Versos sobre a água
Peixe ferido
de água salgada
solitário na rede,
Muitas vezes
se parece com a gente
quando na vida
tudo acaba nem
mesmo em poesia.
Espírito antigo guardião
d'água que nos cura
e de Sol a Sol protege
é o Ahuehuete do destino
Não amar mais considero
mais do que amar demais
porque enquanto amamos
sempre estaremos vivos
Por isso ainda no amor
insisto e em tudo aquilo
que o mantém sempre vivo
Para quando chegar
a hora nos teus olhos
ver os meus reconhecidos.
A minha palavra é igual
criança que precisa
aprender a falar depressa,
Água dou para ela
onde o bilro oculto
de fazer renda está de molho
e a alimento com
a crença mais popular.
Noite de Lua Cheia,
dá até para ouvir
as almas dos aguadeiros
tirando água da Bica
de São Pedro,
É minha doce Olinda,
cheia de mistérios
e de muita poesia.
Água-panada,
cura de antigamente,
Os tempos mudaram,
temos os doutores
preparados para cuidar
da nossa gente sempre
quando cai doente.
A Água dos Axés
está pronta para pegar,
Tenho um segredo
para te confessar,
Mas acho que não
é a hora de te contar,
O melhor mesmo é orar.
A Água de Oxalá
caindo sobre nós
para nos purificar,
Assim estaremos
daqui para frente
para tudo abençoar
por onde a gente passar.
Nos tempos de outrora
quando mandavam
o outro 'sossegar'
mandavam é beber água,
Hoje ninguém quase
bebe água e geralmente
todo mundo quando
se irrita manda mesmo
é para 'aquele lugar',
Como prefiro salvar
a lucidez prefiro é ignorar.
Cada um nasceu
para a sua própria
água e correnteza,
Cada um tem
a sua própria sorte,
O Aramaçá é peixe
de água salgada,
E tem gente que
não é diferente.
Quem dera cada
uma de minhas letras
pudessem ser água
durante as preces
de Bento Milagroso
pelas ruas de Recife
e do mundo para curar
nos corações alheios
do gosto pelos conflitos
para que não aja mais aflitos,
Peço ao Bom Deus que
atenda os meus pedidos...
Caboclo d'água sempre
assusta quem não
usa no rio a cabeça,
Ele assusta o pescador
que não pesca com coerência.
Coração quente experimentado
na liberdade de pássaro no banhado
em água muito fria e espalhado
pelo Rio Urussanga que ainda hei
de ver completamente resgatado.
O meu sutil nome é teimosia
e o meu sobrenome é insistência
tecida pelas mãos do redeiro,
assim se escreve a poesia
para afastar a dor no meu peito.
Batizada pela pesca artesanal
feita com toda a maior paciência
muito antes do raiar de qualquer dia:
a força, a oração e a resiliência
sobre as correntes do tempo.
Não para imitar a lenda,
mas por orgulho e emblema,
quando voltar a encontrar
de novo o Rio Urussanga:
quero ver a minha imagem real
refletida na água cristalina da existência.
Água da pedra estourada
que para o Peabiru era
ponto para a caminhada,
ainda me apaixonada.
Magnífico tanto quanto
o Sol, as estrelas e o luar,
é o Rio Itapocu nascido
poético na Serra do Mar.
Água de beber, de benzer
e de pescar que encontra
a beleza do nosso mar
que não canso de adorar.
Merecedor de ser protegido
por cada um dos seus
lugares porque na verdade
no peito ocupa imensidades.
O meu coração é minh'alma
têm nascentes em Água Doce,
todos os dias renasço
junto com o Rio Chapecó,
mesmo caminhando só.
Com coincidente natureza
de encontro vou me abraçar
com os campos naturais,
porque se ninguém cuidar:
não se refazerão mais.
Podemos usufruir de tudo,
mas para tal é preciso
que se busque o fazer
para que a vida vença e dure
em nome daquilo que há de ser.
Nós temos tradição
Se for para aumentar
a temperatura, que aumente
o som e a da água do Chimarrão,
para aquecer o coração.
Não posso me esquecer
jamais de quem eu sou,
da onde eu vim
e para onde eu vou.
Dançando Quadrilha,
no caminho da roça,
que imita a vida,
ninguém há de me distrair.
A tempestade dos outros
não nos pertence,
eu ainda não me esqueci
de como é bom gostar de gente.
São João é tempo de lembrar
que nós temos tradição,
com tudo o quê temos direito
na nossa mesa com direito a Pinhão.
A chuva em Rodeio cai.
Aprendi lições com as águas
do Médio Vale do Itajaí.
As águas contornam
e dão as respostas
conforme são tratadas.
Entre nós existem
muitas coincidências.
As águas são as mestras
das consequências.
As águas ensinam
com paciência
o quê pode evitar;
Sempre há quem resiste
em não se atentar.
Não é sobre a chuva
nem sobre as águas,
é sobre cada um de nós.
É só seguir a ordem: Meus remédios são: água, oração, fé e um chá doce para me fazer feliz.
Cartas para Antônia.
O meu rio de contos
De belezas naturais,
Era o mais bonito
De todos mananciais,
Hoje agonizando
Em coliformes fecais...
Trecho do poema . Água Preta - o rio
Da minha infância.
Desejo a paz e a fortaleza das águas,
que impetuosas em caudalosos rios
vão percorrendo montanhas
e contornando obstáculos.
Na nascente, estreito riacho,
rolando seixos,
silenciosamente engrossa seu leito,
e proporciona abundante colheita.
Prosseguindo seu caminho,
encontra seu afluente que lhe traz força e vigor,
aprofundando seu leito, até que,
silenciosamente, e juntos,
derramem-se num lindo por de Sol no Oceano.
E até que a Lua venha para iluminar,
com um eterno mar de estrelas refletidas,
no oculto da noite,
e o Sol venha despontar
na hora mágica do amanhecer,
num lindo e eterno dia,
de luz e de festa no Universo.
Quando um coro de anjos
dará glórias, aleluia e dirá:
o amor é eterno
e só ele transforma, cura e salva.
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