Versos de Paixão
Como se declarar
Assumir que quer amar
Sonhar sem parar
Do seu lado esperar
O dia do andar até
Onde possa morar e quem sabe seu coração venha me ajudar
A contigo me apaixonar para enfim aprender a amar.
Afinal o que é o amor
Sofrer sem dor
Viver como um sonhador
Sentir medo do mundo
Ficar bobo com tudo
Olhar o amanhã e pensar
Olhar para o ontem e lembrar
Sentar e chorar ao perceber
Que hoje pode tudo perder
O amor não teme
Ele se espreme
Cabe em cada cantinho
Bem escondidinho
Aguarda a hora certa
Aí sim ele apela
E de surpresa atropela
Nossa vida vira uma novela
aí começa um calor
De uma forma cheia de esplendor
Em um coração que era frio
Tudo vira um pio
A ponto de esperar
Afinal isso vai se ajeitar
E quem sabe aprendemos a amar.
O que fazer...
Quando ela quer te rabiscar na própria pele?
Quando o corpo dela sente sede do teu gosto?
Quando o toque dela suspira pela tua geografia?
Quando a boca dela quer silencia a tua?
O que fazer quando ela te procura nas entrelinhas?
Ela é tão intensa que chega a sangrar
A dor que provoca em si mesma virou fonte de prazer
Ela exagera na emoção só para se revirar
Apaixonou-se pela ebulição, pelo calor do corpo
Ela não não se conecta com a calmaria, não porque não consegue, mas porque não quer.
Quando você me olhou
As palavras fugiram e tudo que eu consegui foi dizer oi
Mal sabia eu que isso era tudo que você precisava ouvir
Ouvir de mim, porque o resto
Você fez, me refez
No mesmo instante, eu me apaixonei
Mediano não seja no AMOR
Esteja preparado para se DOAR.
Tenha em MENTE a DIVISÃO dos
Acertos e erros na VIDA do CÔNJUGE.
DURMA e ACORDE consciente que só
Em um CORAÇÃO tranquilo o AMOR FLORESCE.
E de depende, me vejo
esperando uma.
Nova postagem sua para
Levantar o meu ânimo.
E discretamente meu sorriso
Vem desenhar no meu rosto.
A felicidade em saber
que existe.
Realmente a pessoa
com quem sonhei.
Serenata do amor
Ah, se pudesse estar contigo, agarrado, em seus braços, meu abrigo, meu absinto, meu abismo de agonia e fascínio. Tudo seria tão mais fácil, e digerível, um encosto de conforto, de desejo, de sofrimento e distancia.
Ah, se dependesse do meu querer, não ficaria sem você, as circunstancias ditam nossas regras, nossos desejos ficam esperançosos, nossa sede mais angustiosa. Tudo seria mais tolerável, mais harmonioso e provável, um encontro de amor e confiança.
Quando escuto a serenata vem a lembrança. Das nossas andanças pelo mundo de loucuras, de safadezas e pudores, nosso chão vira lama e nossa razão vira confusão, tudo em nome da carne e emoção, do encontro dos corações selvagens dançando na pista da paixão.
Amor as avessas
Pode haver um tempo a se esperar, doce amor como sabonete de lavanda, que escorrega dos meus braços.
Amor como uma barca em auto-mar, sobe e desce sem esperar, acontece na euforia do passar, depois o medo continuo de pesar, até o amor se consolidar.
Somos tão iguais
Onde há força, há coragem.
Onde há coragem, há luta.
Onde há desejo, há sonho.
Pois somos tão iguais. Somos tão iguais.
Somos tão iguais as paixões são tão iguais.
Onde há vida, há esperança.
Onde há fé, há força.
Onde há amor, há alma.
Pois somos tão iguais.
Somos tão iguais.
Somos tão iguais as paixões são tão iguais.
Olhar no paraíso
Cada sonho é um delírio.
Cada vontade traz um martírio.
Cada minuto é um suspíro.
Desnudo e imperfeito.
Quando seu corpo por inteiro.
Venerado como monumento.
Se transfere pra areia.
O prazer me incendeia.
Uma vertigem em cadeia.
No apogeu de sua beleza.
Como um lapso de sentido.
Um olhar no paraíso.
Rainha do deserto (versão 2)
Pedras a rodeiam,
desenhando suas asas,
jogada num cinturão de poeira,
o sol drena a água das raízes,
sobre sua cabeça emulando uma coroa.
Calibres de areia se moldam,
sobre as curvas do corpo emulando um vestido.
A encapada flutua nas areias quentes do Saara,
o véu distorce ao vento,
até ladeira abaixo ornamentada.
Guiada por calangos e dromedários,
abutres e carcaças,
levando fé, paixão e garra,
ela é a rainha do deserto,
a cigana flamejante das terras
áridas e quentes,
escultura de areia que resiste as dunas,
a seca, as tempestades e a poeira,
na imensa vastidão desértica.
Não há lugar que possa correr
Se seus olhos penetram a invadir-me,
Tempestades de sentimentos caem sobre mim,
Como choro, regurgitadas,
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me,
Emoções caem inquietas sobre mim,
Como desejos, insopitáveis,
Se seu amor eclode a refugiar-me
Redoma de acalento assenta sobre mim
Como amparo, escudado,
Não há nada que possa fazer,
Não há lugar que possa correr.
Perfume
Quero sentir aquela única noite,
Com as luzes vibrantes,
Que nos refletiam na parede,
Quero ter a realidade dos sonhos,
Viver o calor real,
Quando os corpos se juntam,
Passaram-se dias,
Correram-se anos,
Nunca mais nos encontramos,
E meus pensamentos voltando,
Como déjà vu de emoções,
Indescritível,
Inesperado,
Intenso,
Guardo naquela rosa,
O aroma da lembrança,
Num vidro blindado,
Um frasco de cheiro,
O perfume cuidado,
Do que restou do romance,
Sua essência,
Que se impregnou em mim.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Se seus olhos penetram a invadir-me...
Tempestades de sentimentos caem sobre mim...
Como choro... Regurgitadas...
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me...
Emoções caem inquietas sobre mim...
Não há nada q possa fazer...
Não há lugar q possa correr...
Ô-ô-ô Maria,
Cê me alucina e me faz querer você,
Deixa eu ser teu João,
E te amar como jamais alguém amou alguém assim.
Você é meu sol, minha luz,
E eu sou teu girassol,
Que segue tua beleza e sedução,
E busca o mel dos teus lábios, minha doce paixão.
Como um beija-flor busca o sabor do néctar,
Quero sentir o doce gosto do teu beijo,
E juntos, vivermos essa sintonia e essa dança,
Que nos leva para além do mundo e além do tempo.
Então, ô-ô-ô Maria,
Deixa o orgulho de lado, vem cá pro meu lado,
E vamos juntos, nesse caminho sem fim,
Que nos leva para um lugar onde o amor é só o começo.
Teus lábios são como um sonho de mel
Que me transportam a um mundo de desejos
Sinto uma vontade inabalável
De te beijar com todo o meu anseio
Às vezes, a vida nos separa
Mas meu coração sempre te procura
Quero sentir teus lábios
Estar perto de ti, ser teu
Cada curva, cada forma, cada cor
Revela o segredo de tua beleza
Tão sedutora, tão fascinante
Que me faz sonhar com a delicadeza
Lábios, tão próximos, tão distantes
Uma promessa de felicidade e de amor
Um desejo ardente, um sentimento forte
Que me faz querer ser teu protetor
Sob o manto ruivo, brilha a aurora,
Teus olhos claros, poesia que enamora,
Voz delicada, como uma canção que chora,
Em tua jornada, marcas contam uma história.
No teu coração, enigmas a decifrar,
Anseio conhecer, contigo desbravar,
Os caminhos que a vida fez moldar,
Tua essência, teu ser, quero conquistar.
Cada marca revela tua força a reluzir,
Cada desafio, tua resiliência a persistir,
Mulher de fibra, és quem me faz partir,
Em busca de tua paixão, quero existir.
