Versos sobre Estupidez
O ignorante com o seu orgulho, sempre é o primeiro a fechar-se para o conhecimento e a abrir-se para a estupidez.
Não seja estúpido a ponto de achar-se inteligente sem nunca ter testado seu intelecto. Estúpido é justamente o que apressa-se em possuir a primeira crença que lhe impressione.
Quando uma luz é lançada sobre fatos a respeito dos quais éramos ignorantes, há dois caminhos a seguir: o do crescimento, pelo aprendizado que a clareza nos trouxe; ou o do emburrecimento, pela negação das obviedades expostas que a nossa estupidez não nos permite enxergar
Sentir-se estúpido não é divertido. Mas estar disposto a ser estúpido – ou seja, estar disposto a arriscar a dor emocional de cometer erros – é absolutamente essencial, porque alcançar, fracassar e alcançar de novo é o modo como seu cérebro cresce e forma novas conexões.
“A má interpretação textual é, como resta inequívoco, a pior miséria que tende a perdurar na vida de alguém.”
O Ser Humano é, ao mesmo tempo, as duas faces de uma mesma moeda, cunhada nas forjas da evolução. A primeira delas, simbolizando a inteligencia e a criatividade, é a responsável pela construção e pelo esplendor das nossas catedrais. A outra, responsável pelas gárgulas que se empoleiram nos beirais. Talvez, para nos lembrar que habitamos um mundo povoado por demônios, que compactuamos na criação. Tais figuras grotescas refletem os laivos de insania que, desde tempos imemoriais, percorrem a história da nossa espécie, indicando que, por falha no projeto inicial, erro essencial ou desvio na função do processo evolutivo, algo, insistentemente, predispõe a raça humana à servidão voluntária, à estupidez despropositada e à autodestruição.
Os gregos que pensaram na democracia não deviam imaginar que o sistema é a imagem e semelhança da estupidez da maioria tanto quanto da virtude;
Brigar, morrer, criar inimizades por sanguinários do erário público é desarrazoado e revela estupidez dos antagonistas.
“Não dobro os meus surrados joelhos para alguém deste Mundo. Redobro a aposta acerca da pantagruélica ignorância que insistes em não ocultar. Desdobro-me entre leitores de tela e professores de sela a fim de vencer. O dobro de empenho somado a vontade que tenho, tornam-se, a um só tempo, um esteio para que possa sonhar. Se te vestes de arreio e se alimentas de alfafa? Divirta-se! Tome sua carroça nas costas e comeces a trotar. Enquanto você relincha ao galope, meu peito se infla a reboque, assistindo a caravana passar.”
Quanto mais se bebe das águas do conhecimento, mais insaciável se torna a sede — e mais deserto se faz o caminho. A filosofia, esse deleite sombrio que Nietzsche chamou de segundo prazer, não consola: fere. Pensar é filosofar, e filosofar é olhar o abismo até que ele revele, não verdades confortáveis, mas as ruínas da ilusão. A filosofia não oferece felicidade; ela é uma lâmina silenciosa que rasga o véu da ingenuidade humana, uma bomba lançada contra os alicerces da estupidez satisfeita. Quem pensa, sangra. E quem sangra por ver demais, aprende que há mais verdade na tristeza lúcida do que na alegria cega.
Sou uma pessoa de hábitos simples mas de percepção apurada, detesto pessoas estúpidas ou que só falam asneiras.
Engana-se quem diz que ter conhecimento é, diretamente proporcional a se ter mais dúvidas. O conhecimento é um bálsamo, um oásis em meio a tanta estupidez.
