Versos de Natureza
Enquanto andava na praia, fui materializando Deus através do meu pensamento:
As ondas do mar... eram Deus.
No céu escuro, as estrelas... eram Deus.
Com os pés na areia - vida... era Deus.
A brisa do vento suave... era Deus.
A dádiva foi grande ao distinguir Deus em tudo que é simples, belo e gratuito.
A terra é um lugar mágico
Com muitas cores
Abençoada com as chuvas das lágrimas dos anjos
E a sinfonia dos bichos e pássaros
O sol arde imenso como um coração suspenso
Noites e dias são os olhos siderais quando piscam
Pra regenerar o cansaço
E reciclar o céu com os forças
Da natureza
Só temos que agrader
Só podemos contemplar
De joelhos
O universo, um corpo vivo
Criado com o poder criativo
De Deus.
Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz,
E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz.
O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração.
A menina, que corre, é uma senhora em um campo no outono,
Sem uma casa, mas com uma lagoa entre pássaros.
O céu rosa é celeste, e o som, mais feroz, vem à tona.
Embora o correr da menina senhora sinta falta,
O bem te vi voa, voa, em um quintal entre risos
Quando você pensar em dinheiro, automaticamente pensará em dívidas e compras.
Quando você pensar em sentidos, verá que a natureza é gratis.
O céu de Tupã
já não é mais o mesmo.
Morrem as florestas...
Olhamos a esmo,
Estragos causados
Por devastação.
Adeus, ,passarinhos,
Adeus, fauna e flora!
Toda a natureza
Emudece... Chora!
Preço muito alto,
O da evolução.
Indagação
E se todas as matas tombarem.
Todas as águas turvarem-se de fel e cinzas.
Todas as nuvens perderem o céu.
Se a terra for pisada pelo fogo,
E a lua, o sol, o vento, não mais encontrarem os homens.
Quando não mais amanhecer a natureza da vida,
Qual o dia que ficará, para os que perderam a memória do mundo?
O mais passarinho de todos
O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.
O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.
O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.
O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.
Deságua
Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.
As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.
Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.
Fotossíntese
Assim que a vida floresce, dissipa-se a névoa,
Sentimento de raiz, movimento de folha.
Aprofunda-se na terra, água e sais. Embriaga-se e se perde em si.
No tocar dos raios, folha e fruto,
A luz que amadurece o verde,
Alimenta a distância. Clorofila.
As folhas umedecem as margens.
Deixe-as,
Em silêncio, crescendo.
A luz não carrega limites. Transcende e vira sentido. Sacralidade.
Para a savana de herbívoros pastando,
Alimento. Para um rio sem correnteza, Continuidade.
Serve de abrigo nas copas,
Sombra em seus meios.
Em feixes e cores, no desabrigo de Imagens encontra-se o manto verde.
“Dúbia interpretação deste cristal líquido que umidifica a superfície da flora. Será choro ou suor sob a pele da folha fria?
Uso do mesmo artifício e hidrato meus olhos nas madrugadas gélidas de tristeza ou quando me emociono ante tamanha beleza como essas da natureza.”
Orvalho
Certa ocasião vi três urubus comendo três frangos podres em um despacho na encruzilhada, compadecido, fui em um restaurante e comprei três frangos assados e dei para eles, acreditem eles não comeram os frangos assados.
Não é sobre urubus.
Tão puro como a água da chuva em dias de verão sobre os campos verdes de morango e ananases gigantes e pesadas.
Atraentes petalas rosadas e perfumadas com cheiros penetrantes que nos desarmam em meio da multidão de homens crueis e insensíveis à nossa energia.
Adolescentes e ingênuos permanentes procurando bocas e calores dos abraços onde me refugiarei eternamente em seu colo.
A grandeza e a força de ser capaz de chegar em todo lugar e realizar tudo o que sonhar somados a pequenez de ser apenas um minúsculo grão, componente da imensa natureza, conectado à terra pelo corpo e pés, ao ar pelos pulmões, ao céu pela mente e a Deus pelo coração.
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Quatro direções sagradas
Norte. Sul. Leste. Oeste
Tudo é sagrado no Universo, assim aprendemos a viver a completa beleza de Ser.
Que somente o verdadeiro contato com a natureza pode trazer.
Amo quando seu olhar vem em minha direção,
Amo quando meu olhar vai na direção do seu,
Amoooo olhar para a mesma direção,
Amoooo olhar a natureza do seu Ser!
Amo mais ainda olhar a Natureza quando olho com você!
Sagradas somos!
Somos seres de luz que resplandece o infinito,
Que acolhe,
Que embala,
Que evolui.
Seres que sente, gesticula, ensina o amor.
O amor Universal!
O amor que ilumina nos mesmos e o mundo!
Salve Mãe Gaya
Parece pintura!
Bela, única, plena, pura!
Obra divina;
delicadeza, forma, cor, aroma, doçura...
Composição de formosura;
riqueza da natureza, vida preciosa;
Encanto!
Admirável gravura.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
Amo quem me trata como se cultiva uma flor;
Com cuidado, admiração, sutileza e amor.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
