Viver em Sociedade

Cerca de 61475 frases e pensamentos: Viver em Sociedade

⁠As hienas só atacam em bando, e mesmo assim, escolhem animais doentes, fracos, machucados e filhotes. Elas jamais enfrentam em uma luta justa ou atacam um animal forte e saudável. Jamais agem sozinhas, sempre em maior número, sempre espreitando nas sombras, sempre em cima do erro do animal que querem devorar...
Qualquer semelhança com humanos falsos, mentirosos, bajuladores, aproveitadores e invejosos não é mera coincidência!

Inserida por bill_oliveira_william

⁠Em um mundo onde as pessoas
só dão valor a quem as come
e ao que elas comem... (!)
Você precisa fazer a diferença
Nesta "Geena"
que vivemos
Estamos no vale
dos mortos vivos
Quem não percebeu
é um deles!
Você pode sim
comer e ser comido
meu amigo...
Esse não é o caso
"O caso do por acaso"
é que não precisa viver apenas isso
Apenas de COMIDA!
Mas pra que serve a vida humana?
Você já parou para pensar nisso?

Inserida por bill_oliveira_william

⁠
Não espere poeta
que recebam a tua poesia
em braços acolhedores
a gente deste mundo
feito fosse o teu poema
um bebe recém nascido
e ainda sujo de sangue
chorando e querendo leite e embalo
Não espere que a coloquem
em carinho de respeito,
de quem toca uma alma
e acolhe sinceramente
Não espere poeta
que sejas acolhido
feito um bebe dolorido
de estar nascido neste mundo feio
e ter
perdido
suas asas
no quinto
partido!

Inserida por bill_oliveira_william

⁠A deslegitimação das Lutas Estudantis: Um Olhar Crítico sobre o Movimento Atual.

A despeito da relevância da pauta envolvendo o aumento das passagens de ônibus em Natal, a atual dinâmica do Movimento Estudantil (M.E) tem suscitado questionamentos sobre sua eficácia e legitimidade. O aparente aparelhamento político-partidário, notadamente pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tem comprometido a capacidade de mobilização social e abalado a confiança na nova geração de lideranças.

O engajamento em manifestações sobre várias pautas e inclusive o aumento das passagens muitas vezes resulta em meros "gatos pingados", mais voltados à produção de conteúdo para redes sociais do que à efetiva luta pelos interesses estudantis. A falta de autenticidade e estratégia da nova geração de líderes é evidente, pois muitos parecem mais inclinados aos interesses partidários eleitoreiros do que à verdadeira defesa dos direitos estudantis e sociais.

A crítica recai sobre a incapacidade dessa nova geração de lideranças de articular uma mobilização eficiente. A ausência de uma crítica coesa, a falta de diálogo amplo e a não articulação com a mídia são destacadas para mim como deficiências. Este cenário é agravado pela ingerência partidária, que compromete instituições históricas de luta, transformando-as em meros veículos eleitorais.

Os diretores de entidades estudantis e os partidos de esquerda são instados a refletir sobre o uso oportunista da história coletiva de luta da cidade em prol de interesses escusos e eleitoreiros. A crítica incisiva sugere que a manipulação dessas instituições sociais tem desmantelado os legados e a representatividade do movimento estudantil no país.

A análise conclama uma postura mais crítica e autêntica por parte dos líderes do M.E. Argumenta-se que a mera reverência ao passado, sem a devida aprendizagem para a construção de estratégias eficazes, não resultará em uma mobilização significativa. Assim, é enfatizada a necessidade de abandonar práticas pelegas, olhar para o futuro e promover mudanças no presente em prol dos verdadeiros interesses estudantis.

O povo não é bobo e não vai aderir à pré-campanha em formato de micareta revolucionária de luta, apesar da legitimidade da pauta e de impactar a população de forma direta. Infelizmente, descaracterizam os reais motivos, razões e função das organizações de representação e da própria luta em projetar orientações e determinações que solapam a rebeldia consequente e retiram de cena os fundamentos da luta real e social. O que fica explícito para todos é a utilização manipuladora e criminosa dos interesses e lutas coletivas... Espero estar errado, mesmo estando certo!

Wesley de Lima Caetano

Inserida por wesley_lima_2

Houve um tempo em que as pessoas tinham diferentes posicionamentos e pertencimentos políticos, religiosos, esportivos, filosóficos, sociais, econômicos, étnicos-raciais, sexuais, etc...
e eram capazes de sentarem na mesma mesa para dialogarem e/ou compartilharem momentos agradáveis. Sim, às vezes com algumas discórdias... mas nada comparado ao que anda acontecendo agora.
Hoje em dia, isso parece não ser mais possível. Estamos presenciando uma era definida como moderna, mas ... está mais para era selvagem, onde posições e pertencimentos opostos estão sendo constantemente guetizados com arrogância, prepotência e autoritarismo chegando até ao extremo da violência verbal e física.
Observo o tudo e sinto uma profunda VERGONHA além da preocupação pelo rumo que está tomando essa sociedade antissocial.

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Há privacidades à serem "protegidas" com câmeras e celulares de curiosos e fofoqueiros... para que muitos
cárceres privados venham à ser fatos "escandalosamente" públicos e terrívelmente corriqueiros...
Nada, absolutamente nada, permanece privado nessa sociedade/humanidade
suja como uma privada entupida com seus transbordantes falsos valores e tão adornada com suas autênticas hipocrisias.

@MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

Ser Professor é ter nas mãos o poder e a arte de formar cidadãos comuns em desenvolvidos e responsáveis para agir dentro de uma sociedade.

Inserida por Rita1602

INCLUSÃO⁠

Quando se entende que é necessário incluir
é porque o direito de estar incluso tem sido negado
e no caso de seres humano que são rotulados como “normais” e “deficientes”,
cria-se nessa “não inclusão”, a desvalorização do ser, quanto humano, onde
atribui-se a este ser considerado diferente, não “normal”, valores negativos que
lhes suprimem as igualdades de oportunidades de serem.
Excluindo-lhes o direito constitucional de exercer a sua cidadania,
retirando-lhes a oportunidade de viver como ser social,
estigmatizando-os em um fardo pesado para a família e a própria sociedade que o exclui.
O grande problema é que o "normal" não é normal dentro da própria
realidade social que exclui os "não normais", pois ambos exigem da educação sistematizada
uma atenção intrínseca ao ser, que é a capacidade de aprender que cada um de tem a sua forma própria de ser.
Dessa forma, a educação, ao corroborar com o classificação conceitual de "normais" e "deficientes" dentro
da sua responsabilidade educativa e formadora, falha no tratamento igual que ela destina para os "normais", que não são normais, pois são diferentes.

Inserida por joseni_caminha

⁠A própria existência
de um representante do povo
para lutar pela garantia de seus
direitos, expõe o negacioismo
existencial da sociedade,
pois evidencia a ausência
do estado gregário e
da colaboração mútua.

Inserida por joseni_caminha

⁠Enquanto estivermos procurando
nomes dentre o covil de hienas
uma representatividade, estaremos
fadados a uma vida social marcada
pela desigualdades e exclusão, pois os nossos problemas são estruturais, pautados por um sistema capitalista perverso e uma elite asquerosa.

Inserida por joseni_caminha

⁠No dia em que o povo enxergar que a sua união
o torna maior do que qualquer governo, teremos
uma sociedade, verdadeiramente, justa e igualitária,
enquanto isso não acontece, continuamos a ter
a triste ilusão de sermos livres
de escolher o que na verdade nos é imposto
e aceitar como natural. O educador tem um papel
de extrema importância nesse processo
em qualquer modelo de sociedade,
para que as coisas possam acontecer
em prol dos interesses dessa sociedade como um todo
e não para uma minoria privilegiada.

Inserida por joseni_caminha

⁠Vivemos uma época marcada por um padrão de comportamento social, onde o "eu" não sustenta a sua pessoalidade, ele necessita se expor negando a sua individualidade para se sentir integrado, pois a sua autorealização está na busca de seguir um modelo imposto pela sociedade a qual pertence.

Inserida por joseni_caminha

⁠Quando o indivíduo deixa de usar a razão para seguir uma ideologia, simplesmente pela ideologia, ele perde a noção da verdade, porque a verdade para ele, só existe vindo de um canal onde não há um mecanismo de correção dessas verdades, assim, esse sujeito apenas replica o que chega aos seus ouvidos. O pior é que ao fazer isso, muitos contrariam os seus próprios discursos, negando o que se esperava da sua posição dentro da sociedade. Fico muito triste em ver que esse mal é global e atinge os diversos níveis das sociedades.

Inserida por joseni_caminha

Os capitalistas selvagens elitistas, calculam meticulosamente quanto será o seu lucro, mesmo que suas operações custem vidas inocentes.

Inserida por Zuccarato

ELE TINHA CORAÇÃO.
"O Ferro que Aprendeu a Ser Homem"

O mundo, tantas vezes, mede a força de um pai pelo peso que ele suporta, pelo silêncio que mantém e pelas batalhas que trava sozinho. Muitos o chamam de “homem de ferro” — aquele que não chora, que não treme, que não se deixa abalar. Mas, por trás da armadura invisível que o tempo e a sociedade lhe impuseram, há um coração vivo, pulsando, sangrando e amando.

A infância de um pai morre lentamente para dar lugar a um vigilante eterno. Ele não pode se dar ao luxo da fraqueza porque acreditou, desde cedo, que o amor verdadeiro se prova na resistência. E no entanto, é justamente essa dureza aparente que esconde o maior dos segredos: a sensibilidade. Ele talvez não fale das noites em que ficou acordado ouvindo a respiração do filho doente, nem confesse o medo que sentiu ao ver a vida colocar nas mãos da família o peso das incertezas. Mas ele estava lá — como um farol em mar revolto, calado, mas firme.

A sociedade raramente autoriza o homem a demonstrar ternura sem antes cobri-lo de rótulos. Ainda assim, todo pai carrega no íntimo uma luta silenciosa contra essa sentença cultural. Porque ser pai é ser ferro por fora e carne viva por dentro; é entender que a fortaleza não é a ausência de fragilidade, mas a coragem de mantê-la em segredo para proteger quem ama.

Chega um dia em que os filhos crescem e começam a enxergar não o herói, mas o homem. E nesse instante entendem: não era o ferro que nos sustentava, era o coração que batia dentro dele. Um coração que, mesmo pesado de responsabilidades, escolheu amar sem pedir nada em troca. E talvez esse seja o maior legado que um pai pode deixar — ensinar, pelo exemplo, que a verdadeira força não está na rigidez, mas na capacidade de continuar amando, mesmo quando tudo ao redor pede endurecimento.

"Ele Tinha Coração – O Ferro que Partiu Vitorioso"

Em cada esquina da vida, há um pai que a sociedade não quis ver. Não estampou seu rosto nas manchetes, não lhe ofereceu medalhas nem reconhecimento. Chamaram-no de “homem de ferro” — não por ser frio, mas por aguentar calado o peso de mundos que só ele sabia carregar. Um pai assim veste, sem pedir, a armadura que o tempo e a cultura lhe impõem: “não chore, não reclame, não mostre medo”. Mas, sob essa couraça, pulsa um coração real, vibrante, que arde de amor.

A filosofia nos lembra que a verdadeira grandeza não se mede pelo poder de dominar, mas pela capacidade de servir. E no papel de pai, esse servir é silencioso, quase invisível. Ele não conta as vezes em que deixou de lado o próprio sonho para alimentar o sonho dos filhos; não revela o medo que o acompanhou nas madrugadas de incerteza; não espera retorno, apenas se coloca no caminho como muralha contra o inevitável.

Do ponto de vista sociológico, esses homens são frequentemente engolidos por uma narrativa injusta: a de que afeto e masculinidade caminham separados. E assim, escondem suas lágrimas, oferecendo apenas o lado forte, acreditando que proteger é também poupar o outro do peso de suas dores. No íntimo, porém, guardam lembranças de abraços breves, conversas apressadas, olhares que diziam mais que qualquer palavra.

Psicologicamente, o pai que ama incondicionalmente constrói, sem alarde, o alicerce emocional da família. Mesmo ignorado — por orgulho juvenil, por ingratidão momentânea ou pela pressa do mundo — ele permanece. Porque para ele, amar não é negociar: é escolha diária, gratuita, inabalável.

E chega o momento inevitável da partida vitoriosa. Não vitoriosa pela ausência de derrotas, mas pela dignidade de ter amado até o último instante. É quando o silêncio da casa revela o som de sua presença na memória, e os que um dia não o perceberam como deviam descobrem, com atraso doloroso, que todo aquele “ferro” era apenas a casca de um coração que sempre bateu por eles. Nesse dia, o mundo perde um homem, mas ganha a lição eterna de que a grandeza não precisa de testemunhas para existir.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A INEVITABILIDADE DO ENFRENTAMENTO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

" Você jamais será diferente daquilo que você foge. "

Esta sentença não se apresenta como simples máxima motivacional. Ela se impõe como uma constatação grave e silenciosa acerca da dinâmica íntima da consciência humana. Cada palavra nela contida carrega um peso específico e irrecusável. Jamais indica a permanência prolongada do estado interior quando não há ruptura deliberada. Será diferente aponta para a transformação que o espírito almeja mas adia. Daquilo que você foge revela o núcleo do drama psíquico pois aquilo que é evitado não se extingue apenas se oculta nas zonas mais densas da interioridade.

Fugir não é apenas deslocar-se para longe de uma dor imediata. Fugir é instaurar um pacto tácito com o próprio sofrimento. O que se evita não se dissolve no tempo. Permanece incubado na memória afetiva agindo como força subterrânea que orienta escolhas reações e silêncios. A consciência passa a organizar-se em torno daquilo que não foi enfrentado e o sujeito torna-se gradualmente governado por conteúdos que nunca ousou nomear. A fuga então deixa de ser ato episódico e converte-se em estrutura psíquica.

Sob uma leitura filosófica e psicológica rigorosa a identidade não se edifica pela negação mas pela assimilação consciente do que dói. O caráter humano amadurece quando o indivíduo suporta olhar para as próprias fraturas sem adornos nem subterfúgios. Aquilo que fragiliza aquilo que acusa aquilo que envergonha exige ser contemplado com lucidez. A evasão contínua gera um estado de imobilidade interior no qual o medo passa a legislar sobre a vontade. O sujeito move-se exteriormente mas permanece estagnado no âmago. Não há transfiguração possível onde não há confronto honesto.

A história do pensamento e da experiência humana confirma que toda elevação moral nasce de um embate interior prolongado e solitário. O homem que evita suas responsabilidades íntimas arrasta consigo as mesmas inclinações mesmo quando altera o cenário o discurso ou a máscara social. A fuga produz a aparência de mudança mas preserva intacta a arquitetura interna que sustenta os mesmos hábitos e desvios. Muda-se o ambiente mas conserva-se o mesmo centro psicológico. Assim o caminho se altera mas o destino permanece idêntico.

Existe ainda uma exigência ética incontornável inscrita nessa afirmação. Fugir de si é abdicar do dever de aperfeiçoamento interior. É renunciar ao labor silencioso da consciência que depura corrige e reorganiza. A transformação autêntica exige coragem intelectual e moral pois obriga o sujeito a reconhecer limites fracassos e regiões sombrias que resistem à domesticação. Esse reconhecimento fere o orgulho expõe a vulnerabilidade e impõe disciplina. Contudo é apenas nesse movimento doloroso que se inaugura a possibilidade real de tornar-se outro.

A sentença inicial portanto não adverte ela diagnostica. Enquanto o homem continuar fugindo de si permanecerá aprisionado às próprias sombras que o governam sem ruído. Quando porém decide enfrentá-las com lucidez constância e fidelidade à própria dor inicia-se o único percurso legítimo de elevação interior aquele no qual a consciência atravessa a noite de si mesma e retorna mais grave mais íntegra e finalmente mais verdadeira.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Mateus 13:14 - INVERSÃO DE VALORES.
A CEGUEIRA MORAL COMO SINTOMA DE UMA ERA DESORIENTADA.
A mensagem contida em Mateus 13:14, expressa uma diagnose espiritual de elevada gravidade ética. Ela descreve não um desvio episódico de costumes mas uma erosão profunda dos critérios que sustentam o juízo moral coletivo. A chamada inversão de valores constitui um processo de entorpecimento da consciência no qual o discernimento é gradualmente substituído pela conveniência e pela complacência afetiva.
Quando o texto evangélico afirma que muitos escutam sem assimilar e observam sem compreender ele aponta para um fenômeno de opacidade interior. A inteligência permanece ativa. A sensibilidade espiritual porém encontra-se embotada. O indivíduo passa a filtrar a realidade não segundo a verdade mas segundo o que lhe é confortável. Essa disposição gera uma anestesia ética na qual o erro deixa de provocar inquietação e o bem passa a ser percebido como incômodo.
A passagem de Mateus 13:14 descreve um fechamento voluntário da percepção moral. Não se trata de incapacidade cognitiva mas de recusa deliberada ao chamado interior. O sujeito preserva os sentidos físicos mas abdica da escuta profunda e da visão penetrante. Forma-se assim uma consciência seletiva que legitima desejos e invalida princípios. Nesse estado o certo parece excessivo e o errado parece justificável.
Em Mateus 18:7 a advertência assume uma dimensão estrutural. Os escândalos emergem como subprodutos de ambientes morais degradados. Eles não surgem por acaso. Eles florescem onde há permissividade normativa e diluição da responsabilidade pessoal. O texto não absolve o contexto. Ele responsabiliza o agente. O escândalo não é apenas um fato social. Ele é uma falha ética personificada.
Sob uma ótica tradicional essa degeneração revela o abandono de parâmetros objetivos de verdade. Quando a retidão passa a ser relativizada e a transgressão passa a ser celebrada instala-se uma confusão axiológica que compromete a formação do caráter. A pedagogia perde autoridade. A disciplina é confundida com opressão. E a liberdade é reduzida a impulso.
Essa desordem não permanece restrita ao plano individual. Ela infiltra-se nas instituições. Contamina o discurso público. E normaliza práticas que antes seriam moralmente reprováveis. O escândalo deixa de causar repulsa. Ele passa a ser assimilado como expressão cultural. O alerta ético passa a ser tratado como intolerância. E a tradição passa a ser caricaturada como atraso.
A mensagem portanto atua como um espelho severo aos desatentos. Ela recorda que toda sociedade que rompe com sua herança moral perde progressivamente a capacidade de orientar seus membros. A tradição não é um apego nostálgico ao passado. Ela é a sedimentação de experiências humanas que preservaram a ordem interior e a dignidade ao longo do tempo. Quando essa memória é descartada o homem permanece entregue às próprias pulsões sem norte e sem medida.
Uma civilização que confunde indulgência com virtude e rigor com maldade não caminha para o progresso mas para a dissolução silenciosa de sua própria base de diretriz.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Ecos de uma guerra sem fim

Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.

Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.

Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.

A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.

Inserida por italo0140

⁠Fragmento III – Quimérica desigualdade

Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social.
Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.

Inserida por CatarinaL

A bala é perdida?
Mas acerta quem segura a arma, não quem aperta o gatilho!
#sociedadehomicida

Inserida por MirlaSantos