Vestido
Ele não chegou fazendo barulho,
nem vestido de razão perfeita,
chegou simples.
Como quem carrega o mundo no bolso
e ainda assim oferece ajuda pra carregar o teu.
Falaram tempestades sobre ele,
inventaram sombras, pesos e espinhos,
mas quando abriu a porta do próprio silêncio,
o que havia ali
era só um homem cansado de ser mal traduzido.
Feijão tinha olhos de quem escuta de verdade,
dessas pessoas raras
que não competem com tua dor,
apenas sentam ao lado dela.
E foi estranho perceber
que a sinceridade dele cabia inteira
nos pequenos gestos,
porque gente honesta quase nunca sabe se vender,
só existir.
Talvez a vida tenha dessas ironias tortas:
aproximar duas almas pela mentira de terceiros
pra depois revelar
que afinidade nenhuma nasce no acaso.
Ele tinha jeito de casa simples em tarde de chuva,
café passado sem pressa,
cadeira na varanda
e conversa que faz o peito respirar melhor.
E no meio de tanta gente montada em personagens,
ele apareceu cru, humano, imperfeito…
mas real.
Coisa perigosa hoje em dia.
Ser real assusta mais que mentira bem contada.
Não sei o que é pior, se cavalheiros jogarem dama ou jovens senhoras jogarem xadrez com vestido de listras.
O mais doloroso disso tudo nem é o bolo, o vestido, ou os docinhos que eu não comi. É a quebra de uma ilusão. Porque a gente aguenta muita coisa, mas descobrir que o carinho não era tão recíproco assim… isso desmonta por dentro.
Primavera é quando a natureza se despe do cinza e se exibe em seu vestido verde bordado de flores.
Benê Morais
O Lado Feio do Amor
O amor nem sempre nasce vestido de flores; às vezes, chega carregando cicatrizes, medos e despedidas. Ele ensina que amar também é enfrentar o silêncio, as lágrimas e a dor de permanecer quando tudo parece querer partir. O lado feio do amor não destrói quem ama de verdade; apenas revela a coragem escondida dentro do coração.
Mas existe um instante em que tudo muda: o primeiro olhar. Um simples encontro de olhos pode transformar o destino de duas almas, fazendo o tempo desacelerar e o mundo desaparecer. Nesse breve momento, nasce uma esperança que nenhuma explicação consegue conter, como se o universo inteiro conspirasse para unir dois corações.
Entre o primeiro olhar e o para sempre, surgem tempestades, dúvidas e noites difíceis. O amor verdadeiro não é feito apenas de sorrisos; ele cresce nas escolhas diárias, nos perdões sinceros e na força de permanecer lado a lado mesmo quando a vida insiste em testar cada promessa feita.
E quando dois corações atravessam o lado feio do amor sem desistir um do outro, descobrem que o "para sempre" não é um conto de fadas, mas uma construção de paciência, respeito e entrega. Afinal, o primeiro olhar acende a chama, mas é o amor vivido em cada dia que a mantém eterna.
Nascida Ávida...
Chegara em companhia da aurora
Vestido branco
Cor de pérolas raras
Em leve sorriso franco
Cabelos ao balanço da brisapppp⁰pp passante
Um mistério que a tornava diferente
Passara sem reclames
Por dias de abandonos e milagres
Conhecendo contos e verdades
Se apaixonando por bravos heróis
Derramando versos sem alardes
Vinha ela, quiçá de um céu
Que não a via, mas havia
Cobrindo lua e mar em calmaria
Vagando desertos que não conhecia
Destinada a enfeitar o jardim de minha poesia
Devo dizer que estás usando
um lindo vestido preto,
assim, a tua beleza fica
ainda mais resplandecente
como se a luz do amor estivesse
sob o manto da noite,
certamente, uma junção de muito primor, cujos elementos convergem intensamente.
Tendo dito isso, é evidente que tem uma mulher profundamente amável bem diante dos meus olhos
que estão claramente fascinados,
então, meu respeito por ti é notório
tanto que me deixas inspirado
de um jeito bastante satisfatório.
É muito interessante um momento simples ser tão revigorante,
mas este efeito não acontece
sem nenhum motivo, do nada,
depende dos protagonistas envolvidos, da atenção que é dada
aos detalhes belos e vívidos.
Lindo vestido preto, elegante, sem dúvida, feito a partir da escuridão da noite, vestindo um corpo quente, curvas sedutoras de uma arte incrível, reflexo de instintos e de sentimentos, abrigo de um desejo ardente no seu íntimo, coração intenso, sincero, indo da simples elegância ao forte atrevimento,
Companhia aprazível de várias maneiras, torna cada momento inesquecível por mais breve que seja, pois facilmente faz ignorar o passar do tempo entre palavras, afetos, até mesmo no silêncio de uma troca de olhares, saboreando o privilégio de uma imersão prazerosa de muita reciprocidade,
Depois que anoitece, a sua beleza parece que se renova, fica ainda mais atraente, a paixão ganha as suas formas, suas vontades mais ousadas florescem, sua essência fervorosa
se destaca como uma chama imponente, que se propaga nas suas emoções e na sua desenvoltura, que provoca as sensações intensas de uma doce loucura.
Poesia formosa, corpo sublime, suntuoso, vestido por um vermelho avassalador, o mesmo tom que cobre os seus lindos lábios, cor que se destaca no seu lindo rosto, resultado fortemente sedutor assim como o brilho deste teu olhar astuto, o fulgor da tua alma, paixão do teu mundo, onde o fogo se propaga, avivando cada parte da tua estrutura, flor forte e delicada, de sentimentos profundos, verdadeiros, por seres assim, na minha mente poética, ficas guardada, em lugar de muito apreço.
A indignação seletiva
não nasce da justiça,
mas do interesse
bem vestido de virtude.
Quem se indigna por conveniência
não defende valores,
defende posições.
✍©️@MiriamDaCosta
Patologia do Arco-Íris
Uma alegoria fictícia.
Dizem que ele caminhava
vestido de cores alegres, rabiscado
De suas anomalias
mas carregava por dentro
o cinza de uma obsessão.
Chamava de amor
aquilo que jamais foi ou seria correspondido.
Transformava o silêncio em promessa. Eu acho que ele houvia vozes !
a distância em convite,
e a rejeição em um desafio.
Seu arco-íris
não era feito de luz,
mas de ilusões,
cada cor pintada
pela própria mente delirante.
Não perseguia um corpo;
perseguia um sonho
que nunca pertenceu à esta realidade.
Era um homem adoecido
pela incapacidade de aceitar
que nenhum de seus sentimentos
poderia arrancar
a liberdade de outro.
E assim permaneceu,
abraçado ao impossível,
até que suas cores
se dissolveram em Cinzas escuras.
Porque existe uma diferença entre amor
E
O
Desvario!
Na barra do meu vestido
Quando te sentes , inseguro... incomodado com os problemas rotineiros do cotidiano. Na rotina da vida de um homem guerreiro, forte, determinado pelos seus desejos e sonhos... Então procuras a barra do meu vestido... E então encontras em meu colo a paz, a calma, a segurança... Me sinto lisonjeada ao vê-lo aos meus pés... Não por submissão mas por ter aquela deliciosa e terna sensação de ser um refrigério, a luz em meio a escuridão. Em saber que na barra do meu vestido encontras a paz e a esperança... O descanso que lhe trás força e motivação para continuar e não desistir dos seus propósitos e objetivos. Fico muito feliz em saber que na barra do meu vestido encontras o amor pra lutar e vencer.💕
A Elegância de um começo
Vestido branco de cetim, um rio de candura, envolto em mistério, em sublime tessitura.
Um singelo e clássico colar de pérolas a brilhar, a graciosidade do momento, a me encantar.
O espelho refletia a luz em seu lugar, eu sob o véu, pronta para amar.
Trazia na face à graça mais pura, envolta em um cheiro suave de ternura.
E em cada detalhe, a certeza que se via, era a benção do grande poder de Deus que ali fluía.
Um suspiro me escapou ao sentir a arte no ar, me senti em um sonho lindo, como se tivesse entrado em um quadro.
E o coração? Ah! Ele disparava.
A luz entrava, pintando o quarto, e o cheiro doce de baunilha me envolvia, acalentando a alma.
Eu sabia, a vida estava ali, pronta para começar, e eu estava pronta para vivê-la.
As sobrancelhas grossas emolduravam o meu olhar, esculpindo o meu rosto com belos traços que o tempo jamais poderia apagar.
Em minhas mãos, um buquê de delicadas flores brancas, simbolizando a pureza de um começo que nunca se apagará.
A cada instante, a cada passo eu sentia a elegância da alma a brilhar, a beleza que emerge, genuína a reinar.
A cada passo, um suspiro, a vida se revelava, no caminho do amor que se iniciava.
Uma postura deslumbrante, de rara nobreza, era a personificação da divina elegância e beleza.
A humildade artificial é o orgulho vestido de cinzas.
Existem homens que abaixam a cabeça apenas para que sejam vistos como virtuosos. Não se curvam por consciência moral, mas por necessidade de aprovação. Transformam a modéstia em espetáculo silencioso. Fingem pequenez enquanto aguardam secretamente a veneração dos outros. Tal comportamento não nasce da grandeza espiritual, mas de uma vaidade refinada, quase invisível aos olhos despreparados.
O orgulho grosseiro grita. A humildade artificial sussurra. E justamente por sussurrar, torna-se mais perigosa.
Muitos utilizam frases brandas, semblantes serenos e gestos aparentemente dóceis como mecanismos de superioridade moral. Desejam parecer puros. Desejam parecer elevados. Desejam ser admirados por renunciarem à admiração. Eis a contradição psicológica mais profunda do ego humano.
A verdadeira humildade não possui autoconsciência teatral. Ela não necessita anunciar-se. Não se sente virtuosa por servir. Não contabiliza sacrifícios. Não cria uma identidade construída sobre parecer simples. Apenas existe, semelhante à água silenciosa que alimenta raízes ocultas sem exigir contemplação.
Dentro da análise psicológica, esse fenômeno aproxima-se do narcisismo moral. O indivíduo transforma a própria imagem de “bondade” em objeto de culto. Não ama o bem em si. Ama a percepção de ser visto como alguém bom. Há uma diferença abissal entre consciência ética e performance ética.
Por isso, quando alguém diz:
“ Eu quero fazer mais por você… ”
a frase somente possui pureza quando nasce desprovida de necessidade de reconhecimento. O amor autêntico não exige palco. A caridade verdadeira não necessita testemunhas. E o afeto legítimo não se converte em instrumento de exaltação pessoal.
As almas mais luminosas da História quase sempre caminharam em silêncio. Não porque fossem fracas. Mas porque compreenderam que a grandeza real dispensa ornamentações emocionais.
A humildade legítima não humilha-se artificialmente. Ela apenas compreende a própria condição diante da vastidão da existência.
Outubro chega vestido de rosa,
como uma flor que escolhe florescer mesmo depois da tempestade.
É tempo de celebrar a vida, cultivar o cuidado e lembrar que cada mulher carrega dentro de si uma força capaz de renascer.
Que o rosa seja esperança, coragem e amor.
Que cada flor represente uma vida, um sonho, uma história que merece continuar florescendo.
