Viagem
“A juventude que nunca morrerá
Se você é tão jovem quanto sente?
Pode apostar é jovem pra valer
E velho é quem perde a pureza
E também é quem deixa de aprender”
Uma parada que eu me amarro de fazer é pegar o busão e ficar olhando pra fora, vendo a vida acontecer, evitando ao máximo de mexer no celular. (Tô até meio bolado agora de tá parando pra escrever isso enquanto tô aqui, e talvez perdendo alguma coisa lá fora). Peguei o 557 e sentei no fundão, na última fileira, do lado esquerdo. Tentei abrir a janela pra colocar o braço pra fora e sentir aquele ventão na cara, mas não deu pra abrir muito. Fiquei meio bolado porque só abriu até um certo limite curto. Olhei pro lado direito, para a outra janela, pra ver se abria mais, e notei que nem tinha janela, era só o vidro. Parei de reclamar.
Um dia a nossa matéria deixará de existir, e o nosso espírito iluminado pela luz do amor vai realizar uma viagem cósmica por todo o universo.
Quer ser feliz mas não sabe que a vida não é hidromassagem
No campo das emoções é sem massagem
Não importa se é mulher ou homem
Quem não quer sentir o sabor sente fome
Ostentar o luxo distrai, estamos aqui de passagem
Quem só quer chegar não aprende com a viagem
Aos 46 anos não preciso de malas ou passaporte, tenho pensamentos soltos que atravessam mundos inteiros, vou longe, até o infinito….
viajar me faz esquecer daquilo que não queria lembrar. As vezes a gente precisa fugir pra algum lugar pra carregar as forças e voltar a luta.
ESPERANDO O BONDE
Aqui esperando o bonde
Para ir nem sei bem onde
Com alguém que tem bagagem
Com casacos pras friagens
Mas pergunto e não respondem
Onde é que se escondem?
Não tenho mesmo paragens
É preciso seguir viagem...
Domingos
Aos Domingos de uma qualquer semana, aprecio escrever pela noite dentro.
Talvez porque esse Domingo seja o final ou então a preparação do início de uma nova etapa.
Escrevo e descrevo imensas memórias por vir, algumas de fazer chorar e outras de rir.
Escrever é quase como fazer aquela viagem diurna de comboio inter-regional, sentado de início ao fim o mais junto da janela possível e com a cabeça encostada ao vidro de modo a abraçar silenciosamente toda aquela paisagem exterior. Paisagem essa que apenas estagna, tal e qual este corpo inerte e prostrado ao vidro da janela, quando a próxima paragem se avista.
Através dessa janela vejo e sinto o que há além de mim, curiosamente muito menos daquilo que existe dentro de mim. Esteja parado ou em movimento, ambas locomotivas dos sentidos serão sempre um ponto de partida, de paragem e chegada independentemente de termos viajado num Domingo.
Chegar ao fim de um livro é adquirir memórias que não são suas, de lugares que nunca visitou, cheiros que não sentiu, épocas que nem sequer era vivo, mas que ainda assim, te arrancam suspiros de satisfação por relembrá-las.
A existência pode ser imperscrutável em nossa breve passagem por ela. O importante é esmerar sua alma com imponência enquanto nela ainda reside.
Armando Nascimento, Viagei nos delírios alucinante e provocante de seu olhar provocante, foi extasiante gostoso o bastante pra se viciar, e te amar foi uma viagem gostosa e preciso ir mais alem do que só imaginar, tenho que mergulhar de corpo e alma, me aprofundar nesse brilho de seu olhar
