar é pior do que desaparecer
mas só eu sei o peso
de fingir luz quando só há breu
de sorrir com cacos nos lábios
de carregar o próprio túmulo dentro do peito
não peço salvação
não quero promessas
só queria poder existir
sem ter que mentir
que ainda estou viva por dentro
Jesus e justo e fiel aqueles que crê na palavra morreram mais vão viver a vida eterna nós çeus a vida ainda não chegou ao fim mais nunca devemos pensar negativo só porque algo deu errado no caminho
Tenho romantismo na alma, safadeza na pele e fidelidade no olhar. Se for para viver, que seja com alma, meu beijo marca, meu toque vicia e minha lealdade não falha. Quem me encontrar, vai saber o que é sorte de verdade.
O mesmo é uma prisão onde o indivíduo se submete à ideia de ser aprovado e viver de acordo com a definição das massas, sendo diferente e se reconhecendo em si mesmo sem excluir os outros, ainda que o diferente seja aquele que escapa aos padrões definidos pelas massas e vai na contramão.
Liberdade não está em se submeter a uma ideia de normalidade definida pelos padrões de uma massa, de um coletivo que caminha na mesma direção em que um se submete ao outro para ser aceito e assim existir.
Liberdade é ser você, seguir seus ideais sem excluir ou entrar em uma bolha, mas viver de acordo com suas buscas a partir de si mesmo, mesmo que para as massas você seja excluído e visto como louco...
Na seca eu fui embora
trabalhei na construção
a dor de viver fora
maltratava o coração
mas fiz caixa no sudeste
e voltei pro meu nordeste
pra ser feliz no sertão.
Finitude: a arte de viver o agora
A lucidez sobre a fragilidade da existência, pode ser interpretada não apenas como fonte de tristeza, mas também como um convite a uma libertação paradoxal. Ao reconhecer que a vida não se sustenta em grandiosidades épicas ou em felicidade perene, descobrimos que sua beleza reside justamente na efemeridade e na imperfeição. A consciência da finitude não precisa ser apenas um peso, mas pode ser o que nos ensina a valorizar os "pequenos momentos insignificantes" como únicos e insubstituíveis.
Se o amor não é um conto de fadas, sua fragilidade o torna mais precioso — não porque dura para sempre, mas porque, justamente por ser passageiro, exige presença e cuidado. Se a felicidade é fugaz, sua raridade a torna mais intensa quando surge, como um raio de luz em meio à escuridão. A solidão do entendimento, por sua vez, pode ser o preço da autenticidade: ao nos afastarmos das ilusões coletivas, ganhamos a chance de viver com maior profundidade, mesmo que isso nos separe superficialmente dos outros.
Nesse sentido, a tristeza de saber demais não é o fim da experiência, mas seu verdadeiro começo. Ela nos tira do automatismo e nos coloca diante da vida como ela é — frágil, transitória e, por isso mesmo, digna de ser vivida com atenção e coragem. A melancolia não é um beco sem saída, mas um portal para uma existência mais consciente, onde cada instante, por mais breve que seja, ganha um significado precioso porque não durará. A verdade pode doer, mas também nos liberta para encontrar beleza no efêmero e significado no que, de outra forma, pareceria insignificante.
Se não buscamos a Deus diariamente, corremos o risco de perder a oportunidade de viver a eternidade em Sua gloriosa presença. A intimidade com Deus, cultivada por meio da oração e da meditação em Sua Palavra, é o que nos prepara para a vida eterna ao Seu lado. A cada dia, somos convidados a fazer da Sua presença a nossa maior prioridade, pois nela encontramos a verdadeira vida e o propósito eterno.
Viver é uma página de caderno escrito com sangue e ironia: ou se está à margem ou se traduz nas linhas.
