Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues
Peque sua mochila, rasge seu dinheiro, pegue sua coragem e sua alma e vá até aonde o sol e as nuvéns façam seus cabelos voarem e seu espirito sentir cada vez mais vontade de viver intensamente o poder e a excitação de que é não viver perto da civilização humana!
Viver longe de um lugar que te faz se sentir pequeno, é pensar que apenas estar cem metros deste lugar é saber o que é viver nas alturas!
O ruim de sentir saudades de algumas pessoas é que você corre o risco das mesmas nem lembrarem o seu nome...
Hoje em dia é mais fácil você encontrar uma manada de unicórnios andando por ai do que pessoas verdadeiras...
So contigo é possivel fazer um a viagem desde as celulas do corpo, até o o orgão mais grandioso: o coração.
Não foi atoa que descobrir meus medos e virtudes.
Foi por ter liberdade nas minhas escolhas,
ainda vou viver muitas vidas nessa vida,
mas felicidade é ser eu mesmo!
Escrever já não me basta
Não me salva,não me leva
não me cura, não me afoga
Me faz de refém,
dentro do meu próprio crime.
Inofensivo; sinto muito.
Mas escrever já não me toca a alma.
Fale, bitch! Mas fale bastante, pode falar a vontade. Gaste mais tempo da vidinha medíocre para opinar sobre a minha vida. Invente, xingue, minta, critique, opine, comente, escreva e fale o quanto você quiser. A sua vidinha é tão sem graça que eu entendo a vontade e a necessidade que você tem de viver a minha. Vai perguntar com deboche, vou responder com grosseria.
Certa vez continuei.
E continuei fazendo essas coisas rotineiras que todo mundo faz, não sei me dispensar. De repente a inspiração bloqueia, sei lá. A tarde estava chuvosa, e a minha casa estava escura, a cozinha cheirava incenso, e no rádio antigo que ganhei da vovó tocava aleatoriamente as músicas do Chico Buarque, tudo extremamente calmo. Deixei as festas e os rapazes de lado, e fui viver de poesia, e dos sambas das mais belas canções de Noel Rosa, deixei minha vida com uma trilha sonora calma,uma sensação de um teatro organizado, com tecidos de laços, laços coloridos, mas com tristeza nos olhares, porém um pouco feliz.
Decidi; a felicidade existe sim. Por mim, pela poesia, pelo meu violão, pela minha criança. E pelo chá na varanda cinco horas da tarde. Decidi que ali seria minha ultima espera, esperei esperei e esperei, com flores na cortina estampando a janela, flores amarelas, é a tua cara. Estou bem, a minha tristeza era bela, vaga e poética. As festas estão me esperando, e os convites para o barzinho da esquina com um samba ao vivo me aguarda. Samba calminho...Tive que variar um pouco, cansei do choro. Cansei dos discos mofados e arranhados pelo tempo, às vezes eu me defino, como a versátil mais clichê do mundo. Me reciclo, me rimo, me concluo. Te dou carinho apenas no meu mundo.
Textos são incríveis para aqueles que conseguem entendê-los, mas uma tragédia para aqueles que não os compreendem.
Ao mais velho e ácido amor já inventado, ao mais reciproco amor desesperado, que grita ingratidão, que perfura sentimentos abandonados dentro da sala de cinema, nem sequer um telefonema cura uma briga tão vulgar. Ama as armas de fogo, e as meninas despreocupadas, e todos os rapazes famintos pelo teu corpo, pela tua voz, pela droga. Ao mais desprezível amor de princesa indecente que colhe frutos daquele amor doente com um príncipe ladrão. E todas as músicas interpretadas por ela soaram como se não fossem minhas, e a voz dela quando fala o que eu não devo, mas pago. E a voz dela cantando o meu amor por você. Parece que é frio, o coração das duas sereias presas dentro de um quarto semi escuro, quietas e frágeis, delicadas e ao mesmo tempo selvagens demais, carentes demais, perdidas de todo o resto, se é que há resto. Eu só lhe peço qualquer coisa, seja o que for, não ouse se apaixonar por mim.
