Viva o Presente Tema o Futuro
POEMA PANDEMIA
Na rua alguém sem nome vendia sonhos.
Duas pernas aflitas percorriam os sinais.
Um violonista cego tocava Beethoven.
Um belo cão era transportado numa coleira de prata.
Duas crianças ciscavam comida, nas frestas do chão.
Uma senhora de óculos fumava esperança,
Outra fechava a janela para não ser molestada.
Um poeta sem livros anotava palavras.
Jornais destacavam novas guerrilhas.
Gritos anunciavam para breve a salvação.
Mascaras e grades resguardavam o futuro.
Namorados mandavam virtuais abraços.
Gente com sede comprava água com gás.
Num céu sem homens, até a lua parecia distraída de Deus.
Carlos Daniel Dojja
Imagine quando estiver em uma viagem a Marte e seu dinheiro em limite de créditos acabar. Restará as criptomoedas em sua carteira para pagar o restante de sua aventura espacial.
Numa primeira análise, sobretudo aos olhos do pessimismo, é o início do fim; aos olhos do sujeito alto astral - ele mesmo o otimista, é uma fase, vai passar. Que fase, hein? Mas vamos ouvir a razão, o que é a razão no mundo da incerteza, nos vieses da incompreensível e complexa concepção tenebrosa? Não sei!
“Os canalhas não são donos do mundo!
A vida nasce do amor, a vitória do trabalho, a fama da estratégia...
O sucesso o autor da vida dá a quem ele quiser.”
Tu deixa sem querer deixar,
com linhas curtas,
de uma noite
dobrada em desejos e sentimentos.
Tu vive sem expectativas,
que é atraente,
que é difícil
não esperar nada de alguém.
Então não espera,
o tempo não espera,
a vida é curta e chora.
Um grande muro ajardinado
com lagartixas talvez,
e insetos na neve.
Tu busca respostas gastas
por músicas, livros, artigos, filmes, esportes, sexo, conversas, negócios, gases...
e quase morre.
Cabelos brancos e rosto afundado,
já usando pó pra asma que compra em farmácia.
Tu deixa a vida fluir
e tudo faz parte,
é o futuro
que termina em tela
com o rosto das velhas estrelas do cinema.
Só me restou esquecer.
Nem lembrar mais me foi permitido.
Nem sonhar.
Devo dar um salto no tempo.
Ir para um futuro onde você não existe.
Devo encontrar a felicidade imaginando a sua completa ausência.
A sua completa inexistência.
Aquelas histórias, nada disso existiu.
E se existiu, hoje não fazem mais sentido.
Não faz mais sentido saber quem você é ou o que você faz.
Devo seguir a minha bússola.
Refaço meu caminho.
Como um espiral ao contrário.
Temo com frequência o amanhã. E se eu acordar e não souber quem é meu marido? E se não souber onde estou nem me reconhecer no espelho? Quando deixarei de ser eu mesma?
Como podíamos ser conscientes de que com aquele ato tão simples, com o mero feito de avançar dois ou três passos e transpassar um umbral, estávamos assinando a sentença de morte do nosso futuro em comum e torcendo as linhas do futuro de forma irremediável.
Esta é toda a história do nosso mundo. Precisamos mantê-la intacta. Mais do que intacta. (...) O futuro será contado aqui. Nosso mundo depende desse relato.
As vezes nos desleixamos na quilo devemos nos esforçar, mais é na dificuldade que aprendemos a lutar sempre, e assim conquistar um futuro melhor, mais não se desleixe, tente ir o mais fundo que puder.
Quando perderes alguém, procure viver com a dor, e diz ao mundo que ontem foi ele ou ela, amanhã seremos nós, brilhe como sol, faz sentir ao mundo que é um Homem com propósito.
Trabalhe para não esperar a sexta-feira e sim para ter liberdade de fazer o que quiser todos os dias.
Quando você pega na mão de alguém e beija é um forte indício de que seu interesse por ela é mais forte do que qualquer outra coisa pois você sente que pode traçar um futuro compartilhado.
Queria ser poeta, mas poeta não poderei ser. Um homem não nasce poeta, mas quando estou no banheiro, um poeteiro vem a nascer.
