Versos para 18 anos
A sensação de nunca ter demonstrado
E do nada passar a demonstrar
E como se fosse tóxico, como se doesse
Seu carinho, e como machucasse uma parte de mim.
A criança em mim clama por isso.
Mas a parte adulta, chora de tanta raiva.
Pois quando era nova, nunca tive um carinho masculino.
Era só dor e solidão de um pai.
Mas me desculpa de não conseguir demonstrar o mesmo.
A dor dentro de mim, o medo e o jeito de ser usada.
Mil perdões por não conseguir superar suas expectativas!!!
Você é incrível, mas não é pra mim!!
Que me perdoem os acomodados, mas busco pela intensidade. Quero a vida em sua forma mais profunda. E que nada venha pela metade: meios-amigos, meios-amores, experiências ao meio, meios termos. Eu quero o todo, ir além do que eu possa alcançar. A felicidade verdadeira não é sobre o quanto você pode estar bem, é sobre o quanto você pode ser intenso.
A posteridade é um colegial condenado a decorar cem versos. Chega a aprender dez de cor, balbucia algumas sílabas do resto: os dez, são a glória; o resto, a história literária.
"A vida é tão dura!
Mas por que tão linda?
Me pergunto se vale a pena sofrer.
Pra então depois, ver essa linda paisagem.
É como dizem por aí...
'Depois de uma tempestade, sempre surge um belo arco-íris."
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Nota: Trecho adaptado e adulterado de poema de Veronica Shoffstall.
Coisas quebradas tem uma certa beleza triste. Depois de anos de histórias e triunfos e tragédias infundidas nelas, elas podem ser muito mais românticas do que coisas novas que não tiveram aventuras.
Passam-se os anos, apagam-se mais velas, mas ficam maiores os bolos e melhores os amigos. Tudo isso porque você existe e merece. Feliz aniversário!
Dar é bom. Na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez por anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um "eu te amo" baixinho, perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que cê acha, amor?". Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.
Nota: Trecho da crônica "Pot-pourri de assuntos " Link
Ao nascer você dividirá seu aniversário com mais de 17 milhões de pessoas. Durante seus 10 anos na escola você terá uma média de 17 amigos, quando chegar aos 40 anos esse número terá diminuído para 2. Em seu corpo crescerão 950 km de pêlos. Você rirá uma média de 18 vezes por dia, e andará o equivalente a 3 voltas ao mundo, comerá 30 toneladas de comida. Beberá mais de 9 mil xícaras de café, e terá uma oportunidade em dez de ser eletrocutado. Em média você passará 10 anos de sua vida no trabalho, 20 anos dormindo, 3 anos sentado no vaso sanitário, 7 meses esperando no trânsito e 2 meses e meio esperando no telefone. Passará 12 anos assistindo televisão e 19 dias procurando o controle remoto, após o que só lhe resta um quinto de sua vida pra ser vivida, portanto é melhor começar logo!
Vivi por vinte anos sem saber que cê existia, mas depois de perder você é difícil viver por vinte dias!
Nos últimos cinco anos eu desejei a morte todos os dias. Às vezes cheguei bem perto.
Sinto saudades de todos os momentos românticos que já vivi. Daquela época em que passava anos gostando de alguém, que também gostava de mim, mas que por timidez, não tinha coragem de se declarar. Daquela época em que um beijo no rosto era motivo para mudar de cor, e um selinho era um beijo cinematográfico. Daquela época em que só saber que poderia olhá-lo me fazia levantar da cama e enfrentar um período chato de matemática. Daquela época em que uma ficada não era apenas uma ficada. Era mais, era frio na barriga, misturada com uma ansiedade que nos fazia querer gritar sem voz, chorar sem lágrimas. Tudo isso por saber que iríamos beijá-lo. Beijar aquele cara, que há tempos havíamos desejado. Sinto falta daquela época.
