Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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"Ô beleza que não vi
Com meus olhos eu desejo
Com meu coração eu almejo
Como aquele que desdenha
Sua Beleza encontrar."

Às vezes sinto como se meus pensamentos, pudessem se transformar em algum tipo de algo ou alguém, que pudessem me sufocar de fato.Sinto como se ele que sou eu, algo ou alguém pressionasse meu pescoço lentamente até que eu sinta, não de uma forma bruta, tão pouco de uma forma brutal, mas aquele toque estranho se formando envolta do meu pescoço, o aperto, a angústia e mais temido medo. E levemente, de uma forma gentil e doce sinto o ar saindo lento de meus pulmões.
E as lágrimas rolam suavemente, e de uma forma em que não há quem possa controlá-las, e é como se não pudessem ser detidas, ou paradas, são as lágrimas que tem vontade própria, as rebeldes, do tipo fora da lei.
Se as lágrimas rebeldes pudessem contar as suas próprias histórias. Elas diriam que cresceram rápido demais, foram forçadas a crescerem, que mal viram o tempo passar, e ele passou, elas precisavam aceitar esse fato.
Não houve outra alternativa, precisavam pular o portal que as prendiam do outro lado, porque só assim estariam livres do aperto, da angústia e do medo. E quando finalmente se formaram por completo pularam, foram desesperadamente para o outro lado.
elas queriam ser livres.
E livres foram.

- Esthea Luzo

Antes mesmo de te ver, eu já te sinto,
como um sonho que aprendeu a ter nome: Gabriel Levy.
Te espero nos silêncios do meu dia,
e na pressa do meu coração que já te chama de filho.
Cada amanhecer carrega uma ansiedade bonita,
daquelas que não pesam, só transbordam.
Imagino teu choro, teu olhar pequeno,
tuas mãos segurando meu dedo pela primeira vez.
O tempo nunca foi tão lento…
e, ao mesmo tempo, nunca fez tanto sentido.
Porque agora cada segundo me aproxima de você,
de te ter no colo, de te chamar de vida.
Saiba, antes mesmo de chegar,
que já existe um amor imenso te esperando aqui.
E que esse pai, ainda em construção,
já daria o mundo inteiro só pra te ver nascer.

Aquele que acredita estar certo meramente por ser mais velho é como um caracol que ri de um guepardo por estar correndo há mais tempo.

Alvo


Já imaginou o peso do mundo sobre as costas?!
Como se existisse um alvo, onde às vezes tudo parece dar errado.
Como se o fardo de viver fosse muito pesado e, de certa forma, tudo parecesse recair sobre você?


Bem, eu acredito que esse fardo realmente exista, mas não por um simples acaso ou por uma ironia do destino, e sim pelas nossas próprias escolhas e ações.


A vida, de forma curiosa, com certeza prega peças, impõe dificuldades inimagináveis, mas a resposta para toda curiosidade é: o que você vai fazer?
Aceitar? Se lamentar? Ou mudar o que lhe incomoda?


É natural achar que, às vezes, as pessoas estão nos observando, seja por um escorregão, um simples tropeço na rua ou até mesmo pelas mais diversas besteiras que podemos fazer depois de uma noite de bebida. Mas, no fim, pouco elas ligam e, em breve, esquecem.


Eu acho que esse alvo, que nós mesmos moldamos, é o reflexo das nossas atitudes e dos nossos achismos. No final, o único que pode tirar esse alvo somos nós mesmos.


Nos tornamos fortes como seres humanos quando vivemos nossa vida de forma livre, de um jeito que nos agrade, e mudamos sempre o que nos incomoda.


É nesse momento que devemos deixar de ser alvo e nos tornar executores.

QUEBRA CABEÇAS


Às vezes, penso em como somos tão parecidos,
como peças de um quebra-cabeça,
como se cada peça tivesse sua própria característica,
cor, formato e textura.
É difícil imaginar que uma peça sozinha faça sentido,
assim como nós quando estamos solitários.


Existe uma conexão invisível entre todas as peças,
como se, mesmo não estando ligadas, estivessem destinadas à união.
Às vezes, é difícil encontrar o encaixe correto à primeira vista.
É necessário paciência e perseverança.


Por mais que nos comparemos a uma peça que não tem lugar,
é necessário lembrar que não há um todo sem seus pedaços.
Às vezes, podemos nos encaixar, mas não fazemos
sentido naquele lugar.


Somos peças únicas no emaranhado quebra-cabeças
chamado Vida, e por mais perdidos que possamos estar,
somos essenciais para completar o todo,
sem esperar que mudemos para nos encontrar, e sim
que nós encontremos um lugar onde já façamos parte.

Um desconhecido, um ser humano, um homem que perdeu seu rumo, mas com um coração tão grande como sua humildade, nos deixou ou só foi chamado para estar ao lado dos bons.

Conhecer você foi como reaprender a enxergar o mundo: cores que antes eram opacas voltaram a vibrar, um coração antes frio encontrou abrigo, e na delicadeza da sua presença, nessa quase inexplicável Basorexia descobri que o extraordinário existe, às vezes, em uma única pessoa.

Se Viver é um rasgar-se e remendar-se, como descreveu lindamente Guimarães Rosa, penso que, pra se rasgar é imperativo ser flexível. Pedra não se rasga.
O que se rasga é seda, frágil, sem gesso, nem armadura. Sem orgulho. Se rasga, se expõe, se reconstrói. Atravez de infindáveis acertos e consertos. E nesse seu remendo, com agulha fina, e muitas lágrimas, escreve letra por letra as viagens de exploração da própria alma, sem julgar. Nunca intransigente, nunca dona da verdade, nunca cristalizada. Toda fluidez. Toda trama fina. Com Aberturas para a luz. Cicatrizes. Aquela rebeldia louca e inquisidora. Que desafia e desfia. Desfia tudo em mil fios, pra fazer do seu jeito, único. Anda por aí, nua e leve, vestida com seu olhar, vestida com suas histórias. E essa rebeldia, de nascença, encara tudo e escancara. Aponta o dedo, sim, mas só pra si. Escava a terra fertil de suas entranhas mais sagradas, e examina grão por grão. E joga pra cima. E se ri. De sua poeira. De seu nada. E se lança com as estrelas, se espalha. Se brilha.
Adriana L S C Adam

Não consigo entender como uma pessoa que passou anos com outra, dorme na mesma cama, come na mesma casa, tem uma família com a pessoa, consegue mentir olhando nos olhos, enganar e machucar essa pessoa. Onde a única coisa que ela entregou e fez foi dar amor e dedicar todo o seu tempo para aquela relação, aquela família. Isso é inadmissível!

É na oração que você percebe como Deus trabalha.

Me aproximo do teu corpo
como quem tenta voltar
para dentro de si.
Mas há sempre algo errado:
um pequeno atraso entre o toque
e o sentir.
Tuas mãos me encontram
com uma precisão que me assusta.
Como se soubessem de mim
mais do que eu.
E eu deixo.
Deixo que percorram
o que ainda reconheço como meu,
mesmo quando tudo
já parece distante.
Seu toque é a fugacidade que procuro,
no instante que pulo e não me encontro.
Foi a porta de entrada para todos os nossos planos, terminando sempre no frio do teu abraço, embora algum dia fosse calor...

"Sua realidade começa na forma como você vê o mundo."

O maior risco não reside na mentira evidente, mas naquilo que se identifica como verdade autorizada, aquela que se impõe como oficial, incontestável e, por isso mesmo, imune ao escrutínio.

Que toda arte, assim como a música, nos reforce o motivo de nossa existência.

‎A ALMA E AS FUNÇÕES EXECUTIVAS



‎A Alma Humana, vista como o Eu Puro e considerada inútil para a Psicologia por William James (1890), é a Variável Independente fundamental para a ocorrência das Funções Afetivas, Cognitivas, Executivas e Motoras no Organismo Humano!



‎Porque de acordo com Luiz Pasquali (1999), é a Alma ou o Eu Puro que Sente e Conhece e Age!

⁠Fico me perguntando: como é possível sentir falta de algo que eu nunca experimentei?Talvez seja o fascínio pelo desconhecido, pelas infinitas possibilidades que a vida nos esconde.
E mesmo sabendo que são apenas fantasias, não consigo deixar de senti-las como verdadeiras. O que me leva a crer que, talvez, não sejam as experiências que definem o que sentimos,mas sim a profundidade com que nós a desejamos.

O Alento da Ausência


Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.


Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.


Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.


Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.


Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.

⁠Manifesto de Uma Alma Livre

Sempre tão ansiosa a respeito do futuro,
Eu me antecipava, como se pudesse vencer o tempo.
Carreguei expectativas que não eram minhas,
Engoli silêncios,
Tolerei situações e palavras que me desgastavam,
Até perceber que me perder de mim mesma
Era a pior prisão que eu poderia aceitar.

Eu não nasci para competir por atenção,
Nem para provar nada a ninguém.
Minha única missão é superar a mim mesma,
Acordar a cada dia com a vontade urgente de ser mais.

Exploro tudo o que sinto
Porque negar minhas emoções seria negar minha própria natureza.
Sou intensidade, movimento e recomeço.
Se algo me magoa, eu não finjo que não doeu.
Eu sinto, permito queimar,
Mas transformo as cinzas em impulso.

Não guardo mágoas, mas não esqueço histórias.
Lembro-me de cada nome e cada olhar,
Não por rancor,
Mas porque não há aprendizado sem memória.

Eu aprendi a dar um sentido temporário a tudo,
Porque permanência é ilusão.
O que eu amo pode ser eterno dentro de mim,
Mas sei que o mundo está sempre em movimento.
E eu também estou.

Se há algo para melhorar,
Vou encarar sem medo.
Se há algo para deixar para trás,
Vou soltar sem arrependimentos.

Nada me congela, nem a dúvida, nem a razão.
Se tiver que cair, eu caio com coragem.
E se cair, volto com um propósito maior.

Porque viver é experimentar, é sentir, é arriscar.
É construir e destruir se for preciso,
Até encontrar aquilo que faz meu coração vibrar.

Eu sou intensa, sim.
Não fujo de mim mesma.
Exploro o mundo com a mesma coragem
Com que mergulho em meus sentimentos.

E, mesmo sabendo que nada é para sempre,
Continuo a escolher sem medo
Tudo o que me faz sentir viva.

Como calar as vozes da nossa mente?
Quando morre a mãe da gente, é o momento que a gente entende de verdade que não somos imortais.
É como se caísse a ficha de uma vez por todas que, o colo que só uma mãe pode nos dar, não nos pertencesse mais, mãe é aquela que nos alicerça
E como lidar com o desamparo que maltrata tanto?
Uma vez me questionaram sobre o tempo do luto e quando isso ia passar?
As pessoas só entendem essa dor, quando dói na carne delas.
E não é sobre superar, é sobre resignificar.
A saudade vem , numa terça feira qualquer, as vezes vem num almoço de domingo, ou mesmo numa festa incrível que você só queria a companhia daquela pessoa.
A vida tem que continuar, e continua mesmo, nos primeiros segundos da perda a gente já sente o desabor do luto.
Mas muitas vezes o mundo está a todo vapor e você no meio disso tudo não tem outro caminho a não ser correr junto nessa maratona que é a vida.
Que possamos nos curar das dores silenciadas, das palavras ouvidas, dos julgamentos. Das vezes que dissermos que estava tudo bem e sorria para camuflar a dor.
Das indiferenças, dos pesos, dos julgamentos.