Viver em Sociedade
Investir em inclusão escolar é o que vai educar nossa sociedade para quebrar essa roda da exclusão e incluir as pessoas com deficiência em todos os lugares.
Um conflito constante entre a necessidade de conviver em sociedade e os interesses pessoais de cada indivíduo.
O Estado pode ser um regulador para o bem da vida em sociedade, mas nunca um limitador de vida pessoal;
"A transformação de uma sociedade começa com o compromisso com a educação, a ética e o desenvolvimento moral e financeiro.
A saúde começa na MENTE, seja dentro ou fora da sociedade. Para uma melhor qualidade de vida, devemos buscar uma espiritualidade superior. A verdadeira saúde é, antes de tudo, PAZ MENTAL.
A mulher está para a sociedade assim como oxigênio está para a vida. Negar essa relevância do papel da mulher no contexto social é negar a própria evidência. Felizmente, a mulher é guerreira, obstinada, dedicada, com função multiespécie; possui a beleza de um arrebol e o encanto de uma pétala exalando o néctar da virtude.
O cidadão é tratado como criminoso em potencial, enquanto os criminosos são vítimas da sociedade...
O mais estranho é perceber que o ser humano não gosta da ideia de uma sociedade justa, sem desigualdades, fome e pobreza. Isso é resultado direto de relações cada vez mais desumanas e do egoísmo.
Enquanto não tomarmos plena consciência de que somos parte integrante da sociedade, ela continuará sendo o que é: boa para alguns e péssima para a maioria.
O PAREDÃO MARIANO
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Os anjos libertadores,
incumbidos de trazer a chave da Sociedade Livre,
morreram todos no Paredão Mariano.
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Não me lembro se foram fuzilados,
se fluíram por um corte na garganta,
ou se alguns morreram de gripe...
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O que sei é que sua marca ficou nos muros
que foram pichados pelas cidades
de países passados e futuros.
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Os anjos libertadores
morreram por uma venda
no Paredão Mariano.
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O Paredão Mariano não existe.
Sua pedra e sua largura
são por conta da imaginação do poeta;
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mas sua imagem me veio tão nítida,
como se fosse o sonho de um pesadelo vivo,
que herdei o desespero dos condenados.
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O Paredão Mariano:
a dureza das suas paredes frias
... o horizonte de metralhadoras e fuzis
prestes a roubar a vida.
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O Paredão Mariano não existe:
sua pedra e sua largura
são ficções de um poeta louco.
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Não há registro histórico;
mas seus olhos me gritam tanto,
e sonhar é tão pouco...
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O que foi feito dos anjos libertadores
diante do horizonte de metralhadoras?
Em forma de brilhos, terão sobrevivido?
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Será que, em música, foram convertidos,
e hoje trilham no céu noturno
o leite alegre das estrelas?
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E o Paredão Mariano, que não existe?
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Existirá, por ventura,
em algum ponto da memória
de futuros torturadores?
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[BARROS, José D'Assunção. Sintonia Fina, 2022]]
A crítica profunda é ao ciclo de repetição de comportamentos nocivos que ocorre dentro da sociedade, iniciado pelos próprios pais. Ele sugere que a falta de cuidado e responsabilidade na criação dos filhos leva à perpetuação da ignorância e do desrespeito, o que acaba sendo transferido para as próximas gerações. A expressão "gerar filhos desnaturados" ressalta a desconexão entre os pais e seus papéis fundamentais como guias e modelos.
O caos nas mentes dos pais gera um ciclo vicioso que atinge níveis mais amplos da sociedade, como se a desordem individual tivesse repercussões coletivas.
