Viver

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Não se tem um filho antes de entender o amor


Não se escreve um livro antes de viver algo real.


Não se vive de provação querendo sentir o essencial

Todo dia,
faço poesia,
para fazer o povo,
viver de novo...
Porém, é difícil o povo agradar,
pois DEUS fez tudo pela humanidade,
mas nem assim eles querem adorar,
a esse DEUS com exclusividade!

Por vezes, temos de nos contentar com a tristeza, talvez seja esse o destino da vida: viver constantemente amargurados. (Furucuto, 2025)

"Se for difícil viver acompanhado, é preciso encontrar o ponto fulcral da nossa vida, aquele que é capaz de nos manter em equilíbrio." (FURUCUTO, P. D., 2026)

"Estou disposto a perdoar uma mentira, mas não estou preparado para viver dentro dela."
(FURUCUTO, P. D., 2026)

Como escolher a mulher certa para amar? Nunca saberemos antes de escolher alguém para viver ao nosso lado. O amor é como um experimento aleatório simples: conhecemos o espaço de resultados apenas depois de realizar a experiência.
Daniel Perato Furucuto, 2026

Algumas pessoas conquistam tudo, menos o tempo pra viver tudo o que conquistaram.

⁠Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como.

Friedrich Nietzsche
FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido. São Paulo: Editora Vozes, 2017.

Nota: Adaptação da máxima de Nietzsche presente na obra "Crepúsculo dos Ídolos".

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Viver tentando agradar aos outros é um caminho seguro para se perder de si mesmo.
Seja fiel à sua verdade, pois no final das contas, cada um colhe o que semeia. Cuide das suas finanças e dos seus sonhos, mas cuide ainda mais dos seus sentimentos e de quem você ama com carinho .Não queira ter o bolso cheio e o coração vazio.
O tempo não cobra impostos ele te cobra dedicação e verdades.
Que a nossa busca pela prosperidade nunca nos custe, a nossa paz de espírito e a nossa capacidade de amar as pessoas à nossa volta pelo que elas nos representam de verdade

Viver bem não é viver sem problemas, é viver com clareza sobre o que realmente importa.

Para de esperar um companheiro de novela que é só uma perfeição ensaiada e gravada,
comece a viver a real do companheiro que tens ao seu lado , que é uma imperfeição verdadeira.
🧩✨

Se você sabe que tem um potencial de ser leão mas está viver como um rato, sai do esgoto pra selva.

Se você não tem tempo pra viver, seu corpo é um cativeiro de alma, não um templo do espírito.

Eu vivo e deixo viver... se eu tiver que me explicar fecho os olhos e falo com quem mais confio.
🙏🏽

NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

Na Quitanda da Vida

Na quitanda da vida,
o produto mais precioso é o viver.

E o quilombo sabe disso.

Aqui, cada experiência tem sabor,
cada memória tem raiz,
cada pessoa carrega consigo
um pedaço da história de quem veio antes.

Na banca da ancestralidade,
encontramos a sabedoria dos mais velhos,
a palavra que atravessa gerações,
o canto que guarda memórias,
o tambor que anuncia presença,
a dança que movimenta a história,
o alimento que reúne a comunidade
e a terra que sustenta nossos passos.

Aqui, nada é apenas mercadoria.

A cultura não está à venda.
A memória não está à venda.
O território não está à venda.
A identidade quilombola não está à venda.

São heranças.
São direitos.
São fundamentos de uma existência
que se recusa a desaparecer.

Na quitanda da vida,
cada geração recebe uma cesta
cheia de saberes ancestrais.

Recebe o dever de cuidar,
de preservar,
de ensinar
e também de transformar.

Porque ser quilombola
é reconhecer de onde viemos
sem perder de vista
para onde queremos caminhar.

É fazer do território
mais que um pedaço de chão:
é reconhecê-lo como casa,
memória, alimento, pertencimento
e futuro.

É olhar para nossas crianças
e dizer:

vocês são continuidade.
Vocês são presença.
Vocês são memória viva.
Vocês são o amanhã que já começa hoje.

Nossa resistência não vive somente nas grandes lutas.

Ela está na roça cultivada,
na comida compartilhada,
na roda de conversa,
na reza,
no canto,
no artesanato,
na festa,
na escola,
na juventude que permanece,
na mulher que sustenta saberes,
no mais velho que ensina
e em cada quilombola que afirma:

“Nós estamos aqui.”

Estamos aqui porque existimos.
Existimos porque resistimos.
Resistimos porque temos história.
E temos história porque nossos ancestrais
não permitiram que suas raízes fossem arrancadas.

Na quitanda da vida,
provamos as dores que herdamos,
mas também degustamos
a força que nos foi deixada.

E seguimos plantando.

Plantamos memória.
Plantamos dignidade.
Plantamos cultura.
Plantamos autonomia.
Plantamos pertencimento.

Para que aqueles que vierem depois
encontrem não apenas os frutos,
mas também a terra,
as sementes
e o direito de continuar plantando.

Porque, na quitanda da vida,
viver é o produto,
aprender é a degustação,
ancestralidade é a raiz,
território é o chão,
e a presença quilombola
é a afirmação de que nossa história
continua viva.

Um dia vou morrer
Mas meu amor sempre vai viver

Viver talvez seja o mais silencioso dos fardos: suportamos a existência sem contrato de recompensa, caminhando entre perdas, desejos e ilusões, enquanto o tempo transforma tudo aquilo que amamos em lembrança.

Queria viver intensamente, seja na alegria ou na tristeza não importa a situação sentir aquilo que eu nunca senti me arrepender e depois rir mais meu medo já me impede de usufruir do prazer que é viver de ser feliz.

Onde os Tempos se Tocam


Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.

Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.

Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.

Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?

A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.

Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.

Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.

Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.

Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.

E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.

Agora, pare.

Respire.

Sinta o tempo tocando você por dentro.

E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?

M. Arawak