Versos para 18 anos
"Quando calam nossa voz escrita, quando definham nossas palavras em versos, quando de nós fazem um papel rasgado e maltrapilho, traduzimos a repressão em mais letras.
É uma luz que se apaga, um livro rasgado, milhares de olhos que não apreciaram mais a beleza das letras... Infelizmente, o mundo gira em torno da hipocrisia, da farsa, da mentira e da roubalheira. Onde estão os nossos livros??? Onde estão escritos os direitos de exercer a literatura sem repressão? Lamentavelmente pobre a decisão de fechar milhares de janelas enviadas através desta porta biblioteca.
Triste, pergunto: Quando será o funeral?”
Te conheci poesia,
Hoje, lhe vejo em versos
Desgarrados, desalinhados,
Grandes garranchos
Entre as finas linhas do
Caderno da vida.
Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.
Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.
Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.
Entre versos quebrados
O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.
As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.
No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.
E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois
Um círculo vital
exala a energia
de emoções coloridas
em mim...
E eu,
arqueira de versos
absorvo o arco-íris
e lanço palavras
matizadas com a poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...
Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...
Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta
Esparjo os meus versos
entre lençóis bordados
com pétalas de lua
e folhas de estrelas..
e enquanto o olhar suspirante
do oceano captura a minh'alma
o céu boceja poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
Versos Proibidos
Quero no sabor dos seus lábios
experimentar a sua saliva.
Quero no calor da sua boca,
derramar meus palavrões.
Quero cuspir a decência
exorcizar nossos corpos..
Despedir-me do pudor angelical.
Sentir a sua boca indecente e inclemente.
Ouvir rimas e xingamentos
Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.
Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.
Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.
Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta
Perfumes na mão
A alvorada
chuviscando versos,
o jardim
germinando cores,
a alma
inalando essência,
a natureza
doando pétalas de vida
E eu,
simplesmente,
colhendo gotas de poesia.
✍©️@MiriamDaCosta
É verão,
mas lá fora
a chuva declama seus versos
com a teimosia
dos que não pedem licença.
Não há trégua.
Ela sequestra o sol e o seu calor,
faz dele refém
entre paisagens cinérias,
onde o verão existe
apenas como promessa suspensa.
Quase como aqui dentro,
no meu âmago,
essa fonte inesgotável
de chuvas e tempestades,
correntes internas
que transbordam palavras,
versos.
E mesmo quando chove
em mim,
há versos solares
insistindo nascer e florescer
em estações que nunca
obedecem ao calendário,
mas ao pulso teimoso da alma.
Sou clima indomável,
ora dilúvio,
ora clarão insistente
rasgando nuvens
para lembrar
que o sol,
mesmo "sequestrado",
nunca deixa de existir,
brilhar e iluminar.
✍©️@MiriamDaCosta
E amanheço o meu olhar
respirando os versos molhados
que a chuva generosa escreveu
na pele da madrugada.
✍©️@MiriamDaCosta
É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.
Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.
E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.
Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta
No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.
Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.
Não escrevo:
erupciono.
Não declamo:
transbordo.
Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.
E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta
Ventos outonais
O Outono vem embarcando
no ùtero da estação
dos meus versos,
e eu ...
lentamente,
vou caminhando
e sangrando poesia
entre os ventos
orvalhados de folhas,
galhos, espinhos,
pétalas e sementes...
e me deslumbro
cada vez mais
com toda a nudez poética
dos roseirais,
arbustos e àrvores
do meu ser ...
Sou filha do Outono
ovulando Primavera.
✍©️@MiriamDaCosta
1480
"Alguém escreve (ou copia) versos, rima alhos com bugalhos e, no mesmo dia, já se autodenomina poeta (ou poetiza)! Tem sido assim e a Internet e os puxa-sacos tem contribuído pra isso!"
TextoMeu 1480
