Versos de Tempo

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TEMPO EM MIM...

É distante de tudo e de todos que fico assim…
parada num tempo que só eu enxergo pra mim…

Ninguém é perfeito…
o tempo todo a gente oscila
entre o erro e o acerto…

A ESPERA

Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo
fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido
lágrimas e acenos em lenços brancos cintilam ao vento
despedidas e chegadas, cada qual seguindo seu destino…

nessa espera crucial fico estática sem teto e sem chão
ao longe o apito do trem que se aproxima da ferrovia…
vazio de mim, esculpido por ti, como ânfora o meu coração
recordações do passado, guardadas na bagagem da minha vida

gelando todos os meus sonhos em ópios e ócios de meu viver
Passam-se noites e dias, meus pés não conseguem se mover
vagueio e arranco as ervas daninhas que nasceram nos trilhos

enfeito com flores silvestres perfumando nossos caminhos…
na esperança de te ver desembarcando dessa viagem pra mim
e no meu último suspiro, dizer:- AMO-TE, até que enfim!

FENDA DO TEMPO

Fui parar num porão empoeirado de emoções e sentimentos lacrados em baús pesados… onde vejo um redemoinho de pássaros rompendo os grilhões em busca da liberdade…
no meu pensamento que foge por entre a fenda do tempo e do espaço compactado…
sobrevoando um coração que bate condescendente, cansado, mas com saudade…
cheirando mofo e decompondo-se em lembranças mortas sepultadas na vida que ri e chora da minha sina ególatra que serve de farol numa luz que ofusca meu olhar nublado…

PENSAMENTO OFF...

Não é que a gente esquece e sim o nosso pensamento que dá um tempo e adormece, porque também cansa de esperar aquilo que nunca acontece…

Para que coisas e pessoas dêem certo, é preciso
sintonia, caso contrário é perda de tempo e energia…

​O ECO DO VILAREJO
(​Fragmentos de um tempo de Outrora)

​E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.

​Lu Lena / 2026

​O GALOPAR DO TEMPO


​Um dia de cada vez e o ano termina num dia.


​Lu Lena / 2026

CONTROVÉRSIA DA LUCIDEZ
(​À deriva no tempo)

​Estamos lúcidos quanto à vida que nos foi destinada, mas a aceitação da mesma perdeu-se de tal forma que, às vezes, não sabemos o caminho de volta. Ficamos estagnados no tempo, como se lançássemos a âncora em alto-mar, sem saber em que solo ela irá prender.

​Lu Lena / 2026

JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)

Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.

Lu Lena / 2026

​O CRONÔMETRO DA ALMA
(​Quando os dias se perdem no fôlego do tempo)

Os dias estão passando tão rápido que a sensação é de que se transformaram em horas curtas; amanhã serão minutos, depois segundos e, por fim, um suspiro no ar.

Lu Lena / 2026

​A ARQUITETURA DO TEMPO
(​Encontrando-se no silêncio do agora)

​Nem sempre o que não deu certo antes é o fim da linha. Muitas vezes, é a culpa do passado que dita nossa perspectiva de vida e alimenta a ansiedade de hoje. O antes e o depois estão mais conectados do que imaginamos, pois essa incerteza é o que nos torna vulneráveis na expectativa do amanhã.
​Vivemos habituados ao isolamento da ausência de ontem e nos acostumamos com nossa própria presença, que se reconhece no silêncio do agora.

​Lu Lena | 2026

​O PARADOXO DO CAMINHO
(​Reflexões sobre o Tempo e a Virtude)

​No labirinto do tempo, encontrei duas setas no caminho: uma apontava para a Vida, a outra para a Frente. Então, descobri que a bifurcação era uma ilusão da minha mente; seguir em frente é o comprometimento com o destino, e viver o aqui e o agora é a virtude e a evolução da alma.

​Lu Lena / 2026

FOLHAS DO TEMPO.


Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.


A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.


Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.


Cícero Marcos

Cansei de ser forte o tempo todo.
De fingir que acredito que algo incrível me espera no final, enquanto todos os dias essa guerra dentro de mim fica mais difícil de suportar.

Já pensei inúmeras vezes em desistir de tudo.
Dói ouvir que sou inútil, que não faço nada da vida, principalmente vindo das pessoas que eu mais amo.
Só queria conseguir dar orgulho para eles e parar de me sentir um peso.

Lutei sozinha contra dores que ninguém viu.
Aprendi a me curar sem abraço, sem apoio e sem alguém dizendo que tudo ficaria bem.

Às vezes, tudo o que eu queria era me sentir amada de verdade.
Mas mesmo machucada, ainda existe uma parte de mim que acredita que dias melhores vão chegar.

E talvez seja essa pequena esperança que ainda me mantém aqui.

Neste tempo, ainda se entende que os beijos são tímidos: são duas pessoas se conectando e vendo como reagem. Mas se o jeito formal continuar, não espere por sentimentos fortes na hora seguinte. A ligação não aconteceu.
Beijo é bom porque você sente o corpo do outro sem deixar marcas, é como mergulhar no escuro, uma ida sem volta. Beijo é um jeito de mostrar carinho, de sentir o gosto de quem você gosta, de falar muitas coisas sem dizer nada. Beijo é gostoso porque não cansa!

"O mundo busca o ouro, acha o amor um atraso, mas ninguém compra o tempo, nem apaga o passado"


#Marcos Elias Antunes

Eu tenho uma condição rara
Não tão rara

Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo

E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz

Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.

Somos tão passageiros que permitimos aos detalhes escapar em silêncio.
O tempo — esse abismo silencioso entre um lugar e outro — recorda-nos que talvez procuremos nos galhos aquilo que só pode ser encontrado nas raízes.

Com o tempo,
a gente aprende que certas despedidas
não vieram pra destruir,
vieram pra amadurecer.

Porque nenhuma dor é eterna, tchê.
Até o inverno mais rigoroso do sul
um dia dá lugar pro sol.

E talvez essa seja a maior lição:
não endurecer o coração por causa de quem foi embora.

Continuar sendo alguém que ama,
que sente,
que acredita…
mas agora com mais coragem de colocar a própria paz em primeiro lugar.