Versos sobre Mim
se todos essas pessoas que fala mal de mim e da risada pela minha situação do momento vai ter que engolir minha vitória.
por muito tempo não vivi minha própria vida para Agradar os outros Agora eu vivo para Agradar a mim mesmo.
por muito tempo eu vivi segundo a opinião dos outros com medo do que vão pensar de mim hoje vivo com o pensamento o que espero de mim mesmo.
Sobre 26 anos: só agradecer por todos os aprendizados e descobertas sobre mim mesmo. Não foi fácil, mas passei essa etapa, fim de ciclos, a cada ano mais experiências.
Se não desejas-me como aliado, [não] lamento profundamente por ti, pois terás a mim como um potencial - e obstinado - adversário.
Só quero adormecer e sentir a escuridão em mim, para que a dor dessipe, e eu possa me sentir integral ao infinito, me livrando de todas essas correntes, e pela primeira vez na vida, me sentir completa.
Sempre que tento olhar pra dentro de mim percebo a carestia, um tanto rebelde minha mente intensifica ideias pesarosos, e faz-me acreditar no pior de mim. Só gostaria de poder viver sem essa aflição agonizante. Só vivo perante velas e chuva, carregando diariamente toneladas de flagelos e ao dormi, torço para que em meus sonhos eu possa viver um pouco a fantasia de uma vida menos consternada. Minha mente às vezes me conforta, com sugestões imaginativas, vivo um meu - apenas eu - sem cair em choro, e posso sentir meu "Eu" longe daqui.
Em todas as nuvens que já passei, a que mais me alcançou se nomeava letargia, e se findava a mim como uma corda firme e magnética, nada vaporosa, apenas incompressível a uma resposta á procurar razão, e mesmo que eu sonhasse com a liberdade, ela não me soltava, e a cada minuto naquela altura e dentro desta nuvem, meu ar era escasso e minha visão se encurtava, já não via beleza, já não via sentido, e aos poucos aceitei como parte de mim, mesmo sabendo que a qualquer momento ela me mataria, não tive culpa de chegar a este cenário umbratico, mas todas as circunstâncias durante o trajeto, trouxeram-na a mim, e assim, ficou até instalar-se em mim completamente, como um parasita que me tirou a calmaria e subsistência, nada mais parece me alcançar, estou convencida que meu tempo é breve, mas ainda posso imaginar a arte e a música dentro de mim, é o que me mantem resistente, mesmo que momentaneamente.
A vida se desdobra diante de mim como uma teia intrincada, cheia de incertezas, minhamente, um abismo profundo, é como um poço sem fundo de tristeza e desespero, onde a escuridão parece eterna, e a esperança é apenas um vislumbre distante. Caio nesse vórtice de melancolia, onde a tristeza é uma névoa que me envolve e obscurece qualquer vislão de alegria.Não sei mais o que fazer, nem consigo encontrar sentido nas coisas que me cercam. Cada dia se desenrola como um filme em preto e branco, monótono e desprovido de emoção. Sinto-me como um pássaro ferido, incapaz de voar, preso em um céu cinzento de desesperança. Cada amanhecer parece um lembrete doloroso de que o futuro é incerto, e a luz no fim do túnel é apenas uma ilusão distante. Eu me sinto como um pedaço de lixo, jogado à margem da vida, incapaz de encontrar meu lugar neste mundo. A cada respiração, a sensação de não merecimento se aprofunda, como uma ferida que nunca cicatriza.
Às vezes, sinto-me como um espectador de mim mesmo, flutuando além do meu corpo, assistindo ao espetáculo da existência. É como se eu dançasse ao som de uma melodia sem compositor, uma sinfonia mental onde cada nota é uma emoção que reverbera em minha alma. Meus ossos são feitos de ferro, suportando o peso das decepções e dos desencontros. Neste inverno, percebi que a monocromia dos dias cinzentos e das chuvas incessantes refletia a desolação da minha alma, despedaçada pela vida e pelos encontros com outras almas igualmente fragmentadas.
Com fragmentos de mim mesma, existe um caos onde um espelho se torna o meu abismo insondável. A visão de meu reflexo desencadeia uma tempestade interna, com borboletas agitadas percorrendo cada fibra do meu ser, sangrando os vestígios do desgosto alojada em minha alma. Perdida em um limbo interminável, anseio ser apenas ossos, despida de tudo… para aprender a me amar, ou talvez me forjar em ferro, para suportar a pesada carga que carrego.
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